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  • Ainda há esperanças - Capítulo 1




    Para quem leu a série Recomeçar, conheceu a Caroline Hunter.
    Bom, esse é o livro dela. Espero que gostem.


    Capítulo 1



    9 anos antes

    Eles estavam brigando de novo. Já era a terceira vez naquela semana. E por mais que seu pai dissesse que não era por causa dele, Ryan sabia que tinha participação em cada discussão que o casal tinha. E sentia impotência por nunca ter conseguido chegar ao coração de sua mãe adotiva. E ele havia tentado muito.
    — Você tem que parar com isso Laura — ouviu seu papai exasperar com ela — Essa obsessão não é saudável e a deixará maluca.
    — Esquecer? — Ryan se afastou da porta onde observava tudo, quando Laura passou em frente a ele, caminhando agitada em direção ao marido — Obsessão? Você chama a busca pela minha filha de obsessão?
    — Ela também era minha filha.
    — Mas fui eu que a carreguei nove meses em meu ventre, senti seus movimentos, se emocionou quando ela chutou pela primeira vez. Fui eu que a segurei em meu peito enquanto amamentava — Ryan apoiou as costas contra a parede, fechando os olhos, o discurso doloroso de Laura chegando a seus ouvidos — Eu que senti naquele maldito dia que algo estava errado e insistiu para não sairmos. Sou eu que não durmo quase todas as noites pensando e chorando pelo bebezinho que arrancaram dos meus braços.
    Ele ouviu a mesma história desde que era um menino chegando a aquela casa. Não havia um dia ou uma oportunidade que Laura deixasse de falar ou lamentar sua filha perdida. Ryan também havia perdido alguém que a amava. A sua mãe, cuja morte foi provocada pelo próprio marido, agora cumprindo pena em um presidio estadual.
    — E nunca, enquanto viver, eu esquecerei ou deixarei de procurar minha filha.
    — Mas você é muito boa em esquecer — acusou Nicholas, cego pela raiva, que quando passasse o faria se arrepender das palavras duras — Esquece todos os dias que tem um marido e esquece que temos um filho. Um filho vivo.
    — Abri minha casa para ele — disse ela em um tom amargo — Demos  um lar, uma escola excelente e tudo o que pudesse necessitar. Mas nunca vou poder colocá-lo em meu coração no lugar de Rebecca como você fez.

    — Não coloquei Ryan no lugar da nossa filha — disse Nicholas em um tom cansado e vencido — Abri um espaço em meu coração. E se fizesse isso, também conseguiríeis ver que garoto incrível que ele é. Seu desejo de mãe seria suprido.
     — A única forma de ter o vazio em meu peito novamente é poder abraçar minha filha.
    Abrindo os olhos, Ryan se afastou da parede e caminhou silenciosamente pelo corredor. Ouviu muito declarações semelhantes a essa. O coração de Laura era algo que ele jamais conseguiria chegar.
    E foi naquela noite, após ter chorado a rejeição pela última vez que deu a notícia a seu pai. Queria passar uma temporada fora do país, estudando. Sentiria falta de Nicholas e principalmente sentiria falta de Caroline, sua melhor amiga desde chegara aquela casa. Mas escreveria para ambos e ligaria sempre que tivesse oportunidade. Também poderia voltar nas férias. O que ele não conseguia mais era esperar um amor que nunca seria partido s ele. Tão pouco ver o casal se destruindo cada vez conforme os anos amargos os consumiam.

    ***
    Ryan aguardou enquanto Caroline abria o coração e alma para ele, enquanto a assistia se mergulhar em uma enorme taça de Banana Split. O que ele precisava dizer a ela deixaria seu já frágil coração mais abalado e ele faria as coisas de outro modo se pudesse.
    — Meu pai diz que está tudo bem — disse ela remexendo o caldo que tinha se formado no pote — Mas eu sei que não esta. Não quero que a mamãe morra Ryan.
    Ele perdeu a mãe muito cedo, mas ainda se recordava dela. A forma carinhosa como sorria e o abraçava a noite. Mesmo lhe dando tão pouco e muitas vezes passando necessidade sabia que foi amado por ela. Então ele entendia a dor de Caroline. Entendia seus medos.
    — Se o seu pai diz que tudo ficará bem — segurou a mão dela e recebeu um sorriso de volta — Deve confiar nele.
    — Acho que você tem razão. Como diz o Michael é preciso ter fé. Era muito pior quando não sabíamos o que a mamãe tinha.
    Foram longos meses de angustia com Olivia entrando e saindo do hospital até descobrir que tinha um tipo raro de câncer.
    — Vamos ajudá-la a vencer isso — disse ela, tentando demonstrar empolgação.
    Mas a Ryan a conhecia. Por trás do sorriso doce e encorajado, seus olhos espelhavam tristeza. Melancolia que possivelmente ele estava prestes a aumentar.
    — Mas, agora fale de você. Disse que tinha algo importante a dizer. Tem a ver com a tia Laura?
    Ele soltou a mão dela e praticamente se encolheu na cadeira. Além dos empregados na mansão Summer, que diariamente o viam com pena, Caroline foi quem tinha visto de perto a indiferença, o mais certo a dizer, era apatia que Laura tratava Ryan. Nunca foi cruel ou disse diretamente palavras que pudessem feri-lo, mas o distanciamento que empunha e frieza o machucavam muito mais. Ainda assim, ele entendia Laura. Era uma mãe ferida em busca de uma família que talvez nunca chegasse a encontrar, mesmo que estivesse viva como ela acreditava. Já tinha se passado dezesseis anos e nenhuma informação importante sobre a criança desaparecida havia chegado até eles.
    — Tem e não tem.
    — O mesmo de sempre? — dessa vez foi ela a procurar a mão dele sobre a mesa — Tia Laura ainda ignora você.
    — Eu sinto que as coisas estão mais complicadas agora. Não apenas comigo — disse ele — Mas com eles. O casamento deles. Nicholas. O papai...
    Desde que Nicholas havia perguntando a Ryan se gostaria de ser adotado por ele que havia pedido por ser chamado assim. E tinha agido como tal assim que o levou para o seu lar.
    — Ele não está suportando mais. A apatia e sofrimento dela. Acho que ele sofre em dobro, mas a Laura não vê. A dor dela parece cegar para a dor de todas as outras a sua volta.
    — Ela ligou algumas vezes, mas nunca foi visitar a mamãe. A tia Laura afasta todos que a amam de perto dela — Carol murmurou com tristeza — Se você não tivesse chegado aquela casa, acho que não continuaria indo. Parece que a minha presença a faz sofrer mais. Eu me pergunto como será esse verão.
    — É exatamente sobre isso que eu queria te falar.
    O que tornou a permanência de Ryan na casa enorme, bonita e elegante, mas sem calor humano, foram as visitas de Caroline e todas as férias que passaram juntos. Ela trazia vida e luz a mansão silenciosa.
    — Eles vão se separar. Eu não quero ser só mais uma peça da mobília que Laura ignora quando passa.
    — Ryan, eu sinto muito.
    Caroline não conseguia imaginar seus pais se separando. Havia tanto amor e carinho nos dois. Tanto amor que transmitiam aos filhos todos os dias. Mesmo com a doença de Olivia e casal continuava apaixonado e romântico. Um amor tão bonito que a fazia desejar ter algo assim algum dia.
    — Eu vou embora daqui uma semana.
    Ele notou quando os lábios tremeram e ela mordeu-o rapidamente tentando evitar que ele percebesse como a notícia a deixou abalada.
    — Está indo embora? Para onde? E com quem?
    — Vou terminar os estudos na Europa. Provavelmente em um colégio interno na Inglaterra ou na Suíça — ele olhou para a mão dela ainda não sua e brincou com os seus dedos — Vai ser legal. Vou poder visitar vários museus e quem sabe encontro algum curso de Arte que me interesse.
    Ele amava desenhar e passava muito tempo entretido com blocos, lápis e carvão para desenhos. Fez inúmeros desenhos de Caroline e no último Natal a tinha presenteado com um belo quadro de um deles. Ela é sempre seria sua musa.
    — Você quer mesmo ir? — pergunta foi realizada em um tom triste que mesmo se ela quisesse não conseguiria esconder — Eu nunca mais vou te ver?
    Eles eram melhores amigos. Enquanto Ryan se isolava em casa, escondendo-se atrás de seus desenhos. Carolina não sabia lidar com as garotas fúteis e às vezes cruéis da sua escola. Refugiava-se no bale e nas horas que passava com a mãe. Começou a dançar por ela, mas acabou encontrando na dança escape e paixão.
    — Preciso de novos ares — disse ele — Mas eu volto nas férias ou você pode me visitar.
    Com a mãe iniciando um tratamento, ela não sabia se queria ficar longe dela. Mas esperaria ansiosamente por Ryan todos os dias.
    — Você me escreve?
    — E ligarei sempre que conseguir — prometeu ele, dessa vez com um encantador sorriso no rosto — Não vou deixar você Caroline. Só estarei um pouco mais longe agora.
    — Vou sentir sua falta Ryan — ele secou a lágrima manchando o rosto dela — Muita falta.
    Ele sentiria saudades de Nicholas. Da casa que passou o seu lar nos últimos anos e até mesmo saudade de Laura, andando como um fantasma atormentado por todos os cantos. Mas de quem ele mais sentiria falta, e via isso pela forma que seu coração doía era Caroline. A menina doce e divertida, que fez seus dias tão coloridos como um arco-íris após a chuva.

    2 comentários :

    1. Já estou apaixonada
      Obrigada por nos proporcionar tantas alegrias e emoções apaixonantes 😊😉😘🤗

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    2. esperava por este casal a muito tempo, finalmente amoooo

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    Obrigada por seu comentário. Volte sempre!

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