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  • O Agente - Capítulo 6




    Gisele Alencar

    Meu fim de semana tinha sido tenso. Meus pais passaram o sábado todo discutindo. Com meu pai negando a minha mãe que tinha uma amante e ela jogando na cara dele que a estava traindo. Além das tentativas de fugir de todas as perguntas que eu fazia, afirmando que eu não deveria me preocupar com nada disso. 
    Como eu não deveria me preocupar?
    Os jornais agora faziam acusações bem sérias contra ele, que eu estava achando muito difícil de refutar. E isso me magoava muito. Eu sabia que a política era suja, mas nunca cogitei que meu pai pudesse vender sua alma.
    Para tentar nos acalmar, meu pai sugeriu que passássemos o fim de semana em nossa casa de praia. Como eu estava em um processo de negação, precisava tirar minha mãe do clima pesado em nossa casa e buscava tirar Leonardo da cabeça, aceitei achando que poderia ser uma boa ideia.
    Até havia enviado uma mensagem convidado Luana para ir com a gente, mas além da ressaca ferrada que estava sentindo, o pai dela estava furioso por ela ter chegado bêbada pela segunda vez na mesma semana e tinha proibido que atendesse telefone, sair de casa então, nem pensar. Ele exigia que ela decidisse o que queria da vida e encarasse com seriedade a faculdade, mal conseguimos trocar meia dúzia de palavras quando ele arrancou o telefone dela. Mas no fundo, precisávamos admitir, o pai da Luana tinha toda a razão. Ela era a típica patricinha mimada. Não tinha objetivo nenhum na vida e adorava farrear e torrar o dinheiro do pai. Tirando esses pequenos defeitos que prejudicavam apenas ela mesma, no fundo era uma pessoa legal e uma amiga fiel.
    Acabei indo apenas com  a minha mãe para o litoral. Bom, acontece que nossos problemas nos acompanham para onde tentamos fugir. Minha mãe continuou a discutir com meu pai, dessa vez por ligações e mensagens de voz. O pouco de paz que tive, passei pensando no Leonardo enquanto caminhava na areia com os pés descalços. Tudo o que eu queria mesmo era voltar para o apartamento dele e me sentir reconfortada em seus braços. Cada momento que tivemos era vívido em minha cabeça. Meu corpo reagia às lembranças e às noites estavam sendo bastante difíceis.
    Compareci na sede da AL na terça e na quarta-feira. Não sabia bem o que eu estava procurando, mas queria dar uma olhada em tudo. A secretaria sempre inventava alguma desculpa para não entregar algum documento que eu pedia. Ou estavam com os advogados da empresa, ou em um cofre que ela não tinha a senha. Na sexta-feira à tarde quando resolvi procurar por conta própria, fui impedida pelos seguranças e praticamente escoltada pelos advogados do meu pai até onde ele estava.
    Ele ficou furioso que eu estivesse investigando e disse que me enviaria de volta a Europa se continuasse a atrapalhar o trabalho dele e seus advogados. Qualquer esperança que tivesse que meu pai não tivesse nada a ver com os crimes que estavam sendo ligados, começou a morrer. Esse não era o meu pai. O homem que tinha me colocado em seu colo, feito curativos em meus joelhos quando aprendia a andar de bicicleta, ele parecia um homem completamente diferente.

    Pai, no que isso irá me atingir?perguntei a ele.
    Eu tinha um cargo financeiro na AL que nem exercia oficialmente. Assinei diversos documentos que meus pais me levavam quando iam me visitar. Papai sempre dizia que não era nada importante. Ordens de pagamento para uma nova campanha. Balancetes mensais que o qual não precisava preocupar minha cabeça em analisar, já que outras pessoas mais experientes e qualificadas entendiam poderiam cuidar. Imóveis foram passados para mim, pois ele esteve em uma época com paranóia de que algo poderia acontecer com ele e não queria me deixar dessegurada.
    Ele sempre insistia nas poucas vezes que questionava alguma coisa, que eu deveria me preocupar apenas com os estudos, e que aquilo eram apenas formalidades.  Eu deveria ter insistido sempre que algo parecesse fora no normal. Mas para ser mais sincera, não queria ter que ocupar a cabeça com nada daquilo. Estava bem me preocupando apenas com o meu mundinho e sensação de liberdade.
    Fazia o curso que meu pai queria porque era o esperado de mim, afinal, como ele insistia dizer: Literatura ou Filosofia não me levaria a lugar algum de destaque. E eu poderia estudar depois como um hobby, assim que concluísse minha pós-graduação em negócios.
    Estive tão ocupada flutuando com a minha nova vida. Deliciando-me com o sentimento de liberdade, além do meu relacionamento com Brian, que nenhum momento quis dar razão as desconfianças que vinham sempre que assinava um documento às cegas.    
    Mas a empresa era dos meus pais. Jamais suspeitaria, embora devesse ter suspeitado de que meu pai pudesse estar metido com coisas ilegais. Ele era meu pai. Seu dever era proteger sua garotinha. Não era absurdo que tivesse confiado nele cegamente.
    O problema era exatamente isso, eu tinha sido uma tola e colocado uma venda sobre os meus olhos. Quem realmente acreditaria que eu não tinha nada a ver com o que meu pai havia feito? Quando poderiam existir inúmeras assinaturas minhas provando o contrário.
    — Apenas me deixe trabalhar em paz...ele apontou os seguranças e advogados ao seu lado — Nada acontecerá com nenhum de nós. E eu tenho um plano B, caso algo saia de errado.
    — Como o quê? Fugir do país?
    Eu não conseguia me ver como uma fugitiva.
    Ele não revidou e isso foi como uma apunhalada no meu coração.
    — Papai, o que você fez? — As lágrimas já desciam livres pelo meu rosto agora.
    Nesse momento, eu já estava desesperada. Em um momento, eu tinha a vida perfeita. Estudava na Europa e tinha um noivo que pensei ser o homem da minha vida. Um futuro promissor e brilhante. No momento seguinte, sou trocada por outra mulher. Descubro que meu pai pode estar envolvido com coisas ilícitas e que em algum momento quando a bomba explodisse, toda essa merda poderia ser jogada em minha cabeça. Todo o meu mundo estava virado de ponta cabeça.
     — Se for preciso, é exatamente isso que faremos — disse ele em um tom exaltado — Não posso explicar nada agora, minha filha. É muito mais complicado do que você pode imaginar. Agora vá para casa e mantenha sua mãe calma, assim como você.
    Estava entorpecida quando ele me levantou da cadeira e ordenou que o segurança me colocasse em um taxi. Não consegui entrar em casa e me vi em frente a um shopping pelas proximidades. Andei sem rumo, entrando e saindo de algumas lojas sem realmente me interessar por alguma coisa, durante o restante da tarde.
    Minha cabeça dando milhões de voltas. Eu já não podia continuar me enganando. Meu pai tinha mentido por anos. Ele era corrupto e tudo o que li sobre ele nos jornais estava provando ser verdade. Meu avô tinha razão. A fome de poder o tinha transformado em um monstro.
    A quem eu queria enganar? Ninguém se transformava assim. Ele apenas tinha sido um bom ator enganando todo mundo. Até sua família. E até deveria ter a amante que minha mãe o acusava. Eu nunca tinha conhecido de verdade esse homem. E eu simplesmente não estava sabendo como lidar com isso.
    Eu tinha uma grande ferida crescendo dentro do meu peito.  Não poderia falar com Luana e não tinha ninguém mais a quem pudesse buscar conforto.
    Encarei o risoto de camarão em meu prato e notei que só tinha remexido a comida com o garfo. Não achava certo desperdiçar comida, mas não conseguia passar nada pela minha garganta. Então pedi que embrulhassem e dei para o primeiro morador de rua que encontrei.
    Já escurecia quando entrei em um táxi.  O motorista deve ter me achado meio maluca quando disse que apenas dirigisse sem rumo pela cidade, mas como o que realmente importava a ele era o valor da corrida, ficou mudo e ligou o rádio.
    Foi então que por obra do destino, coincidência ou sei lá, qualquer outra coisa inexplicável, me vi passando em frente ao Casarão.
    Pedi que o motorista parasse e paguei a corrida. Não era o lugar que eu devesse estar, mas não estava ali pela dança, diversão ou bebida. Eu procurava uma pessoa.
    Como era cedo, a casa não estava muito cheia. Os clientes em sua maioria possivelmente eram universitários da faculdade que havia nas proximidades, ou jovens sem mais nada para fazer da vida. Circulei duas vezes a pista de dança antes de desistir de esbarrar em Leonardo. Ele não fazia o tipo que batia cartão ali. Além disso, o que diria a ele?
    “Olá, sou a garota que você transou na última sexta-feira. Ah, eu me esqueci de dizer, mas sou filha do empresário e sanador corrupto que vem dando o que falar nos jornais nos últimos dias.”
    Sentia tanta vergonha. Eu não era tão fútil como a Luana, afinal tinha ido para a universidade, mas precisava admitir, levava uma vida de faz de conta bem longe do que era a realidade. Bom, eu cresci assim. Acostumada ao luxo e facilidades que o dinheiro poderia trazer sem questionar nada. Assim como as pessoas que viviam em lugares precários, aprendiam a viver com o que tinham.
    Bolsas, roupas, viagens caras. O que disso tudo tinha vindo com o dinheiro sujo? Até onde as minhas mãos estavam manchadas?
    — Whisky, por favor — pedi ao barman assim que me acomodei no bar — Duplo.
    Em circunstâncias normais, começaria com algo mais leve, uma bebida doce, mas essa noite eu queria entorpecer minha mente, um pouco pelo menos. Qualquer coisa que fizesse meu coração parar de doer.
    — Aqui — o barman deslizou o copo pelo balcão e me olhou com um pouco de descrença, mas logo precisou ir atender ao pedido de duas garotas.
    Revoltada que ele me jugasse pelo que escolhia para beber, tomei um longo gole que desceu queimando pela minha garganta. Se eu tinha problemas com um simples cara achando que eu era princesinha demais para virar um copo de whisky o que faria quando os jornais me apontassem como cumplice?
    Virei o restante do copo e pedi mais uma dose ao rapaz com olhar intrometido. Sinceramente, a típica conversa entre cliente bêbado e barmen não me interessava.
    — Acho melhor você ir com calma, garota.
    Dos meus fios de cabelos aos dedos dos pés reagi à voz as minhas costas. Apesar de ter tomado o primeiro drinque bem mais rápido do que eu estava habituada, ainda não estava bêbada para criar alucinações.
    — Então, nos vemos de novo — Leonardo se colocou ao meu lado — Gisele.
    O que a bebida não teve poder de fazer, Leonardo e seu sorriso sexy conseguia. Enquanto eu o vi se aproximar, sentia o perfume cítrico invadir meus sentidos e toda a aura dele que parecia me dominar, tudo a minha volta perdeu a importância.
    A música. As pessoas dançando animadas. O burburinho ao redor de nós.
     — E-eu... — gaguejei e senti meus olhos arderem.
    Também sentia uma alegria inexplicável em vê-lo. Não precisava acontecer mais nada. Apenas ficaria ali, olhando para ele, acreditando que alguma coisa em minha vida parecia real, verdadeira.
    — Você fugiu de mim — ele passou a mão no meu rosto e fechei os olhos, absorvendo a sensação — Mas eu sentia que iria te encontrar de novo, nem que tivesse que voltar aqui todos os dias.
    A declaração dele só não teve mais efeito em mim do que seus lábios em minha boca quando me puxou para os seus braços. Leonardo me embriagava mais do que uma garrafa inteira da bebida mais potente conseguiria. E quando sua língua invadiu minha boca, a minha foi de encontro a ela. Nossos corpos agiam como dois amantes que se reconheciam e passaram tempo demais longe um do outro.
    Leonardo me puxou mais para junto dele e com gemido rouco senti a potência de sua ereção. Ele foi me arrastando ao longo do balcão e em instante estava sendo comprimida contra a parede em um canto mais escuro.
    — Eu pensei tanto em você, Gisele — ele murmurou quando mordiscou meu ouvido — Não consigo arrancar você do meu sistema.
    Ele também tinha grudado em mim como uma segunda pele. Não teve um dia ou uma noite que não tenha me torturado pensando em Leonardo.
    — Senti sua falta — confessei.
    Essas palavras eram as mais honestas que já pronunciei na vida. Senti falta dele, do seu toque, dos beijos, dele enterrado dentre de mim, me fazendo delirar de prazer. Sentia falto do abraço dele e simplesmente, ficar por um tempo com a cabeça apoiada em seu peito deixando o cansaço e o sono nos pegar. E sentia falta de que quando estava com Leonardo parecia existir um mundo só nosso. Sem cobranças, sem acusações, sem corações feridos.
    — Sabe quantas vezes eu me masturbei pensando em você, Gisele? — ele desceu os lábios por meu pescoço e o quadril pressionou contra mim — Todas as noites no mínimo.
    Eu tinha chegado bem perto de fazer isso também, mas de alguma forma, eu só não era completamente desinibida com ele.
    — Leo... — estremeci quando ele chupou meu mamilo com força por cima da blusa de seda que eu usava — Leonardo.
    Agarrei os cabelos e ofereci meus seios um pouco mais. Ele desceu a mão pelas minhas coxas e segurou a parte interna dos meus joelhos, erguendo minha perna, que encaixou em seu quadril, apoiando com o braço. Minha saia subiu, me deixando praticamente despida da cintura para baixo. E apesar de estarmos em um canto mais escuro e discreto, às vezes, as luzes do globo girando passava sobre nós, mas isso não me importava. Eu mal conseguia respirar por causa da forma que Leonardo me tocava, quiçá me preocupar que outras pessoas pudessem nos observar.
     Senti a mão livre de Leonardo passar lentamente pela minha perna até chegar à calcinha. Sacudi quando seus dedos passaram por debaixo da renda e encontram minha boceta úmida.
    — Toda melada para mim — grunhiu antes de voltar a me beijar.
    Ele brincou um pouco com meu clitóris deixando-o duro, depois enfiou dois dedos dentro de mim. Sua língua em minha boca fazia os mesmos movimentos que ele dentro de mim. Minhas pernas tremiam e queria muito que ele me fizesse chegar logo ao orgasmo, mas esse não seria o Leonardo. Ele gostava de me levar ao limite.
    Usou seus dedos encharcados esfregando o nervo sensível e cada vez que colocava um pouco mais de pressão, sentia contrações se formando em meu ventre. Eu me contorcia e gemia junto a ele desavergonhadamente.
    — Vamos para um lugar mais discreto — não foi uma pergunta, ele simplesmente decidiu isso.
     Leonardo era assim. Queria e caçava. Desejava e tinha. Mas ele nunca me fazia sentir sufocada ou acuda com seu jeito de ser, pelo contrário. Eu ficava inexplicavelmente excitada com seu jeito dominador de ser.
     Ele soltou minha perna que começava a ficar dormente e me conduziu em direção aos banheiros.
    Era bom que ele me segurasse pelo braço e que eu nem estivesse usando salto hoje, pois minhas pernas mal me mantinham em pé.
    — Veja se tem alguém lá dentro — ele pediu quando escorou na parede ao lado da porta.
    O olhar queimando para mim. E antes que eu cruzasse a porta, me puxou para um beijo profundo.
    Quando entrei vi duas garotas retocavam o batom e fofocavam olhando para o espelho, então caminhei para a cabine ao lado que tinha uma porta fechada. Eu estava incrédula pelo que tinha acontecido há minutos com Leonardo, mas também ouriçada pelo que ainda poderia acontecer se os planos dele pudessem ser colocados em prática.
    Claro que eu já tinha dado uns amassos na balada, afinal, tive um noivo, mas nunca passou de uma dança sensual e alguns beijos antes de decidirmos voltar para casa.
    Ouvi as vozes das meninas se distanciarem e a porta se fechar. Em seguida, um barulho de descarga vindo da cabine ao lado e a torneira da pia ao lado da minha sendo ligada. Contei cerca de vinte segundo antes de pensar em sair e levei um grande susto quando Leonardo entrou.
    — Pensei que era para avisar se tinha alguém aqui dentro — relembrei, começando a achar a ideia dele um pouco ousada.
    Havia diversas cabines para evitar filas muito longas, mas banheiro mesmo, só tinha esse e o masculino do outro lado da pista.
    — Verifiquei com a garota que saiu — ele explicou como se não fosse nada de mais, talvez para ele realmente não fosse — Disse que minha namorada tinha entrado e estava muito mal.
    Eu sei que ele só tinha me colocado naquela categoria para justificar sua entrada no banheiro feminino, mas nunca quis que algo fosse verdade como queria ser a namorada dele.
    — Nós temos um tempo — disse ele.
    — Não temos tempo nenhum — retruquei.
    Qual era a probabilidade de ninguém querer usar o banheiro enquanto estivéssemos ali?
    Leonardo sorriu. Um sorriso de quem parecia gostar de viver perigosamente e em constante adrenalina.
     — Problema resolvido — disse Leonardo, colocando o espaldar de uma cadeira contra o trinco da porta, travando-a.
    Eu ficava completamente impotente quando Leonardo me olhava da forma que me encarava agora. Como se tivesse fome. Uma insaciável fome de mim. A adrenalina voltou a correr potente em mim e quando ele me agarrou pelos braços, devorando minha boca, estava completamente entregue a ele. Como se eu fosse uma marionete e ele puxasse as cordas certas.
    — Se inclina na pia — ele ordenou me virando de costas, fazendo-me curvar sobre o mármore gelado.
    As gotículas que havia na pia, molharam minha blusa e frio da água e do mármore com as mãos rústicas e quentes de Leonardo foi um contraste que me fez vibrar.
    Ele subiu minha saia e afastou minha calcinha com brusquidão.
    — Quero que olhe para o espelho enquanto chupo sua boceta, Gisele — ele voltou a ordenar e passou os dedos da minha boceta úmida ao meu clitóris — Quero que você se olhe sentindo prazer.
    Era um pedido quase que impossível de cumprir, mas sentia tanta imperiosidade em sua voz, que não me atrevia a contradizê-lo.
    Então, ele abriu um pouco mais as minhas pernas e se ajoelhou atrás de mim. Nossos olhos se cruzaram por um momento e ele me deu um dos sorrisos que me fascinavam. Quando sua boca caiu com vontade em mim não pude evitar emitir um grito estridente.
    Ele chupava e acaricia o nervo inchado e sensível. Sentia um fio de fluído melado escorrer da minha boceta e pelas minhas pernas trêmulas.
    — Porra, Gisele!
    Leonardo alternava entre me chupar e me foder com os dedos, quando não fazia as duas coisas juntas. Eu rebolava em sua boca e mão, completamente vidrada e ensandecida.
    — Espelho, Gisele! — Ele ordenou que eu encarasse o reflexo de nós dois, quando excitada demais fechava os meus olhos.
    Era uma tortura. Eu estava entre o prazer e a probabilidade de perder a consciência. 
    Eu nem tinha percebido que tinha fechado os olhos, mas Leonardo estava atento a tudo. E não podia negar, era um tesão ainda maior observar o que ele fazia comigo. Não iria demorar e estaria gozando loucamente.
    — Aih, Leo... — agarrei forte a torneira na pia, meus olhos começando a fechar involuntariamente — Eu vou gozar.
    — Espelho! — Ele tirou a boca de mim apenas para exigir que encarasse o espelho novamente.
    Logo em seguida, voltou a me dar prazer com sua boca, sensações que viam em ondas, crescendo cada vez mais forte e pulsante.
    Voltei a olhar para mim. Eu via de forma embaçada minhas pupilas se dilatarem e como meu rosto mudava e se contorcia. Mexi o quadril querendo escapar das caricias dele, mas ele me mantinha firme no lugar. Era uma mistura de dor e prazer, onde o prazer ganhava.
    Gemi o seu nome desesperadamente e assim que as palavras vibraram em minha garganta, Leonardo passou a chupar meu clitóris com mais força e vontade. O jorro veio forte e logo estava em um orgasmo convulsionante.
    Desabei sobre a pia sentindo meu corpo amolecido. Leonardo correu as mãos por minhas pernas conforme se erguia. Estava saciada e languida, mas o toque dele ainda mexia comigo. Ele afastou meus cabelos e beijou minha nuca. Virou de frente a ele e com seus lábios ainda úmidos da minha boceta molhada, começou uma sessão de beijos sensuais.
    Mentalmente, eu me sentia abalada, mas meu corpo começava a reagir aos seus beijos calorosos. Meus seios estavam pesados e ao toque dele, ainda mais sensíveis.
    — Você me deixa louco, Gisele — ele esfregou o rosto no meu, pressionando o quadril em minha barrida — Nenhuma outra mulher me deixou assim.
    Seu membro duro batendo contra mim provava que o que ele dizia não era engodo. Desci minha mão pela camisa dele. Passei os meus dedos pelo abdômen definido e o ouvi gemer. Ele já tinha aberto cinto então deslizei facilmente minha mão para dentro da cueca, pegando seu pau enrijecido em minha mão. Senti o fluido umedecer os meus dedos e tive um desejo absurdo de provar.
    Quando inclinei para aplacar minha vontade, Leonardo me fez voltar ao lugar.
    — Não, querida — ele contorceu o rosto ao murmurar — Se colocar essa boca gostosa no meu pau, não duro um segundo. E eu quero foder você. Passei dias desejando comer essa boceta apertada.
    Eu vibrei nos braços dele. Como eu amava essa boca desbocada.
    — Então, me come Leo... — disse em uma voz manhosa que nem eu sabia que era capaz de usar.
    Ele sorriu lascivamente e me virou de volta de frente ao espelho. Ele tinha prática ou apenas era eficiente em tudo que fazia, rapidamente tinha rasgado a embalagem do preservativo com os dentes e cobria seu pau.
    Apoiei as palmas das mãos espalmadas na pia e meu corpo deu um tranco para frente quando Leonardo entrou rasgando dentro de mim. Bendita boca que tinha feito com que eu gozasse muito alguns minutos antes, ou certamente estaria bem dolorida no dia seguinte.
    — Porra, Gisele... — ele começou a mexer lentamente, entrando e saindo dentro de mim — Você me deixou viciado na sua boceta molhada.
    Eu descobri que eu era uma dessas pessoas que gostava de ouvir sacanagem enquanto transava. Não qualquer sacanagem, mas Leonardo sabia o que dizer na hora certa para me atiçar.
    — Olha como é linda — ele segurou meu pescoço e me fez encarar o espelho mais uma vez.
    Mesmo com nossas roupas cobrindo boa parte dos nossos corpos, era a cena mais sensual que eu já tinha visto.
    — Gostoso, não é? — disse ele enfiando um dedo em minha boca.
    Cheiro de sexo. Gosto de sexo. Provei o meu próprio sabor e respirei fundo quando ele começou a acelerar a investidas. Sua outra mão agarrada ao meu seio e seu quadril bombeando forte. E estava rumo ao orgasmo mais uma vez quando ouvimos vozes do outro lado da porta e a maçaneta começou a mexer.
    Ao invés de se afastar como achei que Leonardo faria, ele empurrou meu ombro para frente fazendo com que deitasse na pia outra vez. Ele sorriu antes de agarrar meu quadril e meter mais fundo e rápido dentro de mim.
    Eu tinha me transformado em uma verdadeira depravada. Pois quanto mais eu tinha ciência que havia pessoas do outro lado da porta, mais eu queria que ele me fizesse gozar.
    — Aih... isso — gemia sem controle — Assim Leo... assim.
    Ele grunhia palavras desconexas, mas não desvia os olhos do espelho ou diminuía a velocidade. Senti que seu pau ia inchando, cada vez mais duro dentro de mim e eu o apertava ao redor.
    — Ah, porra... — ele grunhiu, minha boceta o apertando mais.
    Algumas estocadas depois, eu fui acometida por outro orgasmo forte. Leonardo veio logo em seguida. Mas nós não tínhamos tempo para curtir o momento de relaxamento pós-sexo. Ofegantes, nós tentamos ajeitar nossas roupas da melhor forma que conseguíamos. O barulho na porta estava mais constante e raivoso agora.
    Leonardo me aconchegou ao peito dele quando retirou a cadeira e dois seguranças e alguém da limpeza entrava furiosos passando por nos.
    — Desculpe — ele me abraçou mais contra ele de forma que meu rosto ficasse protegido — Ela estava passando mal, mas agora já está tudo bem.
    É claro que nenhum deles deve ter acreditado e engolido a desculpa que descaradamente Leonardo dava. O banheiro cheirava a sexo e eles sabiam muito bem o que estávamos fazendo. Sexo no Casarão deveria rolar o tempo todo e acho que o problema não era nem transarmos, mas termos colaborado para que uma pequena fila tivesse se formado no banheiro feminino.
    Algumas garotas resmungaram quando passamos por elas, mas não soube de onde vinham os protestos porque Leonardo continuava a me guiar escondendo meu rosto.
    Eu não sei se estava sobre muita pressão, mas assim que Leonardo abriu a porta que dava a uma área aberta e mais reservada, meu choro desabou alto.
    — Gisele?
    Ele me afastou um pouco e ergueu o meu queixo para que pudesse me olhar. Lágrimas pesadas pareciam vir do fundo da minha alma.
    — Droga! — ele passou a mão nos próprios cabelos — Droga! Droga! Porra!
    Continuei a soluçar. Eu não sabia por que estava agindo tão ridiculamente, mas não conseguia evitar. Abracei Leonardo chorando contra a camisa dele. Era tudo o que eu tinha de mais honesto e real na minha vida e mesmo assim, não era meu.
    — Desculpe, querida — ele esfregou meus cabelos — Não pensei que tudo isso pudesse te envergonhar.
    Sacudi a cabeça. Nada do que acabamos de fazer me deixava envergonha. Um pai mentiroso e bandido, sim, me deixava envergonhada.
    — Foi maravilhoso... — consegui dizer entre soluços — Não é... não é isso.
    Eu queria que nós pudéssemos fugir. Ir a qualquer lugar onde nada de ruim pudesse chegar até nós. Que existisse uma ilha deserta apenas para nós dois.
    — Me tira daqui — ergui meus olhos suplicantes a ele — Me tira daqui, Leonardo.
    Não era apenas do Casarão que eu queria que ele me tirasse, mas de toda a merda que tinha se transformado a minha vida.
     Sem dizer nada ele me conduziu para fora, depois para o estacionamento onde estava o seu carro. Eu já sabia mais ou menos o percurso do Casarão para o apartamento dele, então não pareceu que o caminho tinha sido tão longo dessa vez. 
    Quando chegamos ao apartamento, Leonardo ainda se mantinha silencioso, mas pelo menos, eu tinha parado de chorar. Ele me beijou assim que fechou a porta. Com carinho e sensibilidade que novamente trouxe lágrimas aos meus olhos. Entramos em seu quarto. Ele tirou a minha roupa, depois as deles e fomos para o banheiro.
    O apartamento era confortável, mas era modesto, não havia banheira, apenas um chuveiro grande. Depois de regular a água na temperatura que ele achou adequada, me levou com ele para debaixo do jato de água. Lavou meus cabelos e passou o sabonete liquido pelo meu corpo.
    Eu me sentia cuidada como nunca senti antes.
    — Faz amor comigo? — pedi a ele, assim que desligou o chuveiro e me abraçou.
    Não sexo explosivo, eu queria ser amada por ele.
    Qualquer pessoa sabia que existia uma diferença grande entre trepar e fazer amor. Fazer amor envolvia carinho e sentimentos. É claro que nenhum de nós tinha sentimentos profundos um pelo outro. Mas poderia haver um pouco mais de carinho e delicadeza.
    Leonardo olhou profundamente em meus olhos, por um tempo considerável. Eu já estava pronta para dizer que ele esquecesse tudo quando ele me pegou em seu colo e me levou para o quarto.
    Ele me beijou com doçura. E seus toques e caricias pelo meu corpo eram mais suaves. Ele me amava como se realmente sentisse algo mais profundo por mim. Como toda mulher um dia desejava ser amada. E novamente, me fez esquecer o mundo horrível a minha volta.


    2 comentários :

    1. Leonardo fala que está viciado em Gisele. Viciada estou eu com essa história! 😍😍😍😍😍

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