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  • O Agente - Capítulo 7


                



    Leonardo Ventura

    Ela não vai fugir!

    Eu não iria deixar que Gisele saísse sorrateiramente. Não dessa vez. Não quando eu tinha tantas perguntas a fazer a ela. Não quando eu tinha passado a porra da noite toda em claro.

     — Acredito que esteja apenas indo ao banheiro — abro os olhos quando sinto a ondulação na cama aumentar — Ou sendo otimista, indo preparar o café da manhã para nós dois.

    Encaro Gisele, nua, os cabelos caindo nas costas, sentada no colchão em uma posição rija, costas tensas, dedos cravados no lençol, respiração acelerada. Ela estava mesmo pensando em escapar sorrateiramente outra vez?

    — Você não está fugindo... — coloco as mãos em seus ombros e num gesto rápido trago-a de volta para a cama, o corpo tenso por baixo do meu — Está?

    Primeiro ela me encara com os olhos castanhos assustados. A respiração está ofegante e ela parece se sentir encurralada. Afrouxo um pouco o agarre em seus braços para que ela entenda que não precisa ter medo de mim. Eu trabalho para servir e proteger as pessoas e não para machucá-las. E mesmo que essa não fosse a minha vida, eu jamais faria isso, nunca encostaria um dedo em uma mulher, mesmo que me deixasse puto da vida como Gisele tinha feito à última vez que fugiu de mim. 

    — Vai me dizer que nunca fez isso? — o medo dela tinha sido substituído pela raiva e eu gostava muito mais dessa reação, ela ficava absurdamente sexy quando ficava nervosa — Nunca pulou da cama de uma mulher com quem trepou a noite toda, sem olhar para trás?

    Sendo honesto, eu tinha feito isso muitas vezes. E também já fui deixado na cama sozinho. A diferença é que naquelas ocasiões eu não tinha me importado.

    — Mas a gente não só trepou, não foi? Bom, pelo menos não o tempo todo — passo os meus dedos na bochecha acalorada e me delicio com sua reação ao meu toque — A gente fez amor, lembra?

    Eu achei bastante estranho o pedido dela. Ninguém nunca tinha feito esse pedido antes. Não da forma e intensidade que Gisele tinha feito. Como se o corpo dela estivesse congelando, como se por dentro ela estivesse morrendo lentamente.

    Não sei se realmente tinha feito amor com ela. Eu tinha tentado ser o mais carinhoso e atencioso possível. Em vez de palavras sujas que gostava de falar, tinha ficado em silêncio, deixando que minhas mãos e meu corpo falassem por mim. A droga é que isso tinha atingido algo em mim e meio que me vi revirado de ponta cabeça.

    — Foi apenas sexo Leonardo — ela remexeu o corpo tentando escapar de mim, mas o gesto só serviu para aproximá-la ainda mais e deixar mais alerta o meu corpo, uma parte bem específica do meu corpo — Simples assim.

    — É. Sexo, sim — eu não iria pressioná-la agora — E foi bom pra cacete!

    Abaixei minha cabeça passando meu rosto pelo pescoço dela, enquanto abria suas pernas com meus joelhos e me acomodava entre elas. Inspirei fundo. Eu ficava louco com o perfume dela. Era doce, mas não do tipo enjoativo. Esse perfume tinha ficado em meu sistema por dias. Gisele tinha ficado na minha cabeça por dias. 

    Afastei o meu rosto e segurei seu pescoço, fazendo com que olhasse diretamente para mim. Eu me vi mergulhar nos olhos cor de amêndoas. Profundos e que me fazia querer mergulhar mais fundo. Como um pirata que via através da nevoa a ilha desconhecida, mas que não causava medo algum. 

    — Pode chamar o que fizemos do que quiser Gisele — esfrego meus lábios nos dela e sinto-a estremecer em meus braços — Mas nunca de apenas e simples. 

    Mordo seu lábio levemente antes de meter minha língua em sua boa. Enquanto algumas pessoas (na maior parte delas, mulheres) descrevem o amor como troca de almas, eu prefiro dizer que há casais que tem uma química fodida. Eu e Gisele temos isso. E nossa química é boa para cacete e eu pretendo vivenciar isso o tempo que durar. 

    Enquanto a beijo, não de forma feroz, mas lento e sensual, minha mão desliza pelo seu braço, passa pela cintura e chego ao meio de suas pernas. 

    — Hum... Boceta molhada — esfrego meus dedos nela deixando-os bastante lambuzados — Acordou assim ou fiz isso agora?

    Enfiei dois dedos nela, isso fez com que ao invés de me responder, ela mordesse os lábios e fechasse os olhos. Isso era sexy pra caralho.

    Tirei os dedos dela e levei até os seus lábios, enfiando os dois em sua boca. Tirando e colocando, simulando movimentos sexuais. Como se fosse meu pau entrando e saindo de sua boquinha gostosa.

    — Esse é o gosto que você tem... o cheiro — digo tirando os dedos de sua boca, esfregando em seus lábios, passando abaixo de suas narinas — Quando eu te toco. Quando te fodo com a minha boca. 

    Estudo seu rosto contorcido, pupilas dilatadas, lábios inchados e avermelhados. Volto a cobrir sua boca com a minha no mesmo beijo lânguido e sensual. Minha mão retorna entre suas coxas, mas dessa vez meus dedos brincam com o ponto sensível que começa a endurecer ao meu toque. Gisele vai despejando os gemidos em minha boca. Devoro cada um deles com fervor.

    Quando afasto minhas mãos, os olhos dela se abrem e vejo o desespero passar por eles. Seguro os joelhos e abro mais as suas pernas, deixando-as escancaradas.

    — Eu vou te chupar agora.

    Noto as pupilas dilatarem e Gisele se contorce, as costas arqueando. Acho que ela nem se dá conta de como seu corpo reage malditamente sexy. 

    — Até eu gozar?

    A pergunta me pega de surpresa. Um sorriso cretino vem ao meu rosto. Passo a mão suavemente por sua coxa, depois a outra, noto sua pele arrepiar e seu corpo estremecer. 

    — Quer que eu te chupe até gozar? — sei que tenho um olhar arrogante em dizer isso. 

    Não sei, mas tem algo em Gisele que me impele a agir como um filho da puta-cretino. 

    — Vai molhar a minha boca com essa bocetinha quentinha? 

    Enfio dois dedos nela e uso o polegar para esfregar seu clitóris, movimentando os dedos sincronizados. Suas paredes internas fecham em torno deles e sinto um leve pulsar. 

    — Ai, Leonardo... — ela murmura entre os gemidos — Por que você fala isso?

    Soco meus dedos um pouco mais e sinto a parede rugosa em sua boceta e acaricio ali. Ela está febril. É a expressão mais próxima para explicá-la nesse momento. 

    — Porque você gosta Gisele — afasto minha mão e deslizo sobre ela colocando meu rosto entre suas coxas — Adora me ouvir dizer que vou chupar você. Foder você. Virar você do avesso.

    Passo minha língua da entrada molhada de sua boceta até o clitóris inchado. Prendo o botão entre meus dentes e chupo com força. Sei que irá causar um pouquinho de dor, mas dará prazer a ela também. Dor e prazer muitas vezes andam lado a lado. 

    Gisele fecha as pernas em volta do meu rosto e agarra meus cabelos com força, esfregando-se em mim. Em busca do prazer que somente eu posso dar a ela. 

    Normalmente eu apreciava provocá-la. Fazer chegar ao limite antes de deixá-la gozar. Quanto mais perto ela chegava mais forte seria o orgasmo quando finalmente chegasse lá. Mas eu já havia acordado duro, desejando meter nela. Não dava para brincar de torturá-la ou iria gozar apenas observando-a gozar gostoso.

    — Hoje é seu dia de sorte, Gisele — dei um tapa de leve e esfreguei com a palma da mão o nervo sensível — Vou deixar que você goze logo. 

    Então parti para o ataque. Com minha boca, meus dedos, a minha língua. Chupando e fodendo com gosto a sua boceta molhada. Olho para cima e vejo Gisele esfregando os mamilos, como se toda a fonte do prazer que eu lhe dava acabassem ali. Peguei o meu pau esfregando-o.

    Porra, eu podia gozar assim.

    Continuei a socar com meus dedos e chupar o seu clitóris enquanto masturbava meu pau. Minhas bolas já estavam bastante inchadas pela necessidade de gozar logo.

    — Ai, Leo...hum... — ela gemia como uma gatinha sendo acariciada.

    — Filha da puta, gostosa! — Grunhi atacando seu nervo pontudo mais uma vez. 

    Sentia meus dedos ficarem cada vez mais úmidos, enquanto Gisele se contorcia e soltava palavras desconectas e delirantes. Era o inferno de sexy vê-la se entregar ao orgasmo como fazia. Gozando gostoso para mim. 

    Eu registrava cada sinal. O ventre comprimindo com os espasmos. A respiração ofegante. E depois de alguns segundos ela voltando, os olhos se fechando preguiçosamente. 

    Aproveitei desse pequeno momento de relaxamento para ir à busca do preservativo. Nenhum homem gosta da porra do preservativo, embora seja necessário, se você  respeita a parceira na cama. Mas estava tão excitado que até deslizar o látex pelo meu pau causou certo frisson. 

    — Está cansada? — indaguei passando os dedos pelo sorriso satisfeito.

    Ela assentiu com a cabeça e não resiste a vontade de roubar um ou dois beijos. Peguei sua mão levando ao clitóris.

    — Cuida dele — murmurei, enfiando-me dentro dela — Deixa que o resto eu cuido. 

    Embora eu quisesse socar bem forte e fundo, sabia que se fizesse isso não duraria um segundo e queria fazer Gisele gozar mais uma vez. Então enfie e tirei lentamente, repetindo o processo constantemente. 

    Segurei o pescoço dela e alisei o seu queixo: — Fala alguma coisa para mim.

    Acredito que tem que ter um limite do que dizer na hora de transar. Nada de muito silencioso, mas também não precisa ser um político em dia de discurso. Mas como tudo em Gisele, eu também gostava para cacete da voz rouca que ela ficava quando a fodia.

    Ela me encarou por um segundo encabulada. Socando um pouco mais fundo, movimentei o quadril. 

    — Me fode — ela deixou escapar e esse foi o limite para mim.

    Soquei como se não soubesse ou pudesse fazer nada mais além disso na vida. Entrando e saindo.

    Duro...

    Gostoso...

    Forte!

    — Gisele!

    Ela entendeu meu pedido e passou a se esfregar com mais força e velocidade. Eu sempre estive satisfeito com minha resistência física, mas porra, eu a tinha visto gozar. E precisava ver mais uma vez. 

    — Goza para mim — grunhi antes de mordiscar seu mamilo, chupando uma, duas vezes cada um — Molha meu pau com sua boceta.

    Você tem que saber o que fazer e dizer na hora certa. Quando Gisele soltou o primeiro gemido estrangulado, quando seu corpo todo começou a se contorcer e sua boceta começou a pulsar forte em torno do meu pau, meu orgasmo veio potente. 

    — Ah... porra. Porra! — parecia que não iria acabar nunca, sentia que minhas bolas podiam estourar na minha cabeça de tão inchadas e pesadas que elas estavam — Filha da puta!
    Então gozei...
    Desabei sobre Gisele. Provavelmente estava esmagando-a, mas eu não tinha forças para conseguir me movimentar agora. Caralho, eu estava fodido. Não haveria uma maldita manhã que eu acordasse que não me lembrasse desse dia. 

    O choque dessa revelação fez com que recobrasse um pouco das minhas energias e rolasse para o lado da cama. 

    — Está me devendo uma Gisele — disse com um sorriso prepotente.

    — Como? — perguntou tentando se recuperar também.

    Virei de lado apoiando o cotovelo na cama e cabeça em minha mão. Já tinha a visto nua dezenas de vezes, mas sempre era um prazer ver mais uma vez.

     — Aquela manhã que você foi embora — se ela pensou que iria deixar o assunto morrer era muito inocente — Se era isso que me esperava...

    Ela se cobriu com o lençol, antes de ficar na mesma posição que eu. 

    — Todos os homens são arrogantes como você ou isso é uma qualidade sua? 

    Ela gostava de mostrar as garras e eu amava as garras dela em minha pele. 

    — Essa é uma das muitas qualidades que tenho — provoco-a com vontade — Agora me diga por que fugiu?

    — Por que acha que eu fugi? 

    Era uma boa tática escapar de uma pergunta fazendo outra.

    — Por que não trepamos gostoso como agora? Tomamos banho juntos? — digo a ela com cinismo — Por que não fiz um café para você? Não chamei um taxi e nem peguei seu telefone quando a beijei contra a porta antes de você sair? 

    Ela rolou na cama olhando para o teto, fugindo de minhas perguntas e olhar inquisidor.

    — Homens... — ela respirou profundamente — Tudo o que importa é sexo. Dinheiro. Poder.

    — Dinheiro é necessário para as sobrevivência — digo pegando um pedaço do lençol, puxando-o lentamente — Devo admitir que gosto muito de sexo. Mas quanto ao poder... Bem, se for na cama, acho que sou mesmo muito controlador às vezes.

     Gisele virou a cabeça em minha direção. E lá estava aquela sombra de dor que parecia estar sufocando-a. 

    — Não foi isso que eu quis dizer — murmurou fechando os olhos. 

    Seja o que for que a estivesse incomodando, estava claro que não estava pronta para falar. E meu estômago escolheu essa hora para se manifestar. O que deveria ser um momento constrangedor acabou sendo uma ótima válvula de escape. 

    — Nós já fizemos sexo matinal — digo saltando da cama — Que tal um banho e café da manhã?

    — E depois eu tenho um beijo de despedida na porta — havia um ar de pesar quando ela disse isso. 

    Com outra mulher talvez isso tivesse me deixado irritado. Mas eu não estava pronto para ver Gisele ir embora.

    — É isso o que você deseja? 

    Sentia uma leve torção no estômago conforme a observava pensar. E dessa vez não era de fome. Não no sentido literal.

    — Na realidade, não — ela sussurrou, depois me encarou alarmada — Quer dizer, você deve ter milhares de coisas para fazer...

    Eu tinha um compromisso importante no fim da tarde, mas seria tão breve que não haveria problema em levá-la comigo. O restante do fim de semana seria tranquilo. 

    — Você pode ficar — passo por cima da cama e agarro pela cintura — Eu quero que fique. 

    O sorriso foi lentamente despontado do rosto dela até parecer iluminar o quarto inteiro. Quando é que eu tinha parado para pensar que uma mulher fica linda sorrindo? Eu geralmente pensava como elas ficavam sexy em uma minissaia e um decote profundo. 

    — Nesse caso eu queria muito ficar aqui — murmurou ela, pousando a mão em meu peito — Sem cobranças. Sem perguntas. Apenas nós dois passando um tempo juntos. 

    Não sou do tipo que gosta de ficar falando sobre a minha vida e na minha profissão não deveria. Então eu não podia exigir que Gisele abrisse sua alma comigo. Pelo menos por enquanto. Tava bom o lance de passarmos um tempo juntos e apenas curtir. 

    — Bom, então a gente anula a parte que você vai embora — murmuro puxando-a mais para mim até que nossos corpos nus fiquem grudados — E seguimos com o banho e café da manhã. O resto a gente improvisa.

    — Eu acho perfeito.

    Num movimento rápido eu a tiro do chão e coloco em meu colo. A risada surpresa é como música em meus ouvidos e me vejo rindo também enquanto a carrego para o banheiro. 

    — Perfeição é meu nome do meio.

    Antes que ela possa pensar em protestar cubro a boca dela com a minha.

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