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  • O Agente - Capiulo 1


    Oi amores! Ando sumida no blog né? É porque estou trabalhando muito. Hoje inicio aqui um novo livro no blog. Esse livro é de um conto que fiz em 2016. Espero que vocês gostem.


    São Paulo, Outubro de 2016.

    Leonardo Ventura

    Assim que entro na repartição, dezenas de cabeças se viram para mim. Mulheres e homens, sendo héteros, homos, ou o que a pessoa decidisse ser. Não importava, eu tinha me tornado o foco de curiosidade. É como se eu estivesse em exposição em uma vitrine de uma loja de doces, e estivesse sendo degustado lenta e descaradamente. Mas, como dizia minha querida e sarcástica avó, eu era um tipão que chama a atenção por onde passava.
    Foi assim no meu primeiro dia como agente na Polícia Federal. Causei certo frisson nas pessoas interessadas e que não se esforçavam em esconder isso. Ah, também foi por esse motivo que deixei minha barba e cabelo crescerem, na esperança ridícula de que uma aparência mais relaxada, e nada convencional, pudesse desviar a atenção do meu rosto bonito, evitando assim, ser chacota dos agentes mais experientes e insuportáveis com quem eu tinha que conviver.
    Por um tempo até que deu certo. As mulheres focadas do departamento, e graças a Deus, essas eram a maioria, e profissionais o suficiente para perceber que eu era muito mais que um rostinho e um corpo malhado, levavam na esportiva e não faziam alarde sobre mim.  Mas como em qualquer lugar que havia homens e mulheres trabalhando juntos, sempre tinha alguém interessado em uma boa sacanagem.
    Mas com o tempo e um comportamento puramente profissional até as mais descoladas aprenderam a lidar comigo, principalmente depois que deixei de ser novidade no setor. Não me lançavam mais tantos olhares cheios de segundas intenções, embora vez ou outra eu ainda conseguisse ouvir um suspiro ou outro às minhas costas. Meu profissionalismo, foco no trabalho e, às vezes, cara de mal-humorado que sempre fazia quando surgiam concursos como o cara mais gato da repartição também me ajudou a manter distanciamento e me salvar de situações embaraçosas e constrangedoras. No geral, eu levava uma vida calma e discreta.
    Bem, até alguns dias atrás.

    Tudo começou quando meu chefe jogou na minha mesa o mandato do juiz Ricardo Melo, decretando a prisão mais esperada do país, do deputado José Gomes, envolvido no escândalo de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, uso de documentos falsos e tráfico transacional de drogas e uma lista extensa de acusações que está sendo apurada pela Polícia Federal.
    Muitas pessoas queriam sua cabeça, e eu fui o designado para levá-la em uma bandeja de ouro. Claro que, como um bom cidadão, tive o prazer em fazer isso. A grande parte da população acha que só existem corruptos na polícia. Eu não tenho muitos argumentos para desmitificar isso. Há alguns caras fazendo um belo trabalho para sujar a farda policial. Mas pode acreditar, ainda existem mais profissionais decentes do que os criminosos que se vendem. Se não fosse assim, esse país estaria ainda mais enfiado na lama.
    Eu nunca tive o sonho de ser policial. Meu pai tinha sido Policial Civil por 18 anos. Eu cresci vendo como essa vida era difícil para ele. E meu pai também não queria que eu seguisse essa carreira árdua, mesmo que sempre tenha o admirado e sentido grande orgulho dele.
    Por isso fui cursar Engenharia. Eu me formei e consegui dar esse grande orgulho aos meus pais. Tinha sido a última alegria do meu pai antes de ele falecer. Entrei na polícia um ano depois para honrar a sua memória.
    Tinha orgulho do que eu fazia. E nunca poderia ter imaginado que aquelas malditas fotos tiradas de mim, levando um político corrupto à cadeia fariam da minha vida um verdadeiro inferno de uma hora para outra.
    Apesar de ter odiado as consequências disso. Não podia ficar me martirizando com isso. Nem fazia meu estilo, afirmo a mim mesmo quando passo pela onda de risinhos, suspiros e tossidas irônicas ao seguir para a minha sala.
    Sobre a mesa, ao lado do computador, está o maldito jornal que alguém de propósito deixara ali.
    “O Barbudo da Federal, continua a conquistar milhares de corações pelo país.”
    Viro a folha contra a mesa. Aquela manchete até que tinha sido razoável, se eu fosse comparar as dezenas de matérias e especulações surgindo sobre mim na imprensa, todos os dias. Eles eram como viciados, procurando mais uma dose. Um pouco mais de sujeira debaixo da lona do circo. O palhaço pulando no palco era eu.
    Bufei indignado.
    Eu já não tinha muito respeito pelos meios de comunicação e passei a odiar a imprensa ainda mais depois que conheci certa jornalista. Assim como na polícia, na mídia, existiam pessoas boas e ruins. E tive o infeliz desprazer de cruzar com alguém bem nocivo como a jornalista Erica Gusmão.
    Jornalistas como ela, provavam que o importante era o furo na notícia, não importava os meios usados para conseguir e muito menos se a intromissão pudessem afetar meses de investigação e trabalho duro.
    Ratos de esgoto!
    — Hipster da Federal, me prende que sou perigosa — ouvi a voz melosa e provocativa de Henrique ao entrar na sala que dividíamos.
    Ele balançava o celular e exibia um sorriso debochado no rosto. Henrique Rodrigues é um dos amigos mais chegados que tenho dentro e principalmente fora da polícia, mas como todo mundo no departamento, não perdia a oportunidade de encher meu saco. Eu não podia culpá-lo, jamais deixaria a oportunidade escapar se o mesmo tivesse acontecido com ele.
    — Barbudo da Federal, eu lavo a jato, lavo seu carro e lavo você todinho... — ele alargou o sorriso — Com a minha língua.
    Tive vontade de fazê-lo engolir o celular onde ele lia a matéria, mas isso desperdiçaria meu tempo. Seria mais eficiente pegar a arma em meu coldre e mirar no filho da puta.  
    — Até você, Henrique? — afundo um pouco mais na cadeira e faço uma massagem com os dedos em minha têmpora, que já dava sinais de que uma bomba atômica logo explodiria em minha cabeça.
    — Veio pelos fundos de novo? — pergunta Henrique ocupando a cadeira atrás de sua mesa.
    Pelo olhar compenetrado me pareceu que por um momento, ele sentiu pena de mim, mas foi só ilusão mesmo. O sorriso que seguiu provava que ele era o mesmo idiota de todos os dias.
    — Cara, a quantidade de mulheres que o procura só aumenta.  E hoje a prima do agente Costa mandou te entregar um bolo.
    Que obviamente, eles já deveriam ter comido antes de eu chegar. Os desgraçados podiam zoar com minha cara, mas muitos deles se aproveitavam dos benefícios que vinham com isso.
    — Seu Facebook está uma loucura, e já está conseguindo mais seguidoras no Instagram do que o Neymar.  
    Isso deveria ser ótimo, mas na verdade me dava vontade de desaparecer. Abrir um buraco no chão e me esconder para o resto da vida, como Bin Laden havia feito por um longo tempo.
    — Vou mudar a conta para privado — digo a ele.
    Levanto e afasto a cortina para olhar o movimento lá fora.
    — Inferno! — vociferei ao observar um agente falar com um trio de garotas empolgadas — Mas que porra!
    Eu já tinha visto isso antes. Na sua maioria eram jovenzinhas demais para que déssemos alguma importância ou cogitasse olhar uma única vez. Algum agente passava um sermão nelas e facilmente as dispensava. O problema mesmo era as “adultas” com quem eu me esbarrava, ou conseguiam furar a segurança. 
    Havia algumas muito bonitas e as teria em minha cama com facilidade. Mas eu achava a maioria delas no mínimo um pouco malucas. Essas mulheres queriam apenas os holofotes que a fama momentânea que eu trazia. O real interesse em mim era serem vistas ao lado do cara mais comentado do momento.
    Não que eu tivesse inicialmente sido santo o tempo todo. Aproveitei algumas oportunidades que surgiram. E eu via como uma troca justa. Mas a brincadeira tinha deixado de ser divertida. Eu precisava de paz para manter a cabeça focada no trabalho e havia muitas coisas a serem feitas ainda. E a maldita repercussão em torno de mim, me mantinha afastado de algumas operações que considerava importantes. 
    — Eu estou parecendo um daqueles caras da banda que sua sobrinha gosta...
    — One Direction? — disse ele, entortando os lábios com desgosto.
    A sobrinha de Henrique e suas amigas adolescentes foram fascinadas por esses rapazes por anos. Uma vez até nos obrigaram a levá-las para um show de uma banda Cover. Ele queria que a sobrinha gostasse de bandas como Guns N’Roses ou Iron Maiden, mas a geração de hoje, segundo ele, não sabia curtir uma boa música.
     — Agora ela curte alguns coreanos. Uns tal de Du-pop.
    — É K-pop, imbecil — corrigi, sentido prazer em tirar onda dele pela primeira vez no dia.
    — Tá sabendo muito dos coreanos. Sempre soube que gosta de srgurar nos palitinhos? Que seja. Esqueça a minha sobrinha. Cara, você não sabe a sorte que tem — disse Henrique, empolgado. Sério, se eu tivesse um babador, ofereceria a ele — As mulheres já caíam aos seus pés, agora elas despencam. Você deveria parar de reclamar e aproveitar tudo isso.
    Uma parte de mim sabia que ele estava certo. Toda essa confusão um dia iria acabar e eu voltaria a ser apenas Leonardo Ventura, um simples agente da Policia Federal. Meus dias distribuindo senhas e selecionando a mulher que quisesse, sem muito esforço, chegaria ao fim. Mas as coisas não eram tão simples como Henrique acreditava.
    Eu sabia e podia usar muito meu pau, mas como qualquer ser humano, eu tinha sentimentos. Não que me considerasse um cara romântico a procura do amor, nada disso. Eu gosto de sexo e de caçar. Eu gosto do lance da conquista, os olhares que dizem tudo, a dança sensual que antecipa uma noite de foda suada. Eu curto todo o processo. Sexo com qualidade, mesmo que seja casual, uma boa companhia acima de tudo. E não um bando de desvairadas me seguindo o tempo todo, achando que sou o príncipe dos tempos modernos.
    — Henrique, essa merda está muito foda — pareço um garotinho que acabou de sair do teste de recuperação na escola e que em vez de ter passado o dia anterior estudado, tinha desperdiçado o tempo no Xbox — Tem mais de uma semana que não sei o que é sexo, e falando sério, não vou arriscar com uma dessas doidas. Já sonhei que uma delas com o meu pau nos dentes, não de um jeito sexy.  A maldita parecia um zumbi do The Walking Dead.
    Como era de se esperar, Henrique caiu na risada. Outra grande frase da filosófica dona Maria, minha avó: “pimenta no cu alheio é refresco”.
    — Olha. É sexta-feira — fecho a cortina e volto para a minha mesa — Eu só queria ir ao Casarão e me distrair um pouco dessa loucura que se tornou a minha vida.
    O Casarão é uma Casa Noturna que, às vezes, frequentamos quando estamos de folga. O lugar é luxuoso e bem caro. E só temos entrada Vip porque já fizemos alguns bicos de segurança e ajudamos o dono algumas vezes, nada ilegal, mas isso nos garantia entrada fixa.
    No entanto, só íamos de vez em quando. Para um homem solteiro, o salario que tinha na PF era muito bom, mas o Casarão era uma extravagância que não poderia arcar periodicamente. Os frequentadores de lá eram realmente alto nível.
    — Estou de plantão esse fim de semana — Henrique me deu um olhar desanimado — Mas você pode passar lá, já que está “de férias”.
    A maioria dos meus casos e trabalhos haviam sidos passados para ele ou para outro agente. Outro grande problema que essa exposição na mídia me trouxe. É quase impossível entrar em qualquer lugar sem que me reconheçam e peçam para tirar fotos.
    — Eu? O cara que está fugindo da metade do país, ir para uma casa noturna cheia de gente? Passou no Narcótico e usou tudo o que tinha lá? Está cheirando pedra em vez de fumando?
    Claro que o uso correto da droga não era esse. Ninguém ficava doidão cheirando pedra, você tinha que diluir e fumar. Mas era uma forma (talvez um pouco escrota) de dizermos ao outro estava agindo como um idiota.
    — No seu lugar, seria exatamente isso que eu faria — ele resmunga — Mas, cara, você precisa mesmo se distrair e tirar essa tensão. E você já conhece metade das mulheres que frequentam o Casarão. Não é novidade para elas, não agirão como as malucas gritando por você na entrada.
    Eu duvidada. As garotas do Casarão me conheciam, mas eu vinha com um bônus agora – fama. Eu queria o desafio. Queria me sentir empolgado, mas estava receoso de que lá não pudesse encontrar o que precisava.
    — Vou acabar é sendo expulso de lá.
    O jeito era acabar a noite com um balde de pipoca, e o mais próximo de sexo que chegaria seria vendo filme em um site pornô.
    — Sabe o que eu acho? Sua força está nessa barba e nesse cabelo — disse ele, com toda certeza do que falava — Sabe, que nem Sansão e Dalila?
    Eu acho que entendi onde ele queria chegar, só não estava gostando.
    — Tire essa barba, corta o cabelo e pronto, todo o poder desaparece. As pessoas te reconhecem porque é algo como uma marca.
    Fazia sentido de novo e novamente não era algo que me agradava. Gosto da minha barba, me acostumei a ela e cortar o cabelo, nem em sonhos. Eu os tenho compridos desde meus 14 anos quando acalentei o desejo de ser guitarrista de uma banda de rock.
    — Você acha mesmo? — perguntei, coçando meu queixo barbudo — Sobre a barba?
    O cabelo poderia manter preso como sempre fazia.  
    Henrique deu de ombros e empurrou para mim um dos jornais em cima da pilha em minha mesa.
    “O barbudo da Federal: quem é o homem que está mexendo com a cabeça das mulheres do país?”
    Gemi ruidosamente antes de jogá-lo no lixo.
    Tinha que admitir, a barba era minha marca.
    — Pensarei sobre isso — digo a ele — Agora chega de falar sobre mim. Como anda o caso?
    Henrique abandonou todo ar descontraído e debochado. Quando falávamos de trabalho, nos transformávamos em outras pessoas.
    — Um novo nome foi adicionado à lista — ele destrancou a gaveta em sua mesa de onde tirou uma pasta — Esse é um pequeno dossiê sobre o senador Luís Morais Alencar e a família dele. E pelo que estamos apurando, ele é a chave que abre muitas portas.
    — Alencar é o dono da AL – Cosmética, não é?
    Henrique assentiu com a cabeça.
    A A.L. Cosmética estava sendo investigada por simulações de importações e exportações com o único propósito de receber e mandar dinheiro para fora, baixo comércio de produtos ou serviços reais, além de facilitar a entrada de drogas sintéticas no país. Quem poderia imaginar que em alguns lotes das caixas de cosméticos de uma das empresas nacionais mais impontes, transportava outras coisas.
    — Luís Alencar está sujo até o pescoço — disse Henrique enojado — Quando penso que esteve o tempo toda em nossas vistas.
    Eu entendo a frustração de Henrique por termos deixado o senador passar ileso por tanto tempo. Mas investigar era como descascar uma cebola apodrecendo. Quanto mais camadas ruins você tira, mas podridão continuar a surgir.
    No início, a investigação contava apenas com três policiais, meu superior Aldo Dias, Henrique e eu. E prosseguiu de forma discreta durante vários meses. Depois de analisar milhares de operações bancárias, nós três vislumbramos um esquema proporções gigantescas, com suspeitas crescentes sobre a implicação de altos executivos de empresas e nomes políticos de peso, citados sempre que os depoimentos dos arrependidos são negociados.
    São bilhões desviados e lavados. O dinheiro provinha principalmente do tráfico de drogas, do contrabando de diamantes e do desvio de recursos públicos. De três policiais passamos para mais quatro delegados e doze agentes.  
    — Ele está no radar agora. Você vai conseguir pegá-lo Henrique.
    Pensar na AL e no senador talvez fosse à distração que eu precisava. O problema é que tinha recebido ordens para ficar alguns dias longe da ação.
    Uma batida na porta nos interrompeu e Miguel Ferreira, um agente que nem eu e Henrique gostávamos muito, surgiu na porta.
    — Rodrigues? — Miguel olhou sarcasticamente para mim antes de se dirigir a Henrique — O delegado quer falar com nós dois.
    Henrique voltou a trancar a pasta antes de levantar.
    — Ouvi dizer que você vai virar modelo de cueca, Ventura — gracejou Miguel — Isso aqui nunca foi mesmo lugar para você.
    Senti uma imensa vontade de dar um belo soco na cara dele. As pessoas tendiam a achar que uma boa aparência abria todas as portas. Em alguns casos era verdade, mas em outros casos como o meu, só vinha para atrapalhar. E eu tinha dado duro para provar que era mais que um rosto bonito e um corpo bem trabalho.
    — Algumas pessoas sabem e tem competência para ganhar dinheiro de forma honesta, não é Miguel, melhor despir a roupa do que o caráter.
    Eu não tinha provas contra ele, mas sabia que fazia favores e ganhava propina aqui e outra ali. Miguel era uma das frutas podres que manchava o uniforme.
    — O que você está querendo insinuar? — ele se enfurece caminhando até mim.
    — Não faço insinuações — fico de pé — Estou dizendo...
    Henrique se coloca no caminho entre nós dois e põe a mão no peito de Miguel.
    — Chega disso — ele empurra o agente — O chefe quer falar com a gente. Vamos ver o que ele quer.
    Antes de atravessar a porta, Henrique retorna dois passos e faz sinal para que eu me acalme. Normalmente, tento ser um cara controlado e até mesmo frio para lidar com as provocações de Miguel, mas terem me “afastado” das investigações principais para o meu “próprio bem”, e da operação, além de todo esse circo ao meu redor, vinha tirando minha paciência. Principalmente que Miguel tinha sido colocado temporariamente em meu lugar.
    — Eu vou falar com o delegado sobre você retornar — informou Henrique — Enquanto isso ignore esse idiota. Vá relaxar essa noite. É sério Leo. Você precisa de uma folga e eu vou precisar de você em breve.
     Eu precisava manter a cabeça fria. Sair aos socos com o Ferreira não iria provar ao meu chefe que poderia voltar à ação.
    — Farei o possível, Henrique — grunhi retornando a minha cadeira.
    — Não. Você fará o necessário — assegurou ele — Sempre faz.
    O necessário agora era me livrar da pilha de trabalho burocrático acumulado em minha mesa.
    Ir ao Casarão essa noite talvez não fosse uma má ideia.

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