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  • Louco por você - Capítulo 47



    Não que eu tenha conquistado do dia para a noite o amor incondicional e respeito cego dos irmãos de Julienne, mas eles passaram a ser mais amigáveis comigo.  Admiração e confiança, só conseguiria com o passar do tempo e quando provasse que era o homem certo para fazê-la feliz. Isso tinha sido uma das dezenas de promessas que fiz na delegacia; era a meta da minha vida.
    O mais importante era que tinham compreendido que eu amava Julienne e ela a mim. Ficou bem claro quando chegamos à fazenda essa manhã e fomos recepcionados com pedidos de desculpas e olhares de alívio por não termos partido, como acreditaram.
    — Algum dia contaremos a verdade a eles? — perguntei, quando entramos no celeiro.
    Já tinha conhecido boa parte da fazenda e agora entendia por que Julienne falava com tanto carinho dela.
    — Quando estivermos casados — ela sorriu e me empurrou em direção a uma pilha de fenos — Talvez no dia do casamento.
    Isso me lembra que eu tinha algo muito importante a fazer. Que o certo seria aproveitar nossa estadia e hospitalidade de sua família para pedir sua mão formalmente. Mas eu queria tornar o momento um pouco mais memorável. Desconfiava de quem pudesse me ajudar.
     — O que está fazendo? — perguntei, intrigado, quando Julienne se ajoelhou em minha frente, abriu o botão e deslizou o zíper da minha calça.
    — Estou pagando a aposta — disse, com ar inocente — Você disse que conquistaria meu pai e irmãos em menos de 48 horas, e eu disse que levaria alguns meses para isso. Bom, eles estão nitidamente cativados por você.
    Tínhamos feito aquela aposta um dia antes de viajarmos. Eu tinha esquecido completamente dela.
    — Mas, aqui? — indaguei, olhando em volta.
    O celeiro era enorme. Os cavalos que não estavam no campo encontravam-se do outro lado, e estamos em uma parte onde tinha muito feno, algumas selas e outros apetrechos que não soube identificar. Ao que me parecia, não havia um fluxo de pessoas, mas, aqui, qualquer um poderia entrar.
    — Não se preocupe — murmurou, com o olhar cheio de promessas — Serei eficiente e rápida.
     Suas mãos delicadas tocaram meu pau, logo sendo substituídas pelos lábios de seda. Levei minhas mãos até seus cabelos, completamente entregue àquele momento.
    — Julienne! — grunhi, quando suas mãos, e lábios, e língua começaram a trabalhar juntos.
    Fechei os meus olhos, enlouquecido com o que ela estava fazendo, e sabia que não conseguiria aguentar por muito tempo. A pestinha aprendia rápido.
    — Ah, doutor — abri meus olhos e me deparei com Clyde parado no imenso portão de madeira — Que bom que encontrei você.
    Olhei para baixo. Julienne tinha as mãos e boca recheadas com meu...
    — Julienne não está aqui? — perguntou ele, olhando para os lados.
    Ao som do seu nome, ela foi deslizando os lábios lentamente, sua boca fazia uma carícia delicada que me fez curvar sobre o feno e morder minha boca na tentativa de abafar o gemido.
    — Foi ver... os— ela sorriu e fez meu pau vibrar em sua boca — Pintos[i].
    Céus! Revirei os meus olhos e tentei fixar minha atenção em Clyde.
    Ele parecia intrigado comigo ou com meu comportamento estranho. Bom, meu amigo, tenho sua doce irmãzinha fazendo um maldito ou maravilhoso oral em mim, enquanto você me encara com cara de idiota.
    Felizmente o feno encobria parte de mim como Julienne dessa cena embaraçosa.
    — E te deixou sozinho aqui?
    Dessa vez, a boca voltou a me tragar. Respirei fundo umas duas vezes.
    — Não gosto de... galos — saiu quase como um gemido, quando Julienne voltou a trabalhar com afinco — Como Julienne gosta.
    Olhei furtivamente para baixo e encontrei seu olhar determinado a me torturar. Essa garota é mesmo uma peste.
    — Ai, senhorrr —  murmurei, agarrando-me à palha.
    Procurei me concentrar no que Clyde estava falando, mas meus pensamentos estavam conectados em Julienne e sua boca habilidosa.
    — Você está bem? — balancei a cabeça, pois já não era mais capaz de falar — Então, em nome dos meus irmãos...
    Nesse momento, Julienne colocou mais sucção e velocidade nos movimentos de sua boca. Irrefreáveis gemidos trêmulos escaparam de minha garganta.
      — Espero que tudo vire águas passadas... — Clyde se interrompeu, provavelmente para perguntar novamente se eu estava bem, e me olhou preocupado.
    — Água — levei a mão à garganta e tossi — Preciso de água.
    Clyde saiu apressadamente e senti minha cabeça explodir quando finalmente permiti que meu corpo liberasse o orgasmo que estive impedindo.

    — Porra! — gemi, impulsionando o quadril para ela, agarrando seus cabelos enquanto ela bebia a fonte de meu prazer — Porra... Julienne.
    Meus joelhos cederam e escorreguei pelo feno até me unir a ela no chão.
    — Você é... — tomei os seus lábios — Completamente — beijei-a mais profundamente agora — Maluca.
    Senti o meu gosto em sua boca, e embora estivesse claramente abalado, meu corpo já começava a reagir.
    — Eu disse, seria rápido e eficiente —  ela disse, arrogante —  Esqueci do imensamente prazeroso.
    Ela soltou um gritinho quando a deitei no chão, cobrindo o seu corpo com o meu.
    — Liam? —  ouvimos a voz de Clyde, atrás do feno —  Liam, está aqui?
    Coloquei um dedo sobre os lábios de Julienne, pedindo que ficasse calada. Ouvi alguns passos, e minhas costas ficaram tensas.
    — Esse povo da cidade — ouvi um barulho de água caindo ao chão, depois os passos dele se distanciando — Todos malucos.
    O rangido indicava que o portão estava sendo fechado. Voltei meu olhar pervertido para Julienne, enquanto levantada a barra de seu vestido.
    — Não será rápido — murmurei ao ajudá-la a tirar a peça — Mas prometo que será eficiente — livrei-a da calcinha levemente úmida — E intensamente prazeroso, minha querida.
     Deslizei, ficando entre suas pernas abertas para mim. Em meus olhos, a intenção clara de como prazerosamente iria retribuir o favor.

    ***
    Muitas coisas aconteceram após voltarmos da fazenda. Benjamin tinha ficado doente e precisou de um transplante de fígado. Após vários testes feitos em todos os prováveis doadores da família, Adam tinha sido o doador em vida.
    Aline, ex-secretária de Neil, ligada a Nathan, o que só ficamos sabendo quando apareceu enlouquecida no hospital, tentando matar Adam, foi presa e aguardava julgamento.
    Neil e Jenny renovaram seus votos e Adam e Penelope se casaram em uma charmosa igrejinha em Edgartown, onde seu pai era ministro. 
    — Se você não fez nada para a mulher fugir, sei lá, para o Alasca — resmungou ele — Por que eu tenho que ajudar você?
    Cruzei meus pés sobre uma cadeira vazia e o encarei, sorrindo.
     — Você prometeu que me ajudaria a reconquistar, Julienne — o lembrei e acrescentei em seguida: — Mas eu sou perfeitamente capaz de resolver meus próprios problemas.
    — Então, o que você faz aqui? — Peter fez um sinal com as mãos para que eu me calasse — Espere!
    Ele foi até o bar e se serviu do que eu acho ser uísque.
    — Agora pode dizer —  murmurou, após engolir a dose em uma tragada só.
    — Você sequestrou a Paige para o Richard.
    — E ele quase morreu nas mãos daquela louca — ele reafirmou.
     — Colocou câmeras no apartamento da Penelope —  continuei — E ajudou Neil e Jenny...
    — Não me lembre disso.
    — Bom, Adam pulou de paraquedas e fez uma serenata para pedir Penelope em casamento —  disse a ele — Eu não posso ficar atrás. E ele já está com dois filhos à minha frente.
    — Isso é uma espécie de competição? —  ele disse, rindo.
    — Claro que sim. Eu sou o irmão mais velho.
    — Um ano de diferença.
    — Não vem ao caso —  resmunguei — Vai me ajudar?
    Ele respirou fundo antes de responder.
    — Então, o que eu devo fazer?





    [i] Cock em inglês é galo, mas também usado como pênis, no livro adaptado para a cena.

    10 comentários :

    1. Fico imaginando como será esse pedido de casamento...🤔🤔🤔

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    2. tô aqui morrendo de curiosidade pra saber como será esse pedido!!! Esses dois, realmente, se completam! kkkkkkk

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    3. Senti sua falta! Está tudo bem, Elizabeth? Hey? Adorei o capítulo! Anciosa❤

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      Respostas
      1. Oi Geovana, está tudo bem amor. É que esses dias estou trabalhando com a revisora do meu livro de época e a vida anda corrida para mim. Obrigada pela preocupação. Um beijo!!!

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      2. Oh, fico feliz que esteja bem, boa sorte linda😉😊

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    4. ansiosa para esse pedido de casamento!!!!!!!!

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    5. Estou imaginando como será esse pedido de casamento 😊

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