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  • Louco por você - Capítulo 46



    Entre uma divertida despedida de solteira para Jenny (coisas de Paige) e visitar minha família no Texas com Liam, claro que eu ficaria com a primeira opção.
    O problema era que Liam já tinha se comprometido com o meu pai, e de acordo com ele, um Crighton jamais voltava atrás com sua palavra. No fundo, eu sabia que ele usava isso como desculpa para me manter longe de qualquer coisa que Paige tenha organizado.
    Mas como estar com Liam é o mais importante para mim, deixei seu ciúme mal disfarçado passar. Eu ainda tenho memórias amargas de quando ele esteve hospitalizado. Não quero ser uma dessas namoradas chatas e grudentas no futuro — porque, no presente, estou exatamente assim. E tenho créditos para isso, quase tinha perdido a outra metade do meu coração.
    Quem nos recebeu no aeroporto foi James. Mesmo com a roupa desgastada e manchada de graxa, ele era um cara bem atraente. As moças que passavam cochichando e rindo para ele, confirmavam isso. Eu o adorava e sentia falta de nossa amizade da mesma forma que sentia falta da minha família;, ele era como um irmão para mim. Teria que voltar com mais frequência na fazenda agora.
    — Oi, J.J — ele me deu um enorme e demorado abraço de urso, que fez Liam pigarrear.
    — Oi, James — tentei me afastar, mas ele manteve as mãos calejadas em minha cintura — Quero te apresentar o Liam, meu namorado.
    Por causa do abraço, minha camiseta tinha erguido um pouco e os dedos de James cravaram suavemente em minha pele, local que Liam estava olhando de um jeito nada agradável. Ele esticou o braço para cumprimentar meu amigo e aproveitou para me puxar de volta.
    — Prazer em conhecêe-lo, Jonas — disse Liam, em uma simpatia exagerada e errando propositalmente o nome dele — Espero que tenhamos oportunidade de nos conhecermos melhor. Julienne não disse nada sobre você.
    Mas que mentiroso!
    Quis protestar, dizendo que não era verdade aquilo. Antes de Austin voltar para o Texas, eu tinha feito uma lista e falado detalhadamente de cada pessoa que amava.
    — Sério? Ouvi falar muito de você — James sorriu ao nos conduzir para o carro — Vai adorar o Texas, doutor.
    Ao entramos e Liam ter me colocado no banco de atrás, sentando na frente, ao lado de James, compreendi os indícios de ciúmes. Contei para Liam sobre o beijo forçado que dei em James — que no dia ele tinha achado engraçado — mas não tinha falado como meu querido amigo era um cara bonito e atraente e bonito.
    Afundei um pouco mais no banco e cobri meus olhos com o braço, tentando ignorar o aviso implícito em suas palavras.

    ***
    Chegamos àa fazenda e onde todos estavam nos esperando. I, isso incluía Paula e sua pequena família. O que eu achei bem estranho, era só eu com o meu namorado, fazendo uma visita.
    Emma piscou para mim em aprovação, quando comecei as apresentações para a família. Meu pai, ao lado de Lola, estava incrivelmente receptivo. Acho que o pedido que fiz a ela, para que o amansasse, tinha sido uma boa ideia.
    Clyde foi o mais falante, e Dallas, apesar de manter a cara o tempo todo feachada, não disse nada de desagradável. Austin agia como o melhor amigo de Liam. ÀAs vezes, e porque se conheceram um pouco mais em Nova York, acreditava em sua sinceridade.
    Paula e Ted foram os mais simpáticos possíveis, sinceramente acreditava na honestidade deles. Liam era divertido e adorável. Meus irmãos descobririam isso também.
    — Tudo bem, Emma —  entrei sorrateiramente na cozinha e assustei sem querer nossa empregada — Pode dizer o que eles estão aprontando.
    Ela me olhou culpada e voltou a atenção para a torta que estava preparando.
    — Emma! — insisti, batendo os pés — São três contra um. Isso se meu pai também não estiver envolvido, por favor, me conta.
    Observei-a morder os lábios. A coisa mais irritante em Emma era que era empenhada em guardar segredos ou adorava as confusões que eles causavam. Em minha infância toda, acreditei que ela fosse minha cúumplice, essaa senhora gostava era de encrenca.
    — Só vou dizer uma coisa — esticou o pescoço e sondou o burburinho vindoa da sala — Vão levar seu namorado bonitão para um passeio de rapazes na cidade e não sei nada além disso.
    Um passeio na cidade com meus irmãos? Isso só poderia significar uma coisa. Iriam levá-lo ao Hell. Onde, com toda a certeza, ele seria torturado.
    — Obrigada, Emma —  dei um beijo estalado na bochecha dela e a brindei com um dos meus velhos sorrisos diabólicos.  
    Alguns meses longe de casa e meus irmãos tinham esquecido de como eu era.

    ***
    Por volta das nove da noite, Austin sugeriu exatamente o que Emma tinha delatado. Que os garotos apresentassem a vida noturna de Peachwood a Liam. Isso, claro, não incluía a mim. Era uma noite só de rapazes.
    ÀA meia- noite, James parou sua picape na entrada da fazenda.
    — Julienne, tem certeza de que quer fazer isso? — ele não me encarava, e tenho certeza de que fez parte seja lá do que meus irmãos tinham tramado para Liam — Eles estão apenas tendo uma noite de homens. É a forma de dizer ao seu namorado que está sendo bem-vindo.
    — Eu sei muito bem a forma deles darem boas-vindas — puxei o cinto com raiva e bufei — Você tem que decidir, James. Está com eles ou comigo?
    Ele ligou o carro e saiu cantando os pneus. Durante o caminho ele fez algumas tentativas de me acalmar, o que parecia me deixar mais nervosa.
    — Você espera aqui, James —  disse, quando chegamos àa porta dupla, estilo faroeste.
    Ouvi berros e gritarias se sobressaindo àa música.
    — Prestem atenção em mim — Austin andava por cima do balcão do bar com uma garrafa na mão — Meu novo irmão irá fazer um strip-tease e cada dólar na cueca será enviado ao convento local.
    Os homens vaiaram, mas as poucas mulheres presentes foram aàs alturas. Obviamente que o ato generoso não era a favor da caridade, queriam era envergonhar o Liam.
     Segui raivosamente em direção ao grupo de homens encobertos por alguns curiosos. Vi Liam ser conduzido ao balcão com passos vacilantes, as mãos, rente ao corpo, e olhei, chocada, que ele estava algemado.
    — Dallas! — gritei no moemento que ele o liberava e Clyde o conduzia até o balcão — Não ouse dar mais um passo.
    Ouvi as vaias femininas e assovios vindo dos homens. Olhei feio para algumas mulheres e usei do apoio moral dos homens.
    — Julienne? — Austin pulou do balcão e correu atrás de mim — O que faz aqui?
    Nesse momento, a música já tinha cessado e erámos um verdadeiro espetáculo para o público presente.
    — Vim resgatar o Liam — olhei raivosamente para ele antes de caminhar até onde meu namorado claramente bêbado estava — Eu não acredito que fizeram isso com ele.
    Liam se equilibrou em Dallas, mas suas pernas estavam vacilantes.
    — Meu doce — Liam balbuciou, com a voz um pouco grogue
    Ele sorriu lindamente para mim e meu peito se encheu de amor.
    — Não acredito que você permitiu isso, Dallas — murmurei, quase chorosa — Embriagá-lo e fazê-lo passar por bobo.
    Escondi o rosto em minhas mãos e solucei baixinho.
    — Você é um homem da lei...
    — Em meu dia de folga — Dallas levantou os braços, e Liam cambaleou para trás — E eu não bebi.
    Corri até ele, ajudando-o a ficar em pé.
    — Mas embebedou meu namorado. Algemou e fizeram sei lá mais quantas coisas com ele — solucei, ao prender encaixar o braço de Liam no meu — Acontece que hoje vocês foram longe demais. Eu amo o Liam, e se também me amassem, respeitariam isso.
    — Ah, docinho, não chora — Liam me cercou, balançando para frente e para trás — Estava me divertindo com esses caras.
    — É, ele estava —  Austin foi o primeiro a se manifestar, concordando com ele — Não chore, querida. Não fizemos por mal.
     — É a iniciação da família — balbuciou Liam — Despois do interrogatório na delegacia, essa parte aqui até que foi divertida, não é mesmo, rapazes?
    — Dallas, você prendeu o Liam? — disse, exaltada.
    — Foi só uma conversa — ele olhou feio para o delator embriagado — Inofensiva.
    Voltei a abraçar Liam e soluçar.
    — Ele nunca irá esquecer isso — ergui a cabeça e acusei Austin àa minha frente — Pensará que somos todos malucos e nunca mais vai querer algo comigo. Vocês sempre tentam estragar tudo.
    Os olhares envergonhados e de remorso, que cada um deles me deu, não amoleceu meu coração.
    Liam sussurrava que eu não deveria chorar, e os três idiotas ficaram àa minha volta dizendo o mesmo.
    — Não chore, Jully — Clyde passava a mão em minhas costas, tentando me confortar — Vou pegar um café bem forte para ele se recuperar.
    — E uma água para você se acalmar — disse Austindalas, ao ver o irmão sair correndo pela porta do bar.
    — E eu vou fechar a conta — disse Dallas, ao me ajudar a colocar Liam em uma das cadeiras onde estiveram se divertindo.
    Ele caiu contra a mesa assim que meu irmão desapareceu na multidão. A música retornou e as pessoas voltaram a beber e dançar.
    Liam ergueu a cabeça assim que sentei ao lado dele.
    — Acha que deu certo? — ele passou a mão nos cabelos desalinhados.
    Olhei para Austin e Dallas, que discutiam perto do balcão.
    — Caíram como um patinho — respondi, dando risada — Agora, pensei que estivesse realmente bêbado.
    Ele ergueu a toalha da mesa e observei várias garrafas debaixo dela.
    — Tive que tomar algumas para conseguir convencê-los — disse, orgulhoso de si mesmo — Depois foi só trocar uma garrafa cheia por outra vazia.
    Quando eu procurei Liam, alguns minutos antes de eles saírem, para dizer que meus terríveis irmãos estavam aprontando alguma coisa, ele achou a situação toda divertida. Então fizemos um plano para virar o feitiço contra o feiticeiro.
    — Já reparou que nossos planos só dão certos quando eles são do mal? — indaguei, surpresa com minha nova descoberta.
    — Eles que começaram isso — ele deu de ombros — O que faremos agora?
    — Vamos dar o fora — olhei rapidamente para onde meus irmãos ainda discutiam, depois agarrei a mão de Liam — Eles que eles voltem e percebam que os enganamos.
    — Mas não ficarão preocupados? — Liam olhou para trás, quando alcançamos a porta.
    — Essa é a cereja do bolo. Deixe que pensem que estragaram tudo.
    Nos beijávamos e ríiamos até chegarmos ao coarro de James.
    — O que aconteceu lá de dentro? — ele perguntou — Vi Clyde Austin sair correndo, como se tivesse tendo um incêndio.
    — James, dirija! — falamos juntos, ao entrarmos no carro.
    Dessa vez, Liam foi para o banco de trás comigo.
    — Não vamos para a fazenda, James — disse, após receber um dos muitos beijos apaixonados — Vamos para a sua casa.
    Eu tinha acabado de mudar os planos, e essa ideia me agradava muito mais.
    Chegamos ao apartamento em cima da garagem e eu pedi as chaves,. Liam entrou, e quando James foi segui-lo, eu o barrei.
    — Você, não! — disse a ele — Ah, e me passe o seu celular.
    — Como?
    Sua expressão incrédula me fazia querer gargalhar, mas mantive meu olhar sério.
    — O telefone, James — balancei os dedos — Não quero que caia na tentação de ligar para os meus irmãos.
    — Não vou entregar meu telefone.
    — Ah, não vai? — apoiei minhas mãos na cintura e olhei duramente para ele — Pois fique sabendo que, ainda não esqueci o que fazia quando morei aqui.
    — Você morou aqui? — Liam me puxou.
    Droga, eu tinha esquecido dessa parte.
    — Como vou lembrar, por muito tempo, que você esteve totalmente envolvido essa noite.
    Decidi ignorar a pergunta de Liam e concentrar-me em James.
    — Não vou mais falar com você e... e... — tentava pensar em algo que realmente fosse chateá-lo,. F fui até ele e cochichei em seu ouvido: — Não vou te convidar para o meu casamento.
    — Não faria isso — disse, descrente.
    — Arrisque — repliquei.
    Resmungando, ele me entregou o aparelho.
    — E onde acha que devo dormir? — Perguntou James, indicando o apartamento.
    — Na oficina — respondi, fechando a porta.
    Encostei-me sobre ela e desatei a rir. Sorriso que logo desvaneceu quando encontrei o olhar enciumado de Liam.
    — Agora vai me explicar direitinho essa parte de ter morado aqui — disse ele, cruzando os braços no peito.
    — Quer discutir... — comecei a abrir os botões do meu vestido — Ou quer fazer algo mais interessante?
    Ele mordeu os lábios e direcionou seus olhos famintos para a renda de meu sutiã. Avançou como uma pantera, erguendo-me do chão e encaixando minhas pernas em sua cintura.
    — Algo muito interessante agora — murmurou contra meus lábios, ao me carregar até o sofá — Conversamos depois.
    Algumas pessoas dizem que os opostos se atraem. Eu posso afirmar que os semelhantes se completam. Liam tinha o mesmo senso de humor e aventura que eu. Erámos iguais e nos completávamos em todos os sentidos.


    12 comentários :

    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Me acabo de ri com esses dois. São dois pestes.

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    3. Como se completam...😍😍😍😍

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    4. Kkkkk Esse capítulo foi hilario 😂😂😂😂

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    5. Adorando do começo ao fim !!!!!!!!!!! Espero que as coisa se acalmem. Porem com esses dois acho que ainda teremos novidades por ai

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    6. Amei, super animada por mais!😂😍😘😘😗

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    7. Sensacional hahahahah. Amo esse casal!!!

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