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  • O valor do perdão - Capítulo Final



    Capítulo 43



    Rebecca tentou se mostrar presente na vida de Caroline o máximo que podia e assim ela o permitisse. A enchia de amor mesmo quando fingia tentar recusar. Com quatro meses na cadeira de rodas, decidira deixar o conforto da mansão pela calmaria e isolamento da casa de campo. Todos sabiam que, na verdade, ela queria fugir. E talvez precisasse mesmo desse tempo consigo mesma.
    Obviamente, só tivera permissão em partir porque Ryan havia exigido ir com ela, recebendo o apoio de todos. Como ele prometera, manteve firme a promessa de ficar ao lado dela. Nem mesmo as palavras ferinas que Carol constantemente desferia a ele conseguiam assustá-lo. E isso parecia a confundir. Quanto mais ela o queria longe, mais perto Ryan ficava.
    Sempre que ia visitá-los, Rebecca se perguntava quando sua cunhada cabeça-dura iria ceder e dar-se conta de que ali estava o grande amor da sua vida. Mas uma das grandes e admiráveis qualidades de Ryan era a paciência.
    No decorrer disso, Max, que optara por terminar o tratamento em uma clínica onde ficaria mais próximo da família, aos poucos voltava à empresa. Assumiria novamente a presidência ao lado de Brianna quando Rebecca se afastasse para ter o bebê.
    Alex levou Stacy para o Price Palace. Hannah fora com ela para ajudar em sua recuperação. Rebecca vivia curiosa em saber como eles lidavam com uma situação tão inusitada, mas Alex pouco ou quase nada dizia a ela.
    Assim, seguiram a conduzir suas vidas, um dia após o outro, sempre acreditando que haveria dias melhores. E, na maioria das vezes, eles aconteciam, como naquele momento.
    — Michael, não é o casamento dela — disse Rebecca, vendo-o andar de um lado ao outro nos pés da escada — É só um baile de pai e filha da escola de Olivia.
    — Não é só um baile da escola — Michael a encarou nervoso, com sua fraca tentativa de amenizar a grande importância daquela tarde.
    — É o baile de pai e filha. Meu primeiro baile com a minha filha é tão importante quanto um casamento.
    Rebecca sorriu e cobriu a boca para que ele não notasse o quanto se divertia com aquilo.
    Se Michael parecia ter um ataque cardíaco com um simples evento da escola, o que não faria quando Olivia tivesse idade para se casar?
    O amor e cumplicidade que eles adquiriram no decorrer daqueles meses era, de fato, invejável. Nem parecia que estiveram separados por anos.
    — Por que não foi ver o que está acontecendo? — questionou ele cada vez mais tenso — Aliás, por que não está sentada lá no quarto? E por que usa esses saltos tão altos?
    Dizer que ele passou a ser protetor e controlar tudo o que pudesse imaginar fazer mal a Rebecca e ao bebê seria generosidade demais, admitiu ela.
    Michael a vigiava e enchia de mimos sempre que podia. E Rebecca agradecia que o trabalho dele no hospital ocupasse uma parte de tempo, só assim não a sufocaria com toda a atenção que dispensava a ela.
    — Porque sua filha disse que era surpresa até para mim — respondeu, divertida — Nem me deixou escolher o vestido, foi com Carol e minha mãe. Acredita que conseguiu tirar sua irmã daquela casa?
    Aquele foi o único momento que sua cunhada ousou sair em sua cadeira de rodas. Mas, Olivia era tão insistente e obstinada que não lhe deixara opção.
    — Então é melhor se sentar ali — Michael indicou uma das poltronas antigas próximo à escada, deixando claro que sua tentativa de desviar a atenção dele não surtira efeito desejado, ainda estava nervoso — Não queremos que passe mal ou fique muito cansada.
    Queremos? Claramente se referia a ele e Olivia, concluiu Rebecca ao se sentar.
    Estava prestes a implorar que Michael se unisse a ela, quando a babá surgiu.
    — Tudo bem aí, senhora Hunter? — Perguntou ela no topo da escada, exibindo um sorriso cheio de empolgação.
    — Tudo ótimo, Ariel. Tudo bem, né, Michael?
    — Nesse caso, a senhorita Hunter está pronta para descer — disse Ariel antes que Michael pensasse em responder, voltando a desaparecer no corredor.
    Ele apressadamente ocupou seu lugar na escada. Ombros retos, braços cruzados nas costas, reproduzindo a pose que tantas vezes Olivia ensaiara com ele no dia anterior. Não era à toa que estivesse tão ansioso e um tanto nervoso também. Ele não queria decepcionar sua garotinha fazendo algo errado.
    E quando Olivia surgiu no topo da escada, em seu vestido digno de uma princesinha, Rebecca sentiu sua emoção transbordar em seus olhos. E nem podia culpar o pequeno em seu ventre por se ver tão chorona.Olivia usava um vestido amarelo ouro, a parte de cima era coberta de renda e havia uma faixa prateada moldando sua cintura. Na barra da saia bufante, subiam galhos que se intricavam, como chamas lambendo o tecido. As laterais dos seus cabelos estavam presas para trás, formando uma flor em volta da presilha de pedras, e o que ficara solto formavam cachos perfeitos que balançavam suavemente conforme andava. E quando saltava os degraus, era visível as pontas dos pés delicados cobertas por sapatilhas douradas.
    — Senhorita — Michael se curvou e beijou delicadamente a ponta dos seus dedos em um gesto galante — Está muito bonita.
    — Obrigada, papai —  o sorriso resplandecia toda felicidade que carregava em seu peito.
    Ela agarrou a mão que ele ofereceu e pulou o último degrau. Era uma pequena dama, mas ainda era sua menininha travessa, pensou Rebecca ao aceitar o braço que Michael lhe dava.
    Ele fizera questão de irem de limusine, embora Rebecca tenha achado aquilo extravagância demais para uma criança.
    — Um drinque para a senhorita mais bonita na carruagem —Michael disse a Olivia, após estarem devidamente acomodados no carro — E para a mamãe mais bonita também.
    As duas provaram o suco de maçã e riram ao mesmo tempo, entrando no mundo lúdico que ele criara especialmente para elas.
    O salão onde seria realizada a festa da escola, foi decorado em tons de rosa, branco e prata, e havia muitas flores espalhadas em volta.
    As atividades iniciaram com uma apresentação de dança e música feita pelos meninos da escola, para que suas mães não ficassem de fora, já que o baile de gala seria exclusivamente para as meninas e seus pais.
    Estavam se divertindo muito. Mas o ponto alto, para Rebecca, foi o momento em que Michael e Olivia foram para a pista de dança executar a valsa. Da mesa, ela observava, emocionada, os dois dançarem juntos, encantados um com o outro.
    — Senhorita?
    Olhou para a mão estendida a alguns centímetros do seu rosto e ergueu a cabeça.
    — Papai?
    Estava mais que surpresa. Estava abismada de vê-lo parado ali, em um fraque tão elegante quanto o de Michael. Atrás dele, podia ver Laura transbordando emoção e contentamento.
    — Me concede essa dança? — Nicholas pegou sua mão, fazendo-a ficar em pé.
    — O que faz aqui, pai?
    — Não é o baile de pai e filha? — Nicholas a carregou até a pista de dança, ignorando alguns olhares curiosos — Estou dançando com a minha garotinha, como deveria ter acontecido há muito tempo.
    E com um vestido que mal disfarçava a gravidez, apesar de elegante e discreto, sendo a única adulta em meio a dezenas de jovenzinhas, ela fez uma viagem no tempo, dançando com seu pai, que exibia um sorriso tão orgulhoso como qualquer outro pai ao conduzir sua garotinha.
    Um pequeno pedaço de sua infância tinha sido recuperada.


     PS: Amanhã ainda terá o Epilogo. 

    6 comentários :

    1. Caraca....isso me surpreendeu....
      Não esperava esse fim tão repentino, mas tá bonito.

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    2. Chorando ate agora , Rebecca e o pai dançando 💐😍

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    3. Terá continuação? ��

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    4. Aí meu Deus fui pega de calças arriadas com o final surpreso...Mas um final belo como toda a história,😍😍😍

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    5. Fim??? OMG 😲😣😣 Mas mesmo assim amei 😍

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