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  • O preço de um amor - Capítulo 12 - Bônus

    Oi gente. Devido ao feriado prolongado, estou colocando um capítulo extra. Espero que gostem.


    — Então ela disse que sabia que vocês estavam namorando? — perguntou Brianna, quase berrando ao telefone — E o que você respondeu?
    Antes de matar a curiosidade da amiga, Rebecca olhou a meia lua através da janela, no escritório do Sr. Hunter. Fazia um suspense que certamente mataria Brianna a qualquer momento.
    — Ela não disse que sabia que estávamos namorando. Olivia disse que não era cega, ela notou que tinha algo acontecendo...
    — Mas você disse claramente. – interrompeu Brianna com seu jeito impaciente: — Estou namorando o seu filho. Disse, não disse?
    — Na verdade, não.
    — Rebecca! — gritou, fazendo com que a outra afastasse o aparelho do ouvido — Bom, ela disse que você precisa conhecer os amigos dele na festa. Então, para bom entendedor...
    Brianna suspirou, girando uma caneta entre os dedos.
    — É, mas nossa conversa seguiu para outro rumo, depois ela ficou meio triste e nostálgica, não quis incomodá-la mais. E tenho que falar com Michael sobre esse assunto, de qualquer forma.
    — Ainda não entendi por que estão escondendo isso.
    — Por que é mais divertido? — perguntou nervosa.
    — Não confia nele, não é? Eu sei, está completamente apaixonada, mas tem medo de sair ferida. Ainda acha que está brincando com você? É isso?
    Seria tolo dizer que sim, mas seria mentira dizer que não. Poderia bater mil vezes na mesma tecla dizendo que tinha muito mais a perder do que ele.
    — Só quero ir com calma, Brianna — suspirou, sentindo o coração ficar menor — Há tanta coisa em jogo.
    Perder todas as pessoas que já aprendera a amar seria tão doloroso quanto perder Michael. Refletia sobre isso todas as noites, e era aí que as inseguranças voltavam.
    — Certo, façam como quiser. Bom, já sabe o que vai usar no dia? Podemos ir naquele shopping no domingo para você comprar alguma coisa.
    — Stacy disse traje informal. Festa na piscina, lembra?
    Rebecca ouviu um suspiro, mais parecia com um bufar aborrecido. Ela poderia ver claramente Brianna revirando os olhos.
    — Então veste um saco de batatas e chinelo velho, Cinderela às avessas. Claro que aquela megera vai adorar. Está mais do que evidente que ela quer usar o evento pra ter o namoradinho de volta. Acorda, Becca! Você já foi mais inteligente.
    Analisando o que Brianna falou e o comportamento estranho de Hanna sobre a própria festa de aniversário, ela tinha que dar crédito ao que sua amiga dissera. Stacy não é do tipo que desiste facilmente, muito menos que aceita a derrota para alguém como ela.
    — Quando você ficou tão madura? — não conseguiu impedir que um sorriso carinhoso se formasse em seu rosto.
    — Alguma coisa eu tenho que aprender com os livros que leio. A primeira parte, identificar uma boa bruxa e seus planos maquiavélicos. A segunda, como se livrar delas.
    As duas riem desenfreadamente.
    — Brianna, eu nunca vou superar suas maluquices. A gente se vê no domingo.
    Rebecca se despediu antes que ela enveredasse em outro assunto. Max tinha dado permissão para que ligasse sempre que quisesse ou precisasse, mas não iria abusar passando horas com sua amiga ao telefone.
    Assim que desligou pegou seu livro e foi para o jardim, à espera de Michael. Conversaram algumas vezes quando ele ligava para saber da mãe.
    Sabia as aulas que ele tinha durante a semana, conhecia as que mais gostava e quais odiava.
    Contou sobre os seus dias na casa e planos para o futuro. Era boa com números e em executar tarefas. Isso a fez lembrar do que ele falara em uma de suas conversas.
    “—E quando nos casarmos, você poderá administrar as empresas da família. Meu pai ficará muito feliz. Você será o filho que ele não teve.”
    Rebecca cobriu a boca para que sua risada não repercutisse pela sala silenciosa.
    “—Foi o pedido de casamento mais estranho que já ouvi”— dissera a ele.
    “—Eu sou um homem romântico.”
    Apesar do tom irônico, ele realmente era. Quem mais jogaria pedras em sua janela madrugada a fora?
    Após encerrarem a conversa, Rebecca seguiu meditando sobre o que Michael insinuara. No fundo a ideia caía bem. Não a parte de se casarem, ainda imaturos e jovens. Estavam aprendendo a se conhecer. Mas a ideia de trabalhar para o pai dele não soava tão mal, como inicialmente pensara. Poderia estudar à noite. Conseguir um crédito estudantil ou tentar uma bolsa em alguma faculdade, quem sabe.
    Max já a conhecia, talvez não fosse difícil conseguir um estágio, caso tentasse.
    Havia vários cursos preparatórios em que poderia se qualificar.
    Estava feliz, apaixonada e Michael tinha planos promissores a realizar. Era muito mais do que um dia desejara ou sonhou ao atravessar os portões do orfanato com a pequena mala em suas mãos.
    — Ele a beijou e foram felizes para sempre ou está se lembrando dos nossos beijos? Qual o motivo que faz esses olhos brilharem?
    Enquanto as palavras eram sussurradas ao pé do ouvido, Rebecca sentiu os braços rodeando a cintura e as longas pernas enroscando nas dela. Um abraço de polvo, era isso o que ele lhe dava.
    — A segunda opção — conseguiu sussurrar. Um forte arrepio cobriu-lhe a pele quando Michael deslizou a ponta do nariz em seu ombro, a suave mordida na curva de seu pescoço fez com ela gemesse seu nome — Michael.
    O que tinha a dizer foi interrompido pelo beijo apaixonado que recebeu. Saudade misturada a desejo formavam uma explosão de sentimentos dentro dela.
    — Eu perguntaria se sentiu saudade — ele se afastou um pouco em busca de ar ou de controle, ela não sabia dizer — Mas esse beijo já me diz tudo que quero saber.
    O sorriso arrogante, que estranhamente amava, combinava perfeitamente com suas palavras convencidas.
    — Fui pega desprevenida — não daria o braço a torcer, embora cada dia que passaram distante fizeram seu coração encolher — Estava distraída em uma tórrida cena de amor.
    Tirando o livro de suas mãos, o sorriso presunçoso de Michael se alargou.
    — A Megera Domada — disse ele folheando as páginas antes de voltar a saltar sobre ela — Ler de ponta cabeça deve ser uma ótima técnica. Vou pensar sobre isso nas aulas de bioética.
    Ela poderia responder à provocação, se aquela não fosse a briga vencida. Se os lábios deslizando por seu rosto, chegando ao pescoço em um rastro delicado de beijos, não a fizesse perder a voz.
    Enquanto os lábios a devoravam, Michael explorava seu corpo exigindo mais.
    Timidamente Rebecca introduziu a mão para dentro de sua camisa. Sentiu os músculos criando forma em sua mão. Ouviu o grunhido saltando de sua garganta e sua exortação quando ele pressionou o corpo no seu.
    Rebecca entendia exatamente o que Olivia quisera dizer sobre a primeira vez que se entregou. Talvez não estivesse tão certa ou pronta como ela, mas desejava entregar-se ao que Michael despertava nela, como precisava de ar para sobreviver.
    — Ai, caramba!
    Levou apenas alguns segundos para emergirem da profundeza em que flutuavam. E uma eternidade para tentar se recompor. Vergonha misturada a surpresa tingiam Rebecca até a raiz dos cabelos.
    — O que faz aqui, Caroline?
    Rebecca não conseguia constatar se a expressão no rosto dele estaria tão zangada quanto a entonação na voz. Escondia o rosto em seu peito e não conseguia sequer imaginar como Carol encarava a situação.
    — A senhora Dickson disse que já tinha chegado — explicou ela — Estava te procurando. Sempre que você some, está aqui.
    Esse era o lugar preferido de Michael na casa, passara a ser o de Rebecca também. Era óbvio que Caroline o procuraria ali.
    — Vá para o seu quarto e eu já subo.
    — Vocês estão namorando?
    A pergunta direta fez Rebecca se encolher.
    — Suba, Caroline!
    — Só queria dizer que tudo bem, prefiro Becca mil vezes do que a Stacy.
    Sentiu-o tremer, sentiu seu próprio corpo tremer, entregue à adrenalina e abalo de terem sido pegos.
    — Obrigada por me proteger — disse ela, escorregando debaixo dele.
    — Não era só o seu rosto bonito e deliciosamente encabulado que queria poupar — certificou Michael.
    E quando ele ficou em pé diante dela, compreendeu o que ele tentou evitar. Se Carol não os tivesse flagrado em uma situação visivelmente comprometedora, Rebecca poderia alisar o vestido, arrumar os cabelos e fingir que nada aconteceu. Já fizeram isso antes quando se beijavam pela casa, às escondidas. Mas Michael não seria capaz de esconder o que seu corpo visivelmente denunciava.
    — Acho que devemos falar com ela.
    — Eu falo — disse ele, esfregando as mãos em seu rosto, depois emitiu um suspiro profundo — É melhor você subir também, Rebecca. Eu preciso de um tempo.
    Não detectou frieza em suas palavras e viu isso como uma rejeição. Sabia que Michael precisava desse tempo sozinho. Sua cabeça também girava em muitas direções confusas.
    O banho ajudou a manter as emoções um pouco mais controladas. Essa noite usou o vestido branco que ele gostava. Amar alguém é querer deixá-lo feliz até mesmo por causa de uma peça de roupa?, se perguntava ao olhar-se no espelho.
    Jantaram somente ela e Carol. Max chegaria mais tarde e Michael ficara no quarto com a mãe. Teria sugerido que todos fizessem companhia a eles, mas Carol havia avisado que estavam tendo algum tipo de conversa.
    Rebecca tinha uma vaga ideia do que estariam falando. Lamentou não ter preparado Michael antes.
    Ao contrário do que imaginou ao se unir à irmã dele à mesa, Carol não a encheu de perguntas como esperava. Parecia que, para ela, estarem juntos era tão natural como o suco de laranja em seu copo.
    Após o jantar elas subiram para o quarto dela. Meia hora depois, Carol a dispensou alegando estar cansada e que leria na cama.
    O sorriso travesso dizia mais do que precisava.
    Carolina queria dar espaço e tempo para que Michael e Rebecca namorassem em paz.
    Sem dúvida alguma ela aprovava o relacionamento dos dois.
    — Rebecca!
    Sentiu as mãos de Michael sobre seus ombros antes mesmo de alcançar o primeiro lance de escada. Pretendia voltar ao gazebo e reencontrá-lo lá.
    Algumas pessoas tinham músicas, trechos de livros, poemas que os ligavam a eles. Michael e ela ficariam marcados por escadas ridículas.
    — A gente sempre se esbarra aqui — disse sorrindo ao se virar para ele.
    O sorriso morreu quando se deparou com o olhar sério.
    — Por que não me disse que minha mãe já sabia sobre nós dois? Que já tinha contado a ela?
    — Eu não contei. Olivia tirou as próprias conclusões. E eu ia te falar, se Carol não tivesse surgido do nada e nos...
    Atropelava-se na explicação. Não queria que ele acreditasse que estivera manipulando as coisas.
    — Está bravo porque sua mãe descobriu?
    Ele se afastou, apoiando-se em uma das pilastras. Não parecia irritado, mas algo acontecia com ele.
    — Não estou bravo — batia o convite no corrimão — É que ela me disse algumas coisas.
    — O que ela disse?
    Um olhar firme e pungente foi sua resposta. Esteve prestes a descobrir, mas a expressão perturbada sugeria que ele tinha mudado de ideia.
    — Não importa.
    Michael tocou-lhe o rosto e sorriu. Puxou-a para seus braços e uniu suas bocas para um beijo.
    Sentia que caminhava, talvez flutuasse como realmente sentia.
    — Garota, eu não sei o que eu faço com você.
    Abrindo os olhos, Rebecca notou que estavam diante de sua porta. Michael inclinou a cabeça até sua testa colar na sua. Sabia o que iria acontecer, ansiava por isso, sentia-se pronta.
    — Tranca a porta quando eu sair.
    Se os dedos deles não estivessem fazendo uma tortuosa carícia em seus lábios inchados, teria captado rapidamente o que ele disse. Foi apenas quando ele se afastou para abrir a porta e a empurrar para dentro que Rebecca compreendeu.
    — O quê? — a compreensão tomou conta dela e sussurrou: — Vai entrar pela janela?
    — Lembra do que aconteceu lá embaixo? — Michael balançou a cabeça, afugentando os demônios que habitavam ali — Eu não ia parar, Rebecca. E não me dava conta do quanto seria importante para você até minha mãe me fazer enxergar isso. Então, até que esteja pronta, deixe essa porta trancada.
    Aquilo era realmente confuso, pensava Rebecca, encarando a porta fechada.
    Sentir-se pronta não era a mesma coisa de estar pronta?
    Caiu na cama refletindo sobre isso. Queria Michael e era mais que evidente que ele também a queria. Não estava apenas curiosa e empolgada pelas coisas que ele a fazia sentir. Assim como Olivia dissera, não existia o momento certo para isso; acontecia quando tinha que acontecer. O mais importante é que sempre imaginou-se entregar ao homem que conseguisse arrebatar seu coração, esse homem era Michael.
    Embora tivesse crescido sobre as fortes crenças das freiras, acreditava que os sentimentos envolvidos eram mais importantes que algumas regras impostas por elas.
    “O que farei com você, Michael?”, sorriu, repetindo o que ele dissera anteriormente.
    Mas a pergunta que deveria fazer é: o que ela faria?

    ****

    Rebecca apertava a alça feita de miçangas com tanta força que as bolinhas faziam marcas em sua mão. Stacy tinha uma casa tão ou mais imponente como as do Hunter. Quanto mais se aproximava da entrada, mais seu coração contraía em seu peito. A fila de carros esportivos indicava que a maior parte de seus amigos já estavam ali.
    Alisou o vestido amarelo quando Michel soltou sua mão para tocar a campainha. Olhou seu reflexo no vidro na lateral da porta.
    Comprara um vestido sem mangas, as alças amarravam no pescoço, deixavam as costas nuas e a saia dançava levemente em joelhos quando caminhava. Optara por sandálias com pedras brancas, que combinava perfeitamente com a bolsa de praia onde havia colocado o biquíni.
    — Michael, quanto tempo eu não te vejo por aqui.
    Embora a governanta os recebesse com simpatia, Rebecca pouco prestou atenção no que ela dizia ao serem conduzidos para os fundos da mansão. Estava mais preocupada — intimidada seria a palavra correta —, com toda a elegância passando diante dos seus olhos.
    Tudo ali exalava riquezas, mas parecia tão frio como as paredes de um castelo. Era bem diferente da casa de Michael.
    — Está nervosa?
    Michael parou no caminho, ficando de frente a ela.
    — Um pouco.
    — São pessoas legais — ele sorriu — E você está linda.
    Ele vinha repetindo isso desde que a vira saindo do quarto em busca dele. O olhar de admiração e a chama queimando em seus olhos confirmaram que acertara ao escolher o vestido. Podia não ter posses como as pessoas que conheceria, mas não o faria passar vergonha usando saco de batatas e sapatilhas velhas. Brianna e Caroline tinham sido suas fadas madrinhas, auxiliando para essa festa.
    — Tudo bem, eu estou sendo tola — aceitou a mão que ele estendia a ela e foram juntos rumo ao desconhecido — Vamos nos divertir.
    — É para isso que servem as festas.
    Não foi tão terrível como Rebecca acreditou que seria. Os homens, quando não provocavam Michael lançando galanteios inofensivos sobre ela, conversavam sobre faculdade e o rumo que estavam dando em suas vidas. Havia algumas garotas fúteis como Stacy, mas não chegavam a ser tão desagradáveis quanto ela.
    Hanna parecia estar mais comunicativa e animada, já que a irmã estava curiosamente ausente da festa.
    — Michael?
    Falando na bruxa..., pensou Rebecca ao ouvi-la chamar por ele.
    — Olha quem está aqui?
    Ao lado de uma Stacy, mais provocativa e felina que o normal, havia um homem alto e bonito. Ele exibia um sorriso debochado e olhar irônico em direção a Michael.
    Rebecca serpenteou quando Michael cravou os dedos em sua cintura. Teria gemido de dor se não quisesse evitar chamar mais atenção em torno deles.
    Obviamente existia algo entre os dois.
    — Roger? —O olhar raivoso que Michael emitia e a mandíbula rija dizia que o convidado não era bem quisto para ele — O que você faz aqui?

    12 comentários :

    1. Nossa essa festa vai acontecer algo ruim, torcendo que não, mas essa Stacy é diabólica e esse Roger sei não, alguma armação a bruxa irá aprontar.

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    2. Estou prevendo coisas ruins....Só espero q nw seja nd com a nossa lindinha 😍 Amoooi.....

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    3. Adoro essa música.. Espero que não aconteça nada de mal com esse lindo casal nessa festa

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    4. Com certeza vai acontecer algo terrível nessa festa, essa Stacy é uma verdadeira bruxa.

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    5. Surtando aqui.....cadê capítulo 😉

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    6. Essa Stacy vai aprontar alguma. Ela é esse Roger.

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    O Preço de um amor

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