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  • Além do Amor - Capítulo 63 - Parte II



    Oi meus amores, como prometi, darei um final ao livro no blog. Desculpe ter sumido, mas com o lançamento do livro e alguns dias de férias me deixou toda enrolada. 

    ***

    No táxi a caminho de casa, apesar de meu pai e eu nos mantermos em silêncio, ele segurou minha mão o tempo todo. 
    Eu sinto que eu tenho de volta aquele pai dos meus primeiros anos de infância. O que me levava em seus jogos de beisebol e me carregava nos ombros.
    Logo que entramos, o cheiro de comida nos recepciona. Vejo minha mãe vir da cozinha, vestindo um avental e uma faca na mão.
    — Achei que estariam cansados e principalmente com fome — ela parece apreensiva, como se estivesse se desculpando — Espero que não se importe de ter usado a sua cozinha.
     — Não me importo — sorrio para amenizar o clima tenso — O cheiro está muito bom.
     — Eu fiz aquela pasta que você gosta — mamãe sorri de volta para mim — Vá tomar um banho e desça.
    É difícil restabelecer os laços com minha mãe depois do que ela me disse sobre o Ben. Ainda doí um pouco lembrar que ela tinha sugerido que eu desse o bebê. Mas ela é minha mãe. Eu a amo, apesar de tudo o que houve, e desejo muito que lembranças mais amorosas e doces como essa possam sobrepujar as memórias tristes.
    Eu subo as escadas. Passo no quarto do Benjamin primeiro. Ver o berço vazio causa uma fisgada em meu peito impossível de evitar.
    Pego um dos seus ursinhos preferidos e aperto contra o nariz, inalando o perfume gostoso de bebê. Não vou chorar. Não vou me permitir isso. Logo ele estará em casa e voltaremos a ser uma família unida e feliz.
    Quando eu mergulho na banheira, percebo o quanto estou cansada. Gostaria de poder fechar os olhos e me deixar levar pela letargia. Mas meus pais estão lá embaixo. Não seria delicado deixá-los esperando.
    Quase meia hora depois, eu desço. Um moletom e uma das camisetas do meu amor será meu pijama para essa noite.
    Minha mãe já havia posto a mesa, e papai já estava sentado, esperando.
    Sento do outro lado em frente a ele e minha mãe ao seu lado.
    Começamos a nos servir. Eu me preparo psicologicamente para um enjoo que espantosamente não vem. Tem acontecido apenas de manhã, e nada comparado aos que tive com Benjamin. Eu me sentia fraca o tempo todo. Ouvi dizer que uma gravidez nunca é igual a outra. Talvez mamãe possa me dizer, já que passou pela experiência duas vezes.
    Decido que puxarei o assunto após o jantar.
    A refeição seguiu tranquila. Eu contei sobre o momento que vi Adam e Ben. Eles me disseram como foi a viagem e que foi Juliene a dar a chave da casa para eles. Mantivemos a conversa leve para não comprometer o jantar.
    Quando terminamos, ajudei minha mãe na cozinha. E garanti que estava tudo bem, que não precisavam ir para um hotel. Podiam ficar no quarto de hóspede.
    Subimos e indiquei onde estava a roupa de cama. Antes de eu sair, meu pai deu uma batidinha no colchão, pedindo que sentasse ao lado dele.
    Eu sei que a hora da conversa havia chegado.
     — Eu não sei como dizer o que preciso, então vou começar do início.
    Balanço a cabeça e permaneço quieta, ouvindo-o. Vislumbro com o canto dos olhos minha mãe próxima à janela.
     — Quando sua mãe ficou grávida de você, não éramos nem casados. Isso só aconteceu depois que o Cory nasceu. Eu vi que eu precisava ter um pouco mais de juízo na vida. Lembra como eu era, não é?
    Sim. É como se eu tivesse conhecido dois homens diferentes em um único corpo. Um alegre e festeiro e um amargo e distante que ele havia se tornado.
     — Eu me divertia muito com meus amigos, bebia demais, e sua mãe e eu acabávamos brigando muito. Aquele dia, aquela reunião em casa, era minha despedida. Eu queria mudar. Ser um pai melhor para você e o Cory.
    Ele esfrega o rosto, e percebo o quanto é difícil para ele se abrir assim.
     — Para um pai perder um filho é algo terrível. Passou por esse medo esses dias — ele me encara e enxergo o grande sofrimento em sua alma — Ser causador da morte desse filho é uma dor que nunca tem  fim...
     — Mas a culpa não foi sua — apresso-me a dizer — Foi um acidente. Assim como eu não tenho culpa por não ter gritado a tempo. Eu só era uma criança assustada.
     — Eu estava alcoolizado, filha. Fui eu que não vi vocês ali, e por sorte não tirei sua vida também. Nunca consegui me perdoar por isso.
    Na vida, vemos as coisas pelo nosso ponto de vista e esquecemos que há o do outro também.
     — Quando o médico deu a certeza de que Cory estava morto, senti que iria enlouquecer. Voltei a beber como nunca. Até minha irmã intervir e me levar para o Alasca. Eu conheci um Deus que poderia me perdoar, mesmo com tudo o que eu fiz, como ter tirado a vida de um inocente, se eu me arrependesse e mudasse. E eu queria muito mudar. Eu precisava de perdão. Mas o que eu fiz foi confundir as coisas; eu só via regras e doutrinas. Apenas o que era certo. Esqueci do amor e da graça. Tornei-me cada vez mais firme e rigoroso.
    Foi uma grande mudança que eu não entendi e que eu tive que me adaptar. 
     — Não queria errar com você em exatamente nada. Então era mais rigoroso ainda. Não é desculpa, hoje eu vejo isso.
    Ele levanta a mão em um pedido de desculpa.
    — Comecei a me envolver mais e mais com a igreja. Mudávamos de cidade em cidade, e para onde íamos, via os jovens se perdendo. Quando chegamos em Edgardtown, nada foi diferente. Então acreditei que pudesse mudar os jovens.
    Ele sorri, como se risse do próprio idealismo.
     — Quando os pais do Maxwell sugeriram que ficassem noivos e que essa aliança seria boa para todos na cidade, pensei que daria certo. Ele precisava de alguém como você ao lado dele. Foi o que acreditei no início.
     — Não amava o Max, pai — penso em como eu seria infeliz com ele, e agradeço por ele ter feito o que fez — Teria sido um erro.
     — Sei disso agora. Quando ele te abandonou, senti que você tinha traído toda a nossa fé depositada em você. Percebi como tinha crescido e ficado linda. Mas acreditei que manteria sua integridade pura. Veja, eu só conseguia ver o certo e o errado. E quando os encontrei naquela noite, e Maxwell fugiu depois, quando vi todas aquelas pessoas cochichando e rindo de você, senti que falhei. E minha maior falha foi não ter ficado ao seu lado. Eu me arrependo muito.
    Eu sofri com a reação deles a tudo o que aconteceu. Como se a culpa tivesse sido minha, mas, no entanto, se fosse diferente, eu não teria vindo para New York. Não teria conhecido o Adam e não seria tão feliz como sou hoje. Mesmo tendo enfrentado tantos obstáculos para ficarmos juntos.
     — Você começou a querer ser ouvida, e eu me recusar a admitir o quanto estive errado. Eu era um surdo me recusando a ouvir. Queria salvar outros jovens, outras pessoas, e era a minha garotinha pedindo ajuda.
    Ele sorri para ele mesmo. O sorriso apenas fica em seus lábios.
     — Quando o Adam entrou na igreja me enfrentando, dizendo que eu a estava enterrando viva e o quanto ele te amava, eu comecei a perceber que ele tinha razão — diz ele com a voz branda — Eu matei o Cory e estava matando você. Mas, mesmo assim, me recusava a admitir. Deixei que fosse embora, com a certeza que cedo ou tarde iria se arrepender. Isso nunca aconteceu. Você é muito forte. Corajosa, e mesmo que não pudesse admitir, sentia orgulho de você.
     — Sentia?
    Sempre acreditei que fosse uma vergonha para eles. Alguém que eles mal pudessem olhar.
     — Eu sentia, filha! — ele enfatiza — Ao mesmo tempo sentia desprezo por mim. Tudo o que eu pregava e acreditava estava distorcido no homem perfeito que queria ser e exigia dos outros.
    Por que nunca tivemos essa conversa antes? Por que não fui tão forte como ele diz que eu era e não exigi que fôssemos tão francos como agora?
     —  Não acho que eu tenha sido tão forte, pai — seco as lágrimas que tentei conter e que agora descem livremente pelos meus olhos  — Eu apenas fugi.
     — Não, você enfrentou a vida — ele toca meu rosto — Quando disse que estava grávida, eu tive que sair da mesa. Não porque estivesse bravo com você, mas porque tinha crescido. Senti que tinha perdido a minha garotinha...
    Ele olha para minha mãe antes de continuar. Ela está olhando para as próprias mãos ou para o chão, não sei dizer.
     — Eu soube o que a sua mãe disse. Ela interpretou minha reação erroneamente. Depois você foi embora daquela forma. Sabia que era demais para você perdoar. Mesmo assim eu tentei, semanas depois. Juliene disse que você tinha ido embora e, bom, ela nunca gostou muito de mim. Pode imaginar o que me disse.
    Juliene nunca me contou sobre isso. Talvez tenha tentando evitar mais aborrecimentos para mim. E realmente ela nunca foi uma fã dos meus pais. Contudo, ela se redimiu ao avisá-los sobre o Ben.
    — Às vezes ligava para o Raul e perguntava como você estava. Sabia que sua saúde era delicada. Preferi ficar distante, acompanhando.
     — Devia ter ido, pai — digo a ele com a voz embargada pela emoção — Não sabe como eu me sentia sozinha. Eu precisava dos meus pais comigo.
    Não é uma queixa ou acusação. É a constatação de um fato. Teria sido muito mais fácil saber que meu pai ainda me amava.
    — Desculpe, filha — ele lamenta — Acreditei que eu não tinha o direito. Não merecia isso.
    Tanto tempo perdido por orgulho, medo e desentendimentos.
     — Quando o Adam enviou aquele vídeo, tomei a decisão que já vinha pensando há muito tempo: conquistar seu perdão e amor de volta. Sei que é uma pessoa boa. Melhor do que eu. E o bebê é tão lindo. Apaixonei-me por ele assim que o vi. Só me lembro de ter chorado tanto quando Cory morreu. Não hesitei um único momento em vir me candidatar ao transplante. Acreditei que seria minha chance de me redimir — ele sorri, de verdade dessa vez — Mas aquele garoto não ia deixar, não é? Até tentei convencê-lo a fazer no lugar dele, horas antes da cirurgia. Quase fui expulso a pontapés. Não há dúvidas do quanto Adam ama vocês dois.
    Adam não me contou isso. Deve ter sido quando fui consultar Katty sobre a cirurgia.
    — Acha que podemos recomeçar? Eu posso voltar a ser o seu pai?
    — Sempre foi o meu pai — toco o peito dele — Talvez estivesse aqui perdido. Estou feliz que ele tenha voltado.
    Quando nos abraçamos, eu me sinto como aquela garotinha em seu colo de novo. Nós refazemos a nossa conexão. O melhor de tudo é saber que o Benjamin terá mais uma pessoa que o ama.
     — Bom... Humm — ele pigarreia ao me soltar — Vou tomar um banho. Acho que vocês duas precisam conversar também.
    Ele indica minha mãe e desaparece porta adentro. Um silêncio longo e constrangedor se instala entre nós.
    — Mãe? — resolvo iniciar a conversa — Quer me dizer algo?
    Ao invés de falar, ela cai em um choro compulsivo. Não consigo assisti-la chorar assim, então caminho até ela e a abraço.
     — Tudo bem, mamãe. Não tem que dizer nada. Vamos recomeçar como o papai disse.
    Ela me afasta com delicadeza, mas me olha firme.
     — Não. Eu preciso dizer — sua voz é quase um balbuciar — Eu me sinto muito arrependida. Seu pai tinha todos aqueles motivos para ser como era. E eu nem mesmo posso usar essa muleta. Fui uma péssima mãe, antes mesmo de Cory morrer. Meu mundo era o seu pai; fazê-lo crescer.
    Não acredito bem nisso. Aquela tragédia mudou todos nós.
     — Eu sempre fui muito influenciável e perdida na vida. Acreditei amar um homem rico e importante, que na verdade só me usou e casou com outra da classe dele. Eu estava grávida, conheci o seu pai...
     — Oh, meu Deus, eu não sou filha...
     — Calma! Não é isso. Perdi aquele bebê. Mas seu pai teria ficado comigo mesmo se eu não tivesse perdido — ela sorri, nostálgica — Cuidou de mim. Ele não era ninguém. Apenas um homem simples, mas que me amava. Eu me apaixonei perdidamente, meses depois que você nasceu, depois veio o Cory. Mas o casamento nem sempre é um mar de rosas. E eu queria mais, exigia mais do seu pai. Talvez se eu não tivesse pressionado tanto, Cory hoje...
     — Todos nós nos culpamos pela morte do Cory — interrompo-a — Mas ninguém teve culpa.
     — Hoje eu sei disso. Não foi fácil, no entanto. Você ainda era uma criança quando tudo aconteceu, tentei poupá-la como eu pude. Eu só tinha medo de que, em algum momento, eu fosse perder o seu pai também. Tinha medo que ele bebesse e fosse dirigir, que pegasse uma arma e atirasse contra ele mesmo, ou exagerasse e entrasse em coma. Eu o amava muito. Então, quando ele mudou, aceitei como ficou depois. Nunca contestei nada, pois tinha medo de que voltasse ao que era. Presa a tudo isso, acabei esquecendo você, filha, que também precisava de mim.
    Lembro que, nessa época, foi o tempo em que mais fiquei com Lola. Pensei que meus pais estavam tão tristes comigo que nem conseguiam me olhar nos olhos.
     — Você sempre foi tão obediente e amorosa — ela alisa meu cabelo — Continuou sendo, mas agora percebo que não era feliz. Ficou retraída, e acreditei que fosse devido à morte de Cory, mas não, sufocamos você. Concentrei-me tanto no seu pai e a deixei de lado.
    Não sei o que dizer. Além de que, estou mergulhada nesse mar de confissões, sentimentos reprimidos e arrependimentos.
     — Eu percebia como as garotas na igreja desdenhavam você — ela confessa — No fundo era pura inveja. Como o seu pai disse, ficou uma jovem linda, poderia escolher o rapaz que quisesse. Ao mesmo tempo, era tão inocente disso. Então, quando ficou noiva do Maxwell, eu me senti vingada, duplamente. Não era um sentimento nada cristão, não é verdade? Mas estávamos de alguma forma dando o troco e calando a boca de todos.
     — Não, realmente não era um sentimento cristão — concordo sobre essa parte — Mas acho que agora consigo meio que entender.
     — Vingança é algo perigoso. Queria provar a mim mesma, àquele ex-namorado e para toda cidade que tínhamos valor. Então Max foi um covarde. Viramos comentários de toda a cidade, e sua reputação estava manchada. Foi pior do que aconteceu comigo.
    Eu sei como as pessoas podem ser mesquinhas e cruéis. Senti na pele isso.
     — Quando o Adam fez aquela declaração, e Harriet toda venenosa veio dizer que ele era rico e importante, vi que tinha superado isso. Que iria calar a boca de todos que falavam de você pelas costas. E vi como ele te amava. E como seu pai sentia sua falta. Eu sentia sua falta.
    Ela volta a soluçar.
     — Sempre falava com ele sobre vocês. Pesquisei sobre a família dele e reforçava em cima do seu pai. Sabia que ele estava cedendo. Por isso a convidei para o natal. Quando chegou sozinha e ainda por cima grávida, fiquei em choque. James ficou muito irritado com o que eu disse a você. Ficamos semanas sem nos falarmos. Eu vi nele algo que eu nunca vi: desprezo.
     — Mãe, eu...
     — Deixa eu terminar. Sugeri que desse o bebê porque achei mesmo que tivesse errado e fosse de algum sem-vergonha que a enganou. Achei que você podia recomeçar.
    — Entendo tudo, mamãe — tento controlar o peso da acusação em minha voz, mas é muito difícil — Menos ter sugerido dar o meu filho. Com ou sem o Adam, foi a melhor coisa que me aconteceu. Mesmo se ele tivesse sido filho de um relacionamento com um homem casado, como você pensou. Era meu filho.
    Ela balança a cabeça, aceitando tudo o que jogo em cima dela.
     — Como eu disse, não tenho desculpas ou justificativa para isso. Se serve de alguma coisa, me arrependi no momento em que disse e me jogou a verdade na cara. Mas saiu tão brava e magoada que não consegui me explicar depois. Também não tinha como explicar meu comportamento vergonhoso. Você estava certa. Estava mais preocupada com o que as pessoas iam dizer do que com sua felicidade. Só posso dizer que lamento e espero que um dia consiga me perdoar.
    Eu consigo perdoar, desde que ela seja sincera.
    — Está aqui porque me ama ou porque vou me casar com um homem rico e influente?
    Golpe baixo, mas preciso ter certeza.
     — Eu te amo, filha — ela torna a chorar — Provavelmente de um jeito meio torto, mas amo. Não quero ficar longe de você e do Benjamin, mas vou entender se for isso que quer.
    Lembro do que o Adam me disse uma vez, e vou repetir a ela.
     — O amor tem um lado feio também — abraço-a forte — Cabe a nós o tornar melhor.
    Todas as cartas foram colocadas na mesa. É hora de deixar o passado, finalmente, para trás.

    ****

    Já faz três dias que venho seguindo a rotina casa e hospital e vice-versa. Não que eu reclame. Adam e Benjamin estão bem, e a recuperação de ambos é excelente. Em dois dias, meu amor poderá voltar para casa comigo. E Ben dentro de dez dias.
    Minhas preocupações agora voltaram a ser meu novo filhote e o casamento.
     — O que foi? — Adam pergunta ao observar meu semblante sério — O que a preocupa?
     — Não é nada. Meus pais vão embora hoje, pois querem ficar mais tempo após o nosso casamento. E eu penso em bobagens.
    Ele me puxa para mais perto dele na cama. Que nenhuma enfermeira entrasse e nos visse assim ou levaríamos outra bronca. Culpa dele, claro. Eu sou apenas uma mulher grávida e indefesa que não é capaz de resistir ao homem mais sexy do mundo.
     — Me diz o que é? — insiste ele — Preciso pensar em outras coisas.
    Conheço essa voz rouca. Ele está excitado e frustrado por ter nossa vida sexual reprimida. Quando chegarmos em casa, darei uma bela surpresa a ele.
      — Estava pensando em nossa casa. Quando o bebê nascer, precisaremos de mais espaço.
     — Vamos procurar outra casa antes disso.
     — Mas eu gosto daquela casa — digo pesarosa — Somos tão felizes lá. Não podemos fazer uma reforma ou algo preciso? Ainda temos tanto espaço.
     — É o que você quer? — ele aperta meus dedos entre os dele — Então vamos derrubá-la e construir outra se for preciso. Falarei com o Richard depois.
    Eu continuo empolgada, dizendo a ele tudo o que gostaria de fazer. Inclusive acrescentar uma casa na árvore como a que ele, Liam e Katty tiveram.
    Voltamos a fazer planos. A sonhar com o futuro. Sabendo que podemos enfrentar juntos qualquer problema que surgir.
    O que não demorou muito a acontecer, com a visita do Peter.
     — Tenho uma notícia não muito agradável para dar — inicia ele olhado para mim — Por que não se senta, Penelope?
    Nem cogito a possibilidade de protestar. Foram dias tão difíceis e exaustivos. E tenho uma grande desconfiança de que ele está prestes a soltar uma bomba.
    — Eu já sei quem era Allyson — dessa vez ele encara Adam na cama — Na realidade, quem é Allyson.
    Adam havia me falado sobre a pessoa que tinha sido cúmplice de Nathan contra nós, com o intuito de nos separar e dar um fim a ele. Havíamos tentado não pensar que ainda há esse perigo rondando nossas vidas. Mas ele existe.
     — Quem? — pergunto ao Peter — Quem é essa Allyson?
    A pergunta certa deveria ser: o que ela quer e por que nos odeia tanto?



    9 comentários :

    1. Chorando....Não quero que acabe. Amo demais essa história!!!!

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    2. Esse capítulo foi MARAVILHOSO! AMEI <3

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    3. Elizabeth cada vez mim apaixono mais e mas lindoooo

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    4. Capítulo emocionante. .. muitas revelações dos pais... tudo posto em pratos limpos. . Uma nova chance para recomeçar!

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    5. Capítulo emocionante. .. muitas revelações dos pais... tudo posto em pratos limpos. . Uma nova chance para recomeçar!

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    6. Omg!!!!!finalmente, tava morrendo pensando q antes deles descobrirem quem era ela ia fzer algo pra eles!

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    7. Obrigada, por compartilhar esse capitulo tão maravilhoso e aguardado!

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    8. Cada dia mais apaixonada por esse casal!!!!! Amando os seus livros!!!!!

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