• Home
  • |
  • Sobre a Autora
  • |
  • Livros
  • |
  • Vídeos
  • |
  • Agenda
  • |
  • Parceiros
  • |
  • Contato
  • Além do Amor - Capítulo 5- Parte II

    No Air ( Dica Kelly Ketly)

    Outra vez eu me encontro remoendo o passado e tentando encontrar alguma coisa lógica que tenha levado Adam e eu ao que temos hoje.
     Começo a me perguntar se eu não havia reagido ao fim do nosso, já relacionamento delicado, de uma forma intempestiva demais. A única coisa em minha defesa é que o medo da dor, o desespero que tomou e angústia que me dominaram eram intensas demais. Eu queria buscar forças dentro de mim que me mantivesse em pé, nem que toda a energia que eu precisava viesse da raiva. Foi com a ajuda dela, que eu consegui virar as costas sem ouvir mais nada do que ele quisesse me dizer.
    Afinal eu já tinha o alertado ao Adam  que não permitiria que outra vez ele brincasse com meu coração.
    Agora, será que talvez eu deva dar a ele alguma chance de explicação?
    Não! Eu não posso fraquejar. Maldito homem sempre que ele aparece perco toda determinação que há em mim.
    Nos primeiros meses apesar de estar destruída por dentro, não vê-lo tanto ajudou a criar uma couraça em volta de mim. Ele quase não vinha a empresa e quando aparecia, eu sempre dava um jeito de escapar, nem que precisasse usar como recurso alguma doença.
    Hoje, depois do momento conturbado, mas quente, que tivemos na sala de arquivo, só me faz pensar o quanto eu sinto sua falta.  Daria adeus ao que eu devo chamar de dignidade apenas por alguns momentos como aquele. Por um único segundo em que seus lábios tocassem os meus.
    Que sua mão deslizasse pelo meu corpo causando a eletricidade que eu conheço tão bem. Fundir nossos corpos dando prazer ao outro com intensidade e paixão.
    Droga! Eu preciso de sexo. Não, eu preciso de sexo com Adam. Preciso do amor que só ele sabe me dar.
    Como é angustiante querer alguém que você sabe que não pode ter. A dor é insuportável. Adam e eu não fomos destinados a ficarmos juntos e preciso fazer com que meu coração entenda isso logo.
    — Senhorita, Walker?
    Como fazer um coração idiota deixar que a razão governe a nossa vida? Eu...
    — Penelope?
    Saio do transe em que estive mergulhada e encaro meu chefe. Sinto meu rosto queimar. Não é a primeira vez que ele me pega tão dispersa.
    — Senhor? — mexo nas pastas em minha mesa. Nao para demonstrar eficiência, mas sim porque nao sei onde enfiar a cara.
     — Quero que providencie algumas coisas para mim — diz ele em uma voz branda.
    Vejo que meu cérebro a quilômetros de distância não o afetou como de costume. Ele anda tão estranho ultimamente.
     — Algo pessoal... — sussurra Neil olhando de esgueira para os lados.
     É como se ele temesse ser pego fazendo algo de errado. O que é logicamente um absurdo. Não é a primeira vez que me solicita para resolver um assunto "pessoal." Certamente é encontro com uma das dezenas de suas amigas.
    Isso também já é algo que não me choca.
    — Quero que preparem o meu flat na Durant Plaza.
    Eu sabia. Tem mulher envolvida nisso.
    — Quero a melhor champanhe, um cardápio digno dos deuses, e muitas rosas...
    Minha caneta quase fura o papel quando ele profere a última palavra.
    O quê? Rosas?
    Houve vestidos, sapatos de grife, joias, mas rosas, nunca. Nem mesmo para a insuportável Mila, irmã do Evan que ele parece ter um relacionamento mais antigo.
     — Rosas? — pergunto para ter certeza.
     — Sim, rosas — ele me encara sem jeito — Vocês gostam de rosas, não é?
    Meu chefe, controlador e distante está mesmo perguntando se gostamos de rosas? Como se pedisse conselho a uma amiga?
    — Eh... eu gosto — murmuro — Acho que todas gostamos.
    Ele respira fundo. Parece aliviado com a minha resposta.
      — Vermelhas — ele sorri como um menino — Significa paixão, certo?
    Oh, Deus! Ele está mesmo perguntando a simbologia das rosas. Eu não sei quem é a mulher que está mexendo com ele dessa maneira, mas nesse momento não consigo sentir nada por ela além de inveja.
    Tia Lola ficaria muito feliz em saber que seu menino de ouro talvez esteja abrindo seu coração.
    Enquanto ele dita todas as suas exigências eu dou conta que sinto grande afeição por ele também. Desejo sinceramente que seja muito feliz.
    Alguém precisa ser feliz. Que seja ele, essa mulher misteriosa e a pequena Anne.

    ****
    Eu percebi que alguma coisa estava errada no momento em que abri a porta. Eu não havia deixado a luz da cozinha acessa é há ruídos vindo de um dos quartos. Automaticamente o medo tomou conta de mim. Flashes do primeiro dia do ano invadem minha cabeça como disparos de câmeras de paparazzi.
    Retrocedo, apesar das minhas pernas pesarem uma tonelada. Fecho a porta com cuidado e disparo em direção à rua.
    Ajo totalmente levada por instinto e quando me dou conta, já estou com o telefone.
     — Penelope? — o som da sua voz parece tão tenso como eu estou.
    — Tem alguém na minha casa — sussurro com medo que alguém me ouça. O que me parece ridículo já que o invasor continua lá dentro.
    — Onde você está? — indaga ele, dessa vez controlado.
     — Em frente ao meu prédio — informo olhando em direção ao meu andar — Não deveria ter ligado, Adam. Eu... Eu só não soube o que fazer. Devo ligar para...
    — Fique aí, estou indo — diz ele antes de encerrar a ligação.
    O quê? Ele só pode estar brincando. Da casa dele até a minha é um tempo relativamente longo para o homem lá dentro sair e eu virar apenas um estatística da violência urbana. Eu não vou ficar na rua a espera de ser uma nova vítima.
    No entanto, não quero sair daqui e deixá-lo em pânico quando não me visse. Mas também não posso deixar esse maluco enfrentar quem quer que seja que tenha invadido minha residência.
    Torno a ligar, mas a mensagem na caixa postal é a única coisa que consegui. Então eu faço o que qualquer pessoa normal faria em uma situação como essa e, o que eu deveria ter feito desde o começo; ligo para a polícia.
    Esqueço que vivo em uma metrópole, de acordo com a atendente o carro mais perto levaria cerca de quinze minutos para aparecer.
    Estou encurralada entre o medo e vontade de sair correndo. Decido esperar no vão entre duas lojinhas a dez metro do prédio. Não que seja seguro ficar ali, mas meu apartamento também não é. Além disso, posso ver o Adam ou a polícia quando chegarem.
    Cada minuto passa com uma lentidão assustadora. Eu estou ciente de cada sentido do meu corpo. Minha audição é capaz de detectar qualquer ruído, principalmente as batidas do meu coração. Meus lábios absorvem o gosto do medo enquanto minha pele hipersensível eriça  a leve brisa noturna.
    — Adam — sussurro seu nome assim que o vejo passar com um andar acelerado.
     — Adam! — coloco mais potência em minha voz para que ele me ouça dessa vez.
    Seus olhos me buscam na escuridão e eu saio do meu refúgio para que ele me veja.
     — O que faz aqui?  — indaga ele antes de me abraçar. — Sozinha.
    Sinto o perfume em sua camisa e não consigo evitar que doces lembranças invadam minha mente.
    É estranho, há algumas horas eu teria dado tudo por esse abraço.  Tenha cuidado com o que você deseja.
    — Eu não pensei em nenhum lugar para ir e não iria embora antes de você chegar — não tenho porque mascarar minhas emoções agora. — Mas a polícia está chegando.
    — Polícia? — ele parece tenso ao me afastar dos seus braços — Droga. Por que chamou a polícia?
    Eu queria voltar para os braços dele.
    — Por que era o certo a fazer — murmuro aflita quando ele segura meu braço  e tenta me levar de volta. — E como chegou aqui tão rápido?
     — Eu disse que estava a caminho... — responde ele — Estava por perto. Lembra a casa do meu amigo?
    Ciúmes é a palavra correta para definir minha reação ao que me disse. É algo completamente irracional quando tenho um maluco vasculhando minha casa, mas mordida de ciúmes é como me eu sinto.
    Ele estava a caminho para se encontrar com a outra!
     Maldita hora que tive a brilhante ideia de ligar para ele. Eu poderia ter pedido a ajuda a Max, por exemplo.
     — E acha que vai fazer o quê? — caminhamos com pressa e cada passo sinto que a minha aflição vai aumentando.  — Não pode ir até lá. Não tem ideia do maluco que está lá dentro. É perigoso.
    — Por que acha que há alguém? — ele para e vira o rosto em outra direção, fugindo de mim.
    — Por que eu vi! — insisto, nervosa.
    Eu sei que minhas emoções estão alteradas devido a tenção, mas eu posso jurar que vi um brilho de divertimento em seus olhos.
     — Viu? — a pergunta tem um que tom de ironia ou estou imaginando coisas  — Tem certeza?
    — Eu ouvi — corrijo agora incerta do que eu presenciei. — Tinha alguém lá dentro.
    Certo, nos últimos dias eu andei dispersa e com meus pensamentos distantes, mas não acho que estou maluca o suficiente para começar a inventar pessoas.
     — Fique aqui. Eu vou dar uma olhada.
    — Você só pode estar maluco — sussurro com medo de atrair atenção desnecessária para nós dois. — Adam!
    Ignorando meu alarde, vejo-o subir as escadas, pouco se importando com os riscos que ele está se colocando.
    — Qual o problema? — indaga, no mesmo momento em que ouço a sirene se aproximando  — Chamou a polícia. O que poderia acontecer?
    Vejo-o seguir para a entrada, nenhum som pode sair da minha boca, então permaneço na calçada com a respiração acelerada e rezando para que ele não faça nada de imprudente.   

    ****

    E foram trinta e cinco minutos constrangedores, seguidos de mais quinze minutos que eu não sei onde enfiar meu rosto. Eu tive que explicar aos policiais pouco amigáveis que o temível invasor, era nada menos do que minha prima maluca, enquanto Adam ouvia meu depoimento mal disfarçando o riso. O que me deixou ainda mais furiosa.
    — Senhorita, tenha certeza se há mesmo perigo na próxima vez — o policial mais rabugento me encara rispidamente antes de ir para a saída — Perdemos nosso tempo e alguém poderia precisar da nossa ajuda.
     — Sinto muito — desculpo-me sem jeito. — Eu realmente lamento.
    Esse é um dos momentos que você tem vontade de desaparecer.
     — Ela fez o que precisava ser feito — Adam se coloca ao meu lado, abraçando minha cintura em um jeito protetor — Esse é o seu trabalho, não é?
    — Cuide melhor da sua namorada, senhor. Esse deve ser seu trabalho — diz o oficial resmungando com seu parceiro antes de cruzar a porta — Esses jovens de hoje...
    Assim que eles vão embora eu me afasto de Adam evitando encará-lo.
     — Desculpe. Eu não quis estragar sua noite  — respiro fundo. Sou uma  perfeita  idiota — Eu só fiquei com muito medo. Depois do que houve, foi a primeira pessoa que eu pensei em procurar.
    Mesmo de olhos fechados e de costas para ele eu posso sentir seu corpo rente ao meu.
     — Estou aqui... — não sei se a voz rouca ou seus dedos deslizando em meus braços que me causam um esse estremecimento. O calor do seu  corpo incendiando o meu — Sempre vou...
    — Penny?
    Juliene volta a sala, agora devidamente vestida. Quando cheguei com os policiais usava apenas um robe que evidenciava ter acabado de sair do banho.
     — Ainda está brava comigo?
    Aproveito-me da sua interrupção e vou para longe dele. Eu só tenho forças quando estou longe.
    — Nao, mas precisamos esclarecer algumas coisas — coloco meu braço em volta dela e olho para Adam — Não vou retê-lo mais, pode seguir para o seu encontro. 
    — Penelope...
    — Obrigada por ter vindo  — caminho até a porta e mantenho-a aberta.
    Seu olhar é irado em direção a mim. Estou tão zangada quanto ele. Na última meia hora eu tive um suposto estranho invadindo meu lar, dois policiais me fazendo sentir idiota, mas minha única e verdadeira preocupação é com quem Adam irá se encontrar essa noite. Será que ela é bonita e agradável?
    Indagações como essas, martelando em minha cabeça me fazem perder a cabeça. Odeio imaginar que outra será dele essa noite.
    — Tudo bem, cuide-se — sua mão toca o meu rosto e vejo-o sair.
    Apesar de estar muito brava com minha prima agradeço que ela esteja aqui comigo. Seria muito difícil passar mais uma noite sozinha, sentindo pena de mim mesma.
    — Pode me bater se quiser — sugere ela com um sorriso travesso — Embora eu acho que queira fazer isso com outra pessoa.
    — Acredite,  isso não está muito longe de acontecer — suspiro ao passar o ferrolho na porta.
    — Pensei que tivesse virado a página — murmura ela quando seguimos abraçadas até a cozinha.
    É o que eu digo a ela sempre nos falamos por telefone.
    — Quem supera um homem como ele?
    Posso ter mentido para Lola, Juliene e até para mim na tentativa de seguir em frente. Mas jamais vou me apaixonar assim novamente.
    — Ainda bem que não existem muitos como ele por aí — murmura ela sorrindo — Destruidores de corações.
    — Não diria isso se conhecesse o Liam — sorrio de volta.
    Ele é mais despojado, engraçado e solto, mas eu diria que é tão letal como o irmão.
    — Se ele for tao bonito quanto...
    Por um breve  momento penso em Juliene e Liam como um casal.
    Não. Isso não daria certo.
    — Fique longe dele — interrompo-a com um olhar firme. — Agora me conte por que veio até aqui?
     — Já tenho 21. Está na hora de cuidar da minha vida.
     — Fugiu de casa de novo, Juliene?  — indago, incrédula.
    Nada como um drama familiar para nos fazer esquecer dos nossos problemas.
     — Não diria fugir — murmura ela, seu olhar esgueirando-se do meu — Agora sou adulta, lembra? Eu só quero dar um rumo a minha vida.  Posso ficar aqui com você?
    Não foi a pergunta que fez meu corpo refecer, mas meu sexto sentido me indicado que isso me traria problemas.



    17 comentários :

    1. Será que o próximo livro é do Liam?? Com a Juliene??

      ResponderExcluir
    2. A cada capítulo Amo mais ainda o livro...

      ResponderExcluir
    3. A cada capítulo Amo mais ainda o livro...

      ResponderExcluir
    4. Hum!!! Será!?!? Mas é Adam e Penélope?? Pelo andar da história ainda vai correr quase toda a história da Jenny para só então os dois se acertarem!! Seria isso meu Deus??

      ResponderExcluir
    5. Se nessa equação for constar o casal Juliene e Peter, Penélope terá problemas! Ainda tem a festa de Peter para acontecer e provavelmente essa prima louca de Pê, marcará presença! Adorando o livro!

      ResponderExcluir
    6. Otimo capitulo! As musicas sao sempre espetaculares!! Obrigada!

      ResponderExcluir
    7. Perfeito como sempre!!!!
      Se Charmosa soubesse que o encontro do Adam é com ela, ou seja, com todas as câmeras de vigilância do apartamento.
      Andreza Viude.

      ResponderExcluir
    8. Amei!!! Juliene e Liam um novo casal irá se formar.

      ResponderExcluir
    9. Hahaha. Juliane se aproximando pra começar a deixar o Liam doido.
      O Adam tbem foi bem filho da mãe. Ele ja sabia q era a Juliane lá dentro. Fez a coitada passar maior vexame com os guardas. ...esses dois sao fogo.
      Pq vcs nao se entendem logo, pq nao aparece o fdp q esta fazendo eles sofrerem tanto? Haja sofrencia.

      ResponderExcluir
    10. Acho juliane e Peter seria bem divertido.

      ResponderExcluir
    11. Elizabeth, não leve a mal o que vou dizer, já li todos os seus livros, são maravilhosos, mas este, acho que vc não está sendo escrito num bom momento seu, está repetitivo e cansativo, sem emoção, sem nos deixar com aquela expectativa para o próximo capítulo. Não fique chateada comigo, é só a minha opinião. Bjs

      ResponderExcluir
      Respostas
      1. Eu estou de acordo com você. E digo isso com todo o respeito do mundo, acho que o livro está ficando muito enrolado, parece novela mexicana... Amei os outros livros e sou uma grande fã da Elizabeth!

        Excluir
    12. Ai meu deus tadinhos deles, se amam tanto mas separados, coitada da charmosa, que constrangimento com a policia, o Adam deveria ter dito a ela kkkk, eita a Juliane com a charmosa, nossa acho que é agora que o Liam irá conhecer a dona do seu coração, uhuuuuuu, louca por isso.

      ResponderExcluir

    Obrigada por seu comentário. Volte sempre!

    O Preço de um amor

    Book trailer - Seduzida

    BookTrailer