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  • Capítulo 28 - Parte 1



    The End - King of Leon 
    Eu vejo você à noite
    Sentado em seu trono
    Brincando com uma bola de fogo
    E apoiado na parede
    Eu só quero te segurar
    Levá-lo pelas mãos
    E dizer que você é bom o bastante
    E dizer-lhe que vai ser duro

    Capítulo 28

    Adam


    Estamos a alguns dias do Feriado de Quatro de Julho. Eu verifico com minha secretária se tudo que eu havia planejado para esses quatro dias de folga com Penélope aconteceria conforme solicitei.
    A casa à beira da praia que aluguei já está arrumada e abastecida, e todos os outros preparativos estão finalizados.  Não sei qual será a reação dela sobre isso. Mas eu senti que precisava disso. Ninguém magoa minha pequena e passa impune, meu senso de justiça fala mais alto, na verdade, ele grita.
    Eu só espero que ela não fique irritada ao ponto de querer arrancar minhas bolas com os dentes. Pensando bem, não seria tão ruim ter aquela boca atrevida levando-me ao céu, e a pequena aprende rápido e sabe como fazer. Só a lembrança da diabinha de joelhos, me fodendo com sua boca, é suficiente para me fazer ficar duro feito o diabo.
    — Aqui as chaves Sr. Crigton — Veronica me entrega o envelope assim que saio da minha sala — Também chegou isso.
    — Obrigado, Veronica. Está dispensada por hoje.
    — Obrigada, tenha um bom feriado.
    Vejo-a pegar sua bolsa e sair apressadamente e pego-me pensando sobre os últimos dois meses, no qual trabalhamos juntos. Ela é bem reservada e quase nunca puxa assuntos desnecessários comigo. Nossa relação chefe e funcionária tem sido estritamente profissional, mas estamos nos dando bem e eu prefiro assim.
    Charmosa e eu também estamos muito bem. Minha família a adora, principalmente as gêmeas. Após a festa, levei-a novamente a casa dos meus pais para um almoço de domingo e um jantar durante a semana quando Liam apresentou sua nova namorada, Nicole. Bem, essa não foi tão bem aceita. Katty e minha mãe detestaram a modelo exuberante e fria. Já o tonto do meu irmão parece deslumbrado.
    Penélope e eu também fomos algumas vezes à casa de Katty, que, definitivamente, adotou-a como irmã. Crescer com dois irmãos deve ter sido complicado para ela. E, embora tenha tido muitas amigas na adolescência, algumas se afastaram quando ela se tornou mãe tão cedo. Acho que sente falta de companhia feminina, já que Frank é filho único e entre ela e Nicole parece não haver nada em comum.
    Em meio a tudo isso sinto que Penélope é mesmo a mulher da minha vida. Estou até ensaiando como dizer ao Neil que havia me apaixonado por sua secretária. Na verdade, acredito que ele já desconfie, ele não é estúpido. É muito difícil para mim manter distância dela sempre que vou ao escritório dele. E, mesmo esse caso Romeu e Julieta ter sido divertido no início, estou cansado de me esconder.  Estou cansado de olhar feio para os homens que a encaram como se a devorasse com os olhos. Preciso que todos saibam que ela é minha, mas, antes disso, precisamos colocar algumas pedras sobre o passado. Após isso, eu vou garantir que minha princesa só tenha motivos para sorrir.
    Com esses pensamentos vagando em minha mente, meus olhos caem sobre um dos envelopes em minhas mãos. O título confidencial me chama atenção. Sento-me na quina da mesa, de costas para a entrada, e observo a carta com mais atenção. Não há dados do remetente. Rasgo a lateral e encontro uma folha branca. As palavras digitadas, garrafal e em negrito.
    VOCÊ TIROU TUDO O QUE EU TINHA, AGORA IREI TIRAR TUDO O QUE VOCÊ TEM.
    Não é a primeira vez que eu recebo ameaças. Como advogado eu tenho que lidar com todo o tipo de pessoas. Muitas delas não ficam felizes comigo. Mas, em sua maioria, são xingamentos e ameaças no tribunal, após cada caso ganho. Um pedido de restrição, uma ação judicial ou um recado, nem sempre ortodoxo de Peter, resolvem a questão.  Portanto, isso nunca me preocupou muito, pois, antes, a raiva nunca foi direcionada a alguém além de mim.
    Volto a guardar a folha no envelope, procurando tocá-la o mínimo possível. Provavelmente o remetente teve todo o cuidado para não deixar suas impressões digitais no papel. No entanto, prefiro ser cuidadoso. Certamente, essa é uma brincadeira de mau gosto para me irritar. É muito provável que seja alguém de um caso novo querendo desviar minha atenção. Não vou ficar paranoico em relação a isso. Enviarei ao Peter e verei o que ele conseguirá descobrir.
    Jogo o envelope na mesa e, quando estou prestes a contatar Peter e relatar o ocorrido, sinto duas pequenas mãos de seda sobre meus olhos. Não preciso de dicas para saber a dona dos dedos delicados em meu rosto. Conheço seu toque mais do que ninguém.
    — Rapunzel — murmuro, entrando na brincadeira.
    Ela balança minha cabeça, informando que eu havia errado.
    — Charmosa — prossigo, novamente. Ela balança minha cabeça e eu imaginando suas bochechas coradas e rosto emburrado.
     Ela finge muito bem não gostar dos apelidos carinhosos que demos a ela, mas, no fundo, eu sei que adora cada um.
    — Penélope Charmosa Rapunzel — agarro sua mão e giro-a de frente a mim — Todas as alternativas estão corretas.
    — Você não disse meu nome — ela sorri e mostra-me a língua.
    Esse pedacinho dela que eu amo e faz loucuras comigo. Nunca imaginei que um dia eu amaria alguém ao ponto de imaginar algo acontecendo a ela, fizesse eu sentir uma dor em meu peito, capaz de tirar o ar dos meus pulmões.
    Penso sobre a carta: ...irei tirar tudo o que você tem.
    Claro que minha família faz parte de tudo o que eu tenho, mas Penélope tornou-se algo mais: ela é a extensão de mim mesmo; a metade que me completa e me faz inteiro.
    Abraço-a assustado de que essa ameaça esteja direcionada a ela, pois nada me feriria tanto quanto se alguém cogitasse em fazer mal a ela. Isso eu não posso permitir, não sobreviveria à outra perda.
    — Adam... — sussurra ela, contorcendo-se em meus braços — Não consigo respirar, querido.
    Afrouxo meu agarre em volta dela ao dar-me conta que estava me deixando levar por um pânico sem fundamento. Não há nada para me preocupar além de um imbecil com sua brincadeira insana.
    — Desculpe — murmuro para ela enquanto tento me acalmar — Me deixa olhar um pouquinho para você.
    Seguro seu rosto delicado entre minhas mãos e dedico todo meu tempo para olhar para ela. Escovo meus dedos em sua pele suave e me delicio com a suavidade.
    — O que você tem? — pergunta ela, encarando-me com certa preocupação — Está esquisito hoje.
    — Nada — sorrio para garantir que tudo está bem. Não quero alarmá-la sem necessidade alguma — Só gosto de olhar para você, não posso?
    — Não quando temos uma viagem pela frente — murmura ela com um sorriso na voz — E você nem me disse para onde nós vamos.
    — Ah, a curiosidade feminina — beijo seus lábios rapidamente — Confia em mim?
    — Sempre.
    Pego minha pasta e jogo o maldito envelope dentro dela, tomando cuidado para que ela não olhasse.
    — Vamos! Pelos próximos quatro dias, você é toda minha.
    Seguimos abraçados até o elevador. A maioria dos funcionários já deve ter ido embora, pois não há muito movimento pelo prédio. Provavelmente estão ansiosos para encerrar a sexta-feira.
    — Segura para mim! — ouço uma voz feminina assim que entramos.
    Grace entra apressada, segundos antes das portas fecharem. Puxo Penélope, encaixando ainda mais seu corpo ao meu. Inconscientemente, ela apoia a cabeça em meus ombros e continua a falar sobre a viagem. Grace pouco disfarça o olhar questionador sobre nós dois, o que me irrita profundamente.
    Sim, ela é minha namorada — gostaria de dizer a ela, mas isso apenas aguçaria a curiosidade de Penélope e não quero iniciar o fim de semana com o fantasma da Grace entre nós dois.
    — Até logo, Adam — diz a ordinária assim que fazemos menção de sair — Diga ao Peter que a Grace mandou um beijo a ele.
    Filha da puta!
    Sinto Penélope ficar tensa em volta de mim. Não é difícil ligar essa Grace à secretária que eu havia fodido na minha casa.
    — Está tudo bem? — pergunto, alarmado.
    — Sim — Penélope respira fundo — Ela queria me provocar, não é?
    — Não ligue para ela — beijo-a com carinho, procurando espantar o ar de tristeza — Onde está sua mala?
    Mudo de assunto, percebendo que ela havia subido de mãos vazias.
    — Na entrada — murmura ela — O segurança foi muito gentil em guardar para mim.
    Gentil? Olho para ela de cima a baixo.  O decote singelo pouco revela dos seus seios fartos, mas a saia do vestido azul mostra mais de suas pernas do que eu gostaria.
    — Então, vamos.
    Seguro sua mão e guio-a até a saída.

    *****
    Embora o combinado tenha sido nos encontrar no escritório e seguir viagem, inventei uma desculpa qualquer para passar em minha casa e deixar minha maleta por lá. Eu não vou correr o risco que ela encontre o envelope. Antes de sair, enviei uma mensagem a Peter. Ele ficará em New York trabalhando. Pedi que, assim que ele pudesse, fosse até minha casa e investigasse sobre a carta anônima.
    Procurei agir como se nada tivesse acontecido, jogar o ocorrido para o fundo da minha mente. Penélope tem uma sensibilidade incrível, esconder algo dela não é uma tarefa fácil. As últimas semanas me provaram isso. Ontem à noite, quase revelei meu plano a ela, que, com seu jeitinho, quase me fez falar mais do que eu devia. Minha vantagem é que, na arte da sedução, sou tão imbatível quanto ela, logo nos enveredemos em uma noite carregada de paixão.
    Durante metade do caminho até nosso destino final, ela manteve-se atenta. Vez ou outra me provocando com as mãos em busca de alguma pista, mas eu me mantive firme. No início da madruga, o sono e cansaço haviam vencido.
    Olho para ela ao parar no semáforo. Vejo-a se remexer no banco e seus olhos abrem-se para mim. A manhã está nascendo e ela protege o rosto da claridade do dia.
    — Estamos chegando?
    Sorrio encantado com a sonoridade da voz rouca e sensual, enquanto ideias nada puritanas passam por minha cabeça.
    — Em alguns minutos — informo a ela.
    Eu remexo no banco quando avisto a placa que dá boas-vindas à cidade. A hora da verdade havia chegado e me pergunto se eu não tinha ido longe demais.
     — Bem-vindos à Edgardtown... — ela sussurra incrédula e olha para mim — O que significa isso?
    Eu tento manter as mãos firmes no volante, mas essa é uma tarefa muito difícil, não quando vejo seu rosto conturbado e olhar de pavor enquanto avanço cada vez mais para dentro da cidade. 
    — Você conhece minha família, alguns amigos, um pouco da minha história...  — murmuro com calma — Você fala dessa cidade com tanto carinho que eu quis conhecer mais sobre ela e você.
     A verdade não é essa, mas, por enquanto, essa explicação terá que servir.
    — Pare o carro!
    Eu faço isso rapidamente fazendo uma manobra brusca, já que Penélope praticamente voa sobre a porta abrindo-a. Respiro fundo para conter meu coração acelerado e me controlar para não gritar com ela. Somente porque eu vejo o quanto está abalada impede-me de dar ela um bom sermão por ter agido de forma tão irresponsável tentando sair de um carro em movimento.
    — Não posso fazer isso — diz ela caminhando em direção de onde viemos — Por que me trouxe aqui?
    O olhar magoado é como uma faca rasgando meu peito.
    — Para enfrentar o passado e seguir em frente.
     — Eu não quero isso — sua voz soa determinada — O passado ficou para trás junto com toda merda da minha vida.
    — Não ficou — aproximo-me dela, segurando seu rosto, obrigo-a a olhar para mim — Mas vai ficar, eu prometo. Confie em mim. Lembra? Você disse que confiava.
    Observo-a lutar com ela mesma. Eu acredito que estou pedindo demais. Afinal, eu levei anos para exorcizar os próprios demônios, não é justo exigir que ela encare seus fantasmas dessa maneira.
    — Você tem certeza? — pergunta ela, surpreendendo-me.
    Meu lado protetor quer dizer que não. Quero colocá-la em meu colo e levá-la para longe de tudo e todos que possam ferir seu coração outra vez. Mas há outra parte de mim que fala mais alto. A parte justiceira que tem orgulho da pessoa que ela havia se transformado e que deseja mostrar a todos que essa mulher extraordinária é minha.
    — Eu confio — murmura ela me abraçando.
    Apoio sua cabeça em meu peito sabendo que isso é tudo o que eu preciso: seu amor e sua confiança. Agora é hora de enfrentar alguns abutres desprezíveis.

    24 comentários :

    1. Ah meu Deus!!!
      O que está por vir, hein???
      Por fvr, não nos deixe somente com este capitulo....quero maisssss!!
      Os conflitos só estão começando...será?
      ...adoreiiiu...continue assim...bjs

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    2. Contando os dias para que esteja disponível na Amazon ❤️❤️❤️❤️

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    3. Pena que acabou! Estava ficando tão bom! Adorei a música! Na espera de mais!

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    4. lindo como sempre, pena que você não pode postar todos os dias, pelo que vc falou ta faltando pouco pra terminar não....

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    5. Que bom que vc continuou a postar aqui! Eu pensei que iria só postar no watpad! Eu já estava com saudade das suas postagens! Obrigada! Amei o capítulo! Coitada da Charmosa ter que enfrentar o passado! Bjs

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    6. Eu amo qnd vc alimenta meu vício. Mas eu sempre quero MAIS. vc é linda. ótima escritora.

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    7. Amando!!! Gostaria de ler essa estória todos os dias, quando lançar na Amazon irei comprá-la!!! Quem será que o está ameaçando??? Grace, sua nova secretária, sua es-sogra, quem??? Hiper curiosa, quero mais!!!!

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    8. Amei! A Grace é uma cobra!!! Eu acho que foi ela que enviou a carta!

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    9. Avemariaaaaa Elisa que capítulo mara amoooooo de mais o Adam ansiosa pelo proximo

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    10. Eu quero mais!!!!! Penélope é tão foda! *-* eles são lindos!

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    11. Ai meu core, espero que nao seja nessa viagem que as coisas comecem a desandar.

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    12. Suely Araujo de Santana3 de julho de 2015 09:47

      Muito bom!

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    13. O Adam não faz ideia como o pai da Charmosa é ............ela vai sofrer. Vamos aguardar. Espero que não muito kkkkkk. Andreza Viude

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    14. OMG agora fiquei super curiosa ����

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    15. Ai fiquei preocupada com essa carta anonima, acho que é a ex sogra, aquela mulher não me engana. Ai tão lindo esse casal, o Adam estão muito apaixonado é perceptível isso. Ansiosa por mais, que linda história minha diva querida.

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    16. Que tenso essa carta anonima...Adam é um amorzinho,simplesmente apaixonada!!

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    Obrigada por seu comentário. Volte sempre!

    O Preço de um amor

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