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  • Além da atração - Capitulo 2



    Adam


    Antes de sair do elevador, que me leva a cobertura, reservo de dois a três segundos para encarar a placa, que leva meu nome, e as salas que espalham-se pelo andar após a recepção.
    Crighton Advogados — informa a placa prateada na recepção.
    Sou o primeiro a chegar, como de costume. Passo pela mesa de minha secretária, ainda vazia, cálculo que deva iniciar suas atividades em meia hora.
    Entro em minha sala, e como em todas as manhãs, sou presenteado com a paisagem e energia de uma Manhattan esplendorosa, através da janela de vidro que vai do chão ao teto, atrás da minha mesa.
    Passeio os dedos pela madeira antiga, datada do século IX, antes de acomodar-me na cadeira que completa o jogo. A mesa, recentemente restaurada, foi adquirida em um leilão, quando fui a um encontro com uma das minhas últimas conquistas. 
    A peça pertenceu a um Sheik com fama de mulherengo. Não foi a história fantasiosa, contada pelo leiloeiro, sobre o Sheik depravado, que usava a mesa como cama, que me atraiu, mas a beleza e resistência dela, além de possuir uma elegância singular, exatamente como tudo à minha volta — possui resistência e ao mesmo tempo sutileza.
    Volto a olhar em torno da sala, satisfeito. Orgulho-me de quem sou e tudo o que conquistei.
    Após aquele dia fatídico que vitimou Cecilia e meu filho, dediquei-me com afinco aos estudos e posteriormente ao trabalho. Dois anos depois, eu estava formado e trabalhando sob a supervisão do professor Peterburg, que apesar de claramente admirar e confiar em minha capacidade como advogado, também sempre exigiu muito de mim.
    Há dois anos fui convidado para ser um dos sócios em sua empresa, convite que recusei, prontamente. Embora ele tenha ficado de certa forma, decepcionado, entendeu meus motivos. Eu queria construir o meu nome, minha própria companhia, meu império. Algo que meu pai e minha família pudessem sentir orgulho. Era mais do que um sonho conquistar tudo isso, era minha obrigação, meu dever acima de tudo. Não foi por isso que duas vidas haviam extinguido?
    Nos dois anos seguintes, o escritório havia ganho causas importantes, eu havia vencido batalhas judiciais, praticamente perdidas. Quanto mais difícil parecia o caso, mais atraente tornava-se para mim. É o desafio que me move e impulsiona.
    Aliado a isso, há o fato de que me uni a profissionais brilhantes, em sua maioria, colegas com quem estudei, juntos, fizemos em pouco tempo que minha empresa tornasse-se uma concorrente de peso, incomodando as mais antigas e tradicionais companhias da cidade. E umas das coisas mais importante que aprendi com o professor Petersburg era trabalhar com os profissionais mais competentes. 
    Minha mais recente aquisição no escritório é Savanna Hernandes, especialista na área criminalista, que vem realizando um trabalho excepcional e invejável. Savanna é brilhante.
    — Já está aqui?
    Minha secretária entra com algumas pastas e a agenda do dia em suas mãos.
    — Temos auditoria na DET hoje, lembra-se? — espalho as pastas sobre a mesa, separando-as por ordem de importância — E a última audiência da Steel Sky contra Morrison.
    — Atualizei todos os horários no aplicativo — Grace caminha até mim.
    Tenho uma visão privilegiada de seus seios no avantajado decote, quando ela inclina na mesa para depositar a pasta preta.
    — E esse é o convite para a festa de fim de ano da DET — ela balança o convite branco com letras douradas, diante dos meus olhos, como se fosse bilhetes de loteria — Eu já posso escolher o vestido?
    Escoro-me na cadeira para apreciar suas pernas quando ela senta na quina da mesa, abrindo as pernas de forma sedutora.
    — O que a leva crer que eu levarei você?
    Nós tivemos um caso há alguns meses. Transamos muitas vezes nessa mesma, após um longo e cansativo dia de trabalho. Foi meio que impossível fugir do velho e conhecida clichê, chefe e secretária. Arriscado? Eu sei, afinal, ela poderia usar isso contra mim nos tribunais, mas eu gosto do perigo. Sinto-me como se eu estivesse me testando a cada segundo. Como se eu fosse minha própria bomba relógio, prestes a explodir. Mas assim, rápido como começou, nosso caso teve um fim. A verdade é que o trabalho, as festas, as mulheres deixaram de ser algo atraente após algum tempo. Passou a ser algo natural em meu cotidiano.
    No trabalho, poucos casos me chocam, na vida pessoal, nenhuma mulher me impressiona além do habitual. Elas sempre queriam duas coisas — sexo louco ou um pedido de casamento — eu fico com a primeira opção.
    — Tem algum tempo que não sai com ninguém — diz ela, dengosa, enquanto mexe em minha gravata — Eu fui com você ano passado, lembra?
    Como poderia esquecer? Foi após aquela festa que transamos a primeira vez. Grace havia acabado de ser contratada por mim. Estava empolgado e eu cínico demais com as conquistas do escritório, tudo que eu queria era exibir uma linda mulher em meus braços já que a modelo que eu saía na época, havia cruzado o limite de amante para possível futura esposa, então, eu a havia dispensado, sem pestanejar. Algo que ela não ficou nada feliz, fui obrigada a pedir uma liminar para que ficasse longe de mim.
    Quanto a minha secretária? Grace é atraente, isso é inegável. Morena, olhos amendoados, pernas torneadas e seios fartos, o perfil de mulher que me agrada, dentro e fora da cama — além de na época estar disponível e receptiva.
    — Grace... já conversamos sobre isso — seguro a mão dela, impedindo-a de introduzir seus dedos dentro da minha camisa — Foi divertido por um tempo, mas você sabe que eu não tenho nada a oferecer a você.
    Nunca a enganei ou fiz falsas promessas a ninguém, o casamento, nunca fez parte dos meus planos, com ela ou qualquer outra mulher, além disso, nunca permiti que a relação se aprofundasse o suficiente para isso. 
    — Eu não estou pedindo nada, Adam — com a ponta do sapato ela incita meu pênis — É apenas uma festa onde nós dois podemos nos divertir.
    Esse é um jogo perigoso, ela é minha secretária, e até o momento estou satisfeito com o trabalho dela, por outro lado, somos adultos, o que fazemos fora do escritório não é da conta de ninguém. Aliás até o que fazemos no meu escritório não é da conta de ninguém. Essa é uma das vantagens de ser o dono majoritário.
    Se Neil tivesse conhecimento do teor dos meus pensamentos, me arremessaria janela a fora, apenas com um olhar fulminante. A política dele é: Nunca envolver-se com uma funcionária, ele nem mesmo aprovava esse relacionamento entre eles.  
    — E o que o seu namorado pensa sobre isso? — pergunto.
    —Não estamos mais juntos — ela desliza pela mesa e vem parar em meu colo, de frente para mim — Eu conheço as regras, não se preocupe.
    — Grace... — sussurro quando ela abre o cinto e desliza o zíper, tomando meu pau em suas mãos — Seria lamentável ter que despedir você.
    Não refiro-me ao sexo que estamos prestes a fazer em minha sala, mas sobre a linha que eu havia demarcado há muito tempo. Nada de envolvimentos afetivos!
    — Eu vou garantir que não seja necessário — geme ela, antes de erguer-se e deslizar a calcinha rendada por suas coxas.
    — Espere! —paro-a no meio do caminho até meu pau que já está pronto para uma boa fodas com ela. Abro gaveta e tiro um preservativo de lá — Não sem isso!
    Rasgo a embalagem laminada com os dentes e em alguns segundos tenho-a cavalgando sobre mim. Não posso negar, sexo é bom, muito bom e adoro uma boa foda.
    Com ela enroscada em minha cintura, afasto as pastas, jogando-as no chão. Deito-a sobre a mesa e inclino sobre seu corpo, marcando sua blusa preta de seda, com chupões molhados em seus seios. Fodo-a como ela quer, de forma pujante, quase violenta.
    Sinto que meu corpo precisa disso, mas, minha mente está muito longe — apesar do ato prazeroso, é quase automático.
    — Adam! — ela geme meu nome, atordoada — Isso, querido! Com força!
    Apoio seus pés em meus ombros e tomo-a com mais força. Abdiquei da vida matrimonial, mas não transformei-me em um monge, gosto e faço sexo, dando e recebendo prazer. Depois do meu trabalho, transar com uma mulher é a melhor parte do meu dia, ainda que nos últimos meses tenha ficado tudo ainda mais mecânico. Fugir de sentimentos acaba nos transformando em alguém vazio, uma pessoa que já não reconhecemos mais.  
    O celular em minha mesa toca, misturando-se aos gemidos dela, reconheço o número na tela, e apesar do olhar indignado de Grace, eu atendo, colocando o aparelho no viva voz.
    — Adam! E aí seu grande, filho da mãe! — a voz de Peter ecoa do outro lado da linha — Estou de volta. Sentiu minha falta?
    Peter esteve na Espanha fechando um contrato importante para sua empresa de segurança e investigação.
    Ordeno com o dedo para que ela fique em silêncio e, volto a me afundar dentro dela, deslizando suavemente de dentro para fora. A sensação de prazer leva-me a fechar os olhos, desfrutando.
    Vejo-a morder seu pulso e revirar os olhos quando dou uma estocada mais intensa.
    — Pensei que as espanholas fossem conquistar você — murmuro, impressionado com meu auto controle em fodê-la e falar com ele ao mesmo tempo. Pensando bem, a ideia de ter outra pessoa sendo testemunha de algo tão íntimo é excitante.
    Quando percebo que ela já não é capaz de segurar os gemidos, pressiono minha mão em seus lábios, e aumento a velocidade em meu quadril.
    — São gostosas, mas ninguém me conquista tão fácil assim — diz ele cheio de marra — O que anda fazendo?
    — No momento — sussurro com a voz rouca — Fodendo minha secretária em cima da mesa.
    Vejo-a contorcer-se e agarrar a borda da mesa. Eu fecho meus olhos e deixo-me levar pelas ondas de prazer dominando meu corpo.
    — Se eu não soubesse o maníaco por trabalho que você é — ironiza ele — Diria que está fodendo-a no sentido literal.
    — Isso! — gemo com prazer, ignorando-o, enquanto junto-me a ela em um orgasmo vertiginoso — Caralho, isso é bom.
    Um silêncio instaura-se do outro lado, por alguns segundos. Apoio a cabeça entre os seios dela, enquanto me recupero.
    — Filho da puta! — exclama ele — Tá mesmo comendo sua secretária, na sua mesa?
    — Claro que não — limpo a garganta antes de falar com ele.
    — E esses gemidos? — pergunta ele, desconfiado.
    Foi interessante comê-la com ele na linha, mas não iria expô-la dessa forma. Não seria decente da minha parte. Ainda mais que frequentemente Peter vem ao meu escritório e, não perde a oportunidade de paquerá-la. Se Grace dará ou já deu uma chance a ele, é uma escolha dela, mas não preciso ou vou, fazer com que ela pareça uma vagabunda. Meu conceito é que as mulheres têm o direito de aproveitar tanto do sexo quanto os homens, sem ter que serem taxadas de fáceis ou ordinárias.
    — Queria provocar você — imito meus gemidos anteriores e começo a arrumar minhas roupas.
    — Babaca! — provoca ele — Seria um grande avanço que fizesse isso. Acho que em questão de chatice você só perde para o Neil.
    Não somos chatos, ele sabe disso. Somos seletivos e não enfiamos nosso pau na primeira vagina que vem pela frente como ele.
    — Você precisa de um médico, Peter — murmuro com calma — Isso não é normal.
    — Já tenho um analista — murmura ele — Hoje preciso de uma boa transa, por isso liguei.
    — Quer transar comigo? — ouço a risada do outro lado e levo um tapa de Grace.
    — Encontro você na boate hoje à noite — diz ele com a voz melosa — E não se atrase. Odeio esperar pelos meus homens.
    Caio na risada e observo Grace ajeitar suas roupas.
    — Estarei lá — informo a ele, que desliga em seguida.
    Penso na amizade em que havíamos desenvolvido. Conheci-o através de Neil e não demorou muito tempo para termos construído uma sólida amizade. As noites de pôquer, os negócios que, de certa forma, nos unem e o fato de nenhum de nós estarmos interessados em compromisso, solidificou ainda mais nossa amizade. Compreendemos uns aos outros e não fazemos críticas.
    — Então, vai me levar a festa? — pergunta Grace, recolhendo as pastas no chão.
    — Essa foi a forma que encontrou de me convencer?
    — Não — ela sorri, maliciosa — Gosto de fazer amor com você.
    Eu não virei com a frase, não fizemos amor, transamos, isso é desnecessário, ela sabe. Contudo se Grace precisa romantizar o que houve, não vejo problema algum, desde que não crie falsas expectativas sobre nós dois.
    — Obrigado Grace... sexo de manhã — digo cínico e aperto o nó da gravata — é mesmo relaxante.
    — Que bom que está satisfeito — murmura ela, orgulhosa de si mesma — Isso quer dizer um, sim?
    — Quer dizer que irei pensar — murmuro, pegando uma das pastas pretas em da minha mesa.
    Não gosto que joguem comigo e muito menos que usem o sexo para me convencer de alguma coisa. Por esse motivo, não tenho o menor remorso em protelar minha resposta. Ela quis sexo eu dei a ela. Foi bom para os dois, quanto a festa, preciso mesmo pensar se a levarei ou não. Talvez sim.
    — Mas Adam...
    — Traga café quando voltar, Grace — interrompo-a e concentro-me no processo a minha frente.
    Ouço a porta bater, impassível, e instantemente mergulho na pilha de trabalho em minha mesa. O que aconteceu a poucos minutos se foi completamente, minha atenção está totalmente focada nos documentos.


    Chego a minha casa por volta das sete. Apesar da audiência no tribunal ter sido cansativa, saí de lá com mais uma vitória, e um novo vazio. Era sempre assim, dedicava-me ao máximo e quando acabava, minha vida parece não ter sentido ou rumo a seguir.
    Entro na casa vazia, em cima da mesinha de centro da sala, há um recado de minha empregada, informando que tem comida congelada na geladeira e que havia pegado minhas roupas na lavanderia. Jogo o bilhete de volta na mesa e subo as escadas em passos largos.
    Adquiri essa propriedade, assim que a vi, há dois anos. Não é uma mansão, mas o estilo vitoriano havia me conquistado, além disso, uma família pequena, poderia viveria confortavelmente aqui. No andar inferior há cozinha, sala de estar e jantar, e meu escritório. No andar superior há uma suíte e dois quartos de hóspedes.
    Ainda não sei porque escolhi uma propriedade tão grande para um homem sozinho. Seria mais fácil e menos trabalhoso morar em um apartamento menor, afinal, passo pouco tempo em casa de qualquer forma. Mas gosto daqui, e a mais de um ano venho protelando a intenção em vendê-la. Também há as noites de jogatinas, que eu e os rapazes, revessávamos um na casa do outro. Geralmente bebíamos demais para sair dirigindo, então quartos extras são bem vindos. No fim, a casa servia para algum propósito.


    Tomo banho rápido, visto-me de forma casual, pego as chaves que havia jogado no balcão do bar e saio em seguida. Chego a boate exclusiva e entrego a chave do carro para um manobrista. Apenas as pessoas mais badaladas frequentavam ali. Havia sempre uma fila gigantesca na porta. Graças a Peter e seus contatos, tínhamos entrada VIP.
    Eu creio que ele tenha saído com metade da cidade, o impressionante é que nenhuma dessas mulheres demonstram rancor em relação a ele. Diferente de mim, pois elas geralmente querem me matar com o fim do que eu poderia chamar de relacionamento. Algo que não entendo, sempre sou claro em relação a elas.
    — Pronto para se divertir? — Peter encontra-se comigo na porta — A casa está cheia hoje.
    Com um movimento de cabeça, cumprimento Neil ao seu lado e olho ao redor.  A pista de dança está em fervorosa e o bar lotado de pessoas. Antes que eu possa responder, Peter indica a direção e logo estamos na mesa reservada a nós três.
    Um grupo de mulheres passa por nossa mesa, soltando risinhos e olhares sugestivos, enquanto caminham para pista que brilha sob as luzes multicoloridas.
    — Então, Neil? — Peter grita por cima da mesa, indicando as jovens que dançam de forma sensual, duas são mais atrevidas e acariciam uma a outa, deixando alguns homens a sua volta, alucinados — A loira ou a morena?
    — Por que eu tenho que escolher uma? — pergunta ele, colocando o copo intocado na mesa — A noite está apenas começando.
    — Vamos a caça — Peter sorri e segue o mesmo caminho que ele.

    Outra noite, outras garotas, mais sexo. Mais um dia da minha vida.

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