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  • O preço de um amor - Capitulo 4



    Eu não tenho experiência suficiente para julgar isso, mas foi o melhor e mais assustador beijo da minha vida. Começou com um breve roçar de lábios e aos poucos se transformou em algo profundo e urgente. Sua língua enroscando a minha, um leve e crescente formigamento pelo meu corpo enquanto minha cabeça gira. Anexa a tudo isso é essa estranha sensação de prazer pelo meu corpo. Não há como explicar em palavras, só tenho a necessidade de me fundir a ele, como se eu precisasse de mais para me sentir completa, inteira. Michael me puxa ainda mais contra ele, suas mãos agora agarradas a minha bunda pressionando minha pélvis contra a dele. Sinto seu membro rijo cutucando-me e vertigem se intensifica de forma prazerosa, inebriante e certa forma confusa. Alguma coisa dentro de mim pulsa e minhas pernas vacilam.  Ele me segura, sua boca explorando a minha, seu gemidos mesclados aos meus. Eu quero algo eu não sei o que? É bom e assustador ao mesmo tempo, essa urgência que queima minha pele até chegar a minha alma. Eu sinto...
    — Pare! —sussurro tão baixinho que acho que é audível apenas para meus ouvidos. Michael continua a beijar-me com urgência e desespero. Eu me sinto fraca. No entanto, algo dentro de mim diz que estou indo por um caminho perigoso.  — Pare! Michael Pare!
    Digo com mais ímpeto dessa vez e o afasto de mim com dificuldade. Agarro-me contra a quina da mesa e tento voltar a racionar com clareza. O que estou fazendo? Na cozinha aos beijos com o filho dos meus patrões.
    — Por que fez isso? — Meu olhar é acusador em direção a ele. — Não deveria ter feito isso! Não tem esse direito.
    Ele me encara com olhar debochado. Coça os lábios de um jeito perturbador. Ele é o caçador e eu sua caça. É assim que eu me sinto. Encurralada!
    — Você quis isso tanto quanto eu — Michael aproxima-se de mim com um olhar felino. — Não negue, estava derretendo em meus braços. Podemos continuar em meu quarto se quiser?
    — Pare Michael! — circulo a mesa até o outro lado. — Não sou como uma de suas amiguinhas.
    — Deixa disso você Rebecca — diz ele frustrado. — Você é uma mulher eu sou um homem. Queremos a mesma coisa. Não há nada de errado nisso.
    — Correção! — aponto um dedo para ele. — Você é um moleque que sempre teve tudo o que quis. Eu sou apenas a empregada que precisa desse emprego.
    Deve haver alguma parte nele que tenha bom senso e consideração com as outras pessoas. Seus pais são pessoas bondosas e não possível que ele seja diferente.
    —Por favor, não dificulte as coisas para mim — eu não tenho receio em implorar. Não há outro lugar no mundo que possa ir. Essa casa e esse emprego são tudo o que tenho. — Eu não posso perder a confiança de seus pais e nem esse emprego. Eu não tenho mais nada. 
    — Não precisa ser dramática — ele ri sem jeito. — Era só dizer não.
    — Michael o mundo não a perfeição que você imagina atrás dessas paredes. Por favor, fique longe de mim.
    Saio da cozinha apressada. Minha boca ainda arde com o beijo que trocamos. Independente do que aconteça daqui para frente, minha vida jamais será a mesma.

    Acordo cedo como de costume. Eu não dormi muito para variar. Por mais que minha consciência me ordenasse a ter cautela à única coisa que meu coração tolo fez foi passar horas sonhando com aquele beijo. Todos os livros que li me disseram que era algo emocionante e prazeroso, mas nunca imaginei que pudesse ser tão incrível. Na verdade, sempre imaginei que fossem floreios dos autores para deixar a história mais atrativa para os leitores, só que a realidade foi além de qualquer expectativa minha. Se antes eu tinha sérias dificuldades em apenas ouvir seu nome, o que dirá agora tendo dividir o mesmo ambiente que ele sem que eu me desmanche como uma idiota.
    Como é sábado, não sei o que fazer exatamente então eu espero Carol na sala. Eu percebo sua presença antes mesmo que fale algo, coisa que ele não faz. Passa por mim como se não me visse e saí. Isso me magoa, muito. Não deveria, afinal praticamente exige que me deixasse em paz. Só não imaginei que seria assim tão fácil para ele.
    Carol desce por volta das nove horas e tomamos café juntas. Ajudo-a com um projeto da escola, uma maquete sobre um projeto de ciências, nós nos divertimos juntas. Após o almoço sento em uma das espreguiçadeiras em frente à piscina e observo-a nada.
    — Sabe todo verão eu vou para casa da minha madrinha, mas esse ano eu não quero.
    Entrego a toalha a ela que senta ao meu lado.

    — Por que não?
    — Eu gosto dela, mas é que... — ela esfrega o rosto na toalha com pressa. — Às vezes ela fica muito triste. E eu gosto de ficar aqui com você.
     — Bem se ela está triste é mais um motivo de você tentar alegra-la não é?
    — Talvez...
    À tarde saímos para tomar um sorvete e quando voltamos Marisa me informa que o Sr. Hunter me espera no escritório após o jantar. Fico apreensiva e me pergunto se Michael havia contado o que aconteceu entre nós a noite passada. Talvez isso justifique seu comportamento anterior e não há outra explicação para o desejo repentino o Sr. Hunter querer falar comigo, meus olhos se enchem de lágrimas e eu peço a Deus que ele me dê a chance de me explicar.

    Bato na porta e aguardo. Minha mão já está doendo de tanto que torci meus dedos.
     — Entre.
    Olho para ele assustada. O mesmo olhar penetrante do filho, mas os dele parecem-me como o de um falcão.
    — Deseja... Falar comigo... senhor? — eu tropeço e gaguejo em cada palavra.
    — Sente-se — indica a mesma poltrona da outra vez.
    Afundo-me e espero que o mundo desabe sobre minha cabeça a qualquer momento. O que vou fazer agora? Voltar para o orfanato está fora de cogitação. Mesmo que me pague pelos dois dias de trabalho não tenho como me manter daqui para frente.
    — Queria entregar isso a você — ele me estende um envelope e eu faço o possível para não cair no choro.
    — Obrigada — as lágrimas ardem em meus olhos. — Foi muito bom trabalhar aqui, mesmo que por pouco tempo.
    Levando-me abruptamente e caminho até a porta. Apesar de a quantia ser generosa só daria para alguns dias, isso se economizasse muito. Talvez devesse implorar por uma carta de referencia.  
    — Espere! — sua voz imperativa soa atrás de mim. — Que parte eu perdi? Do que está falando?
    Eu continuo muda, olhando-o assustada. Eu não sei o que Michael havia dito, mas é claro que entre o filho e eu não serei eu a escolhida preferida.
    — Sei que Caroline é uma pestinha às vezes... — diz ele respirado fundo. — Se minha filha fez algo que a ofendeu. Exigirei que peça desculpas.
    — Carol não fez nada — apresso-me em defendê-la. — Eu pensei que esse envelope... Não vai me despedir?
    — De onde tirou isso?
    — Bem eu... É que eu pensei...
    Calo-me, pois não tenho a intensão de parecer mais idiota do que estou sendo.
    — Claro que não! — ele ri surpreso. — Minha esposa me mataria o que dirá minha filha. Isso é apenas um adiantamento. Amanhã é seu dia de folga. Lembra todos os domingos? Pensei que quisesse sair com seus amigos.
    Meu alivio é tanto que juro eu poderia abraça-lo e agradecer de joelhos. Fui até seu escritório, coberta de medo e receios e sou surpreendida com um gesto tão generoso. E eu prometo a mim mesma jamais desapontá-los enquanto estiver ali. Nem que para isso eu tenha que sufocar dentro de mim qualquer sentimento que eu venha ter por seu filho mais velho.
    — Obrigada Sr. Hunter — sorrio em agradecimento. — Muito obrigada.
    — Não tem porque agradece — diz ele desconcertado. — Agradeço o que tem feito por minha esposa e minha filha.
    — Não tem por que — digo sem jeito.
    — Tenha juízo — ele pisca para mim. — Prometi a madre que ficaria de olho em você.
    Eu não sei se é carência ou a falta que senti de uma figura masculina a minha vida inteira, mas vejo-o como um pai para mim. É ridículo vendo que sou apenas uma empregada, mas é o que sinto. Acho que sou sentimental demais ou talvez me apegue rápido às pessoas.
     — Sr. Hunter?
    — Sim.
    — Posso usar o telefone? — ele enruga a testa como se minha pergunta fosse absurda. — Eu não quero abusar, é claro. Serei rápida, só quero dizer à madre que está tudo bem e trocar umas palavras com minha amiga Briana.
    — Fique a vontade e use sempre que quiser.
    — Obrigada — em um gesto espontâneo beijo seu rosto e saio em disparada pelo corredor.
    Não quero abusar ainda mais de sua generosidade ligando do escritório, então uso o telefone da sala mesmo.
    Faço um breve resumo para a madre de como tem sido minha vida ali, não quero preocupa-la por isso deixo minha relação com Michael de fora. Ela me deixa falar com Briana e me dá autorização para que eu a leve em um shopping perto do orfanato.
    — Eu tenho saudades — digo a ela. — Amo você também. Então tá, nós nos vemos amanhã.
    Desligo o telefone feliz. Tenho tantas coisas para contar a Briana. Com certeza irá surtar quando eu contar sobre Michael e nosso beijo. Ela é uma leitora de romances muito mais do que eu e para ela tudo é um conto de fadas.
    Viro-me para ir ao meu quarto e me deparo com olhos azuis acusadores. Acho que ainda está irritado comigo pela noite anterior.
    — Oi — sorrio disposta a colocar uma pedra em tudo o que aconteceu. Afinal poderíamos ser amigos, pelo menos. Tudo o que tenho a fazer é esconder da melhor forma possível os meus sentimentos por ele. Parece uma solução razoável para mim. — Olha sobre ontem...
    — Poupe-me de suas desculpas ridículas — ele dispara e passa por mim como uma fera. Seus ombros tocam os meus e se não me agarro à mesinha teria caído devido ao impacto. 
    — Ei! — olho para ele chocada. — Você está maluco?
    Michael dá meia volta, agarra meus braços e me encurrala contra parede.
    — Inocente! — seu dedo desliza por meu lábio. — Por um minuto acreditei que fosse assim. Até me senti culpado.
    Ele me solta como se suas mãos queimassem. O olhar raivoso em minha direção, as narinas dilatadas como se fizesse muito esforço para controlar a raiva.
    — Cínica.
    Observo-o se afastar atônita com tudo o que aconteceu. Meu queixo queima, não sei se pelo toque dos seus dedos ou se pela forma bruta que o segurou. Corro para meu quarto e tranco a porta, nos últimos dias é a única coisa que eu faço: fugir e trancar a porta. Eu não quero chorar, sei que não devo, mas isso não impede que as lágrimas desçam silenciosas.
    Vai passar, digo a mim mesma. Vai passar!
    Desci para o jantar com muito receio de encontra-lo. Novamente foi apenas Caroline e eu. Fiquei aliviada e estupidamente desapontada. Ainda não entendo por que ele ficou com tanta raiva ou por que me tratou assim, com tanta brutalidade. Eu não fiz nada que o ofendesse. Não que eu tenha percebido. Será que é tão mimado que não sabe lidar com um não? Eu pensei que pudéssemos ser amigos. Talvez seja uma coisa boa então, não daria certo sermos amigos de qualquer maneira. Não quando tenho pensamentos secretos e impossíveis em relação a ele.
    Antes de dormir providencie uma garrafa de água para meu quarto. Não quero e nem devo arriscar a me encontrar com Michael pelos corredores da casa. A noite de ontem foi um aviso suficiente.
    Mesmo não sendo minha obrigação, no dia seguinte faço companhia a Caroline durante o café da manhã. Michael se junta a nós logo depois e como é previsível me ignora. Está com a mesma roupa que saiu ontem à noite e me pergunto se ele passou a noite toda fora com seus amigos.
    —Você não pode ficar Becca? — Carol se queixa pela milésima vez. — O que vou fazer enquanto você estiver fora?
    Eu pensei sobre trazer Briana até a mansão. Afinal o Sr. Hunter disse nada de namorados, mas não disse sobre os amigos do orfanato e Briana é mais que minha amiga. Por outro lado, não quero abusar de sua bondade e essa casa não é minha, estou aqui a trabalho. Mas eu poderia perguntar se Carol pode passar à tarde conosco eu não me importo.
    — Stacy passará à tarde com gente — Michael sorri para a irmã. — Podemos ficar na piscina. O que acha?
    —Argg — Carol mostra a língua para ele. — Você voltou com aquela chata?
    — Isso não é da sua conta — murmura irritado. — Seja educado com ela.
    Os dois continuam em uma discussão animada e aproveito para voltar para meu quarto.
    Ele tem uma namorada?
    É claro que ele tem uma namorada. Sou tão idiota que nem cheguei a considerar tal possibilidade. Não deveria estar decepcionada isso é ridículo. Michael tem uma vida antes de mim. É natural que tenha amigos e uma namorada. Isso só prova uma coisa que sempre soube, sou apenas mais um caso da empregada iludida pelo filho do patrão. Bem, mas esse não é mais um romance como os que eu leio. É hora de parar de sonhar acordada.

    Fui recebida com muita festa pelas crianças menores, senti saudade delas. Consegui convencer madre Mariana a aceitar o dinheiro que havia levado. Não é grande coisa, mas toda ajuda é valiosa. Eu cresci ali e fui amada e cuidada da melhor forma que encontraram. O mínimo que posso fazer é retribuir de alguma forma.
    — Nossa eu sempre quis vir aqui — Briana fala com a boca cheia de sorvete. — Lembra quando víamos todos aqueles cartazes e nos imaginávamos aqui dentro?
    Estamos na sorveteria mais famosa da cidade, há vários tipos de massas e de sabores. Briana está com uma tigela enorme e colorida.
    — Se eu fosse você eu iria com calma — sorrio divertida. — A madre me mata se tiver uma dor de barriga à noite toda.
    — Hum... — ela volta encher a boca de sorvete. — Vai saber quando terei oportunidade novamente.
    Sua boca está lambuzada de sorvete e seus olhos brilham como uma criança no dia de natal. Sinto um aperto no peito ao ver que ela é feliz com tão pouco. Aliás, todos nós sempre fomos felizes com muito pouco.
    — Que tal domingo que vem — digo a ela com voz cálida. — Ou melhor, que tal irmos aquela loja de chocolate?
    Seus olhos se arregalam em duas bolas gigantes e Briana pula na cadeira animada.
    — Serio? De verdade?
    — Se você sobreviver a todo esse sorvete, sim.
    — Você é a melhor amiga do mundo.
    Ela rodeia a mesa para me abraçar manchando minha blusa de sorvete de framboesa.
    Passamos em uma livraria, compro um novo romance para ela e como última extravagância nós vamos ao cinema. Ao contrario de mim Briana ainda consegue devorar um balde de pipoca com refrigerante. Não contei nada sobre Michael. Agora que sei que é comprometido não tenho porque enche a cabeça de Briana com sonhos adolescentes.
    Deixo-a no orfanato e volto para a mansão. Já anoiteceu embora não seja tarde. Entro pela ala dos empregados, mas sou obrigada a passar pela sala principal antes de chegar a meu quarto.
    — Quem é você? — pergunta uma garota ruiva. — Aonde você pensa que vai?
    Ela esta sentada no braço de uma poltrona. Usa um vestido muito curto e salto alto. Suas unhas pintadas de vermelho como garras afiadas. Nem sei por que fiz essa comparação, mas se tivesse que dar uma definição seria essa.
    — Sou Rebecca — estendo a mão a ela. — A nova babá de Carol.
    — Babá? — ela ergue uma sobrancelha analisando de cima a baixo. — Acho que Carol é velha demais para ter uma babá e você nova demais para ser uma.
    — Na verdade sou mais como uma dama de companhia, uma amiga enquanto a mãe dela...
    — Imagino — ela me interrompe, levanta-se circula a minha volta. — Aquela garota é tão chata que os pais precisam pagar para que tenha amigos. Não me espanta.
    — Ah... Não é assim — Tento-me explicar.
    Mas que garota venenosa. Carol é uma criança linda.
    — Fique longe do Michael se não quiser ter confusão comigo — suas unhas cravam meu braço. — Você não vai me querer como inimiga.
    —Eu não...
    — Não mesmo! — ela me solta.
    Esfrego meu braço arranhado e ela volta para o mesmo lugar na poltrona. O fato é que não gostou de mim e sinto informar que a reciproca é verdadeira. Viro-me para continuar meu caminho e ficar bem longe dela.
    Cruzo com Michael na escada. Ele me encara intensamente e olha esquisito para minha blusa manchada. Escondo o braço atrás das costas, não quero que tenha ideias erradas como imaginar que nós duas caímos às tapas por sua atenção. Por mim que ele faça bom proveito dessa maluca.  
    — A tarde foi boa? — pergunta, sua voz é gélida.
    — Foi sim — respondo simplesmente.
    — Eu percebi — diz ele de um jeito irritado
    Ele segue andando e eu me seguro o corrimão em busca de apoio. Não esperava encontra-lo, ainda mais depois de uma cena tão tensa. Observo-o caminhar até a garota. Ele sorri e passo os braços na cintura dela. Ela sussurra alguma coisa em seu ouvido e ele olha em minha direção, com sorriso lascivo. Beija o pescoço dela e volta sorri para mim. Os dois estão me provocando, eu noto isso.
    — Isso é bom — ouço-o dizer a ela antes de saírem rindo.
    A porta se fecha e eu subo a escada, sinto que o peso do mundo está em minhas costas. Talvez Carol não seja a única solitária ali afinal de contas. Eu não me importo, foi assim a minha vida toda. Por que mudaria agora? Entro no quarto silencioso, acendo a luz. Sonhei muitas vezes com um quarto bonito como esse. Hoje vejo que não importa é só um quarto vazio.



    4 comentários :

    1. Essa Stacy ainda vai aprontar muito! A Rebecca precisa ser forte!

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    2. Que raiva dessa Stacy, se fosse eu já tinha dados uns tapas nela kkkk. E o Michael tbm tá sendo um babaca com a Becca, quero ver a cara de tacho q ele vai ficar quando souber q ela não fez nada demais. Tô amando reler esse história. <3
      Bjos!

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      Respostas
      1. Obrigdada Gabrielle por ler, realmente essa Stacy é uh óh e Michael vai cair do cavalo, esses homens viu rsrsr

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