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  • O preço de um amor - Capitulo 7




    Eu revirei o quarto inteiro de cima a baixo, e por todos os lados. Eu não encontro o maldito colar. Tinha certeza que havia colocado em minha caixa de lembranças, junto às poucas fotos que tenho de criança ao lado de outras órfãs. Ele sempre ficou ali desde que desisti da possibilidade de rever minha mãe. Droga! Por que Olivia me fez recordar de lembranças tão amargas e que ainda mexem comigo? No fundo, aquela garotinha solitária, sempre estaria ali, escondida. Em busca de decifrar a si mesma. Por que tanto interesse nesse colar e em meu passado triste?
    Para mim, esse é outro sinal que devo esquecer isso de uma vez por todas. Devo abandonar esses sonhos tolos e infantis. A vida é como tem que ser, eu não sou a única pessoa no mundo a não conhecer os pais, diariamente isso acontece a milhares de crianças e a vida continua, sem traumas, comigo não pode ser diferente.
    Caminho de volta até o quarto de Olivia, no fundo um pouco desanimada. Perder o colar é como estar dando adeus há um passado que não conheci e, que talvez jamais conheça. É uma sensação esquisita, essa de que não há lugar no mundo para mim. Eu não pertenço a ninguém e ninguém me pertence, simples. Respiro fundo antes de abrir a porta. Afinal, para quer ficar me autoflagelando sem a mínima necessidade?
    — Onde está? — Olivia olha para mim como uma criança esperando para abrir o presente de aniversário.
    — Eu não encontrei —suspiro desanimada. — Tinha certeza que estava entre minhas coisas em uma caixa que trouxe do orfanato, mas, procurei por todos os lugares e nada.
    — Talvez você tenha esquecido por lá —                                                                                                                                                                                                 murmura Olivia, seu tom de voz é tão desanimado quanto o meu. — Por que você não liga e pergunta se alguém o encontrou?

    — Eu verei minha amiga Briana no domingo — respondo, sentindo-me apática.   — Então poderei perguntar a ela.
    Ela fecha os olhos; desapontamento, ansiedade e frustração. Todos esses sentimentos passando por seu rosto e deixando-me angustiada. Parece ser realmente importante para ela. Por acaso, de alguma forma, Olivia imagina que poderá ajudar-me a reencontrar meus pais? Oh não, de alguma forma eu preciso tirar isso de sua cabeça. Eu já havia aceitado as coisas como são. Além disso, o que me garante que meus pais desejam ser encontrados. Quer dizer, se minha mãe estivesse viva e bem, já não teria tentado me reencontrar? Eu não vou mexer nessas velhas feridas, de jeito algum.
    — Por que está tão interessada nisso? — sento-me ao pé da cama e, encaro-a com firmeza. — É só um colar sem valor algum, tanto financeiro como sentimental.
    Mentira! Grita na minha testa em letras garrafais. O colar é mesmo antigo, ainda não sei se tem algum valor, mas, a parte do sentimental, de certa forma, ainda é importante para mim.
    — Só queria vê-lo — diz ela, desviando os olhos dos meus. — Sua história é fascinante.
    Ah, então é isso. Apenas mais uma história para se conhecer. Eu não posso evitar que uma pequena dor de desapontamento invada meu peito. Por isso eu devo deixar essa história de lado. Para evitar desilusões como essa. Chega ser um comportamento masoquista que eu venha me torturar dessa forma.
    — Bem, eu vou conferir as coisas na cozinha e ver se Carol já acordou — murmuro. —Despois eu volto.
    Eu preciso sair o mais rápido possível dali, antes que as lágrimas escorram soltas pelo meu rosto, denunciando-me. Fecho a porta com as mãos trêmulas. A dor que queima em eu peito, é tão conhecida e parte de mim que controlá-la se tornou uma coisa quase natural. Pisco algumas vezes para segurar as lágrimas, respiro fundo, fecho os olhos e tranco dentro de mim toda a mágoa guardada por tantos anos. Respiro fundo outra vez, uma, duas, três vezes e pronto, controlado. Guardei-a no fundo do peito com todas as outras desilusões e decepções de minha vida.
    O dia segue sem muitos aborrecimentos; alimentar Caroline, dar os remédios à Olivia, fazer companhia a Caroline, fugir dos olhos questionadores de Olivia e, assim aconteceu durante a semana. Para contribuir com todo meu estado emocional em frangalhos eu ainda tenho Michael atormentando e invadindo todos os meus pensamentos.
    Não houve um dia em que eu não tenha pensado nele, e uma noite que não tenha passado horas me revirando na cama, sonhando com seus beijos.
    Caroline se recuperou bem e rápido, como a médica havia prevenido, foi apenas uma virose. Mas, nem mesmo a energia natural da menina conseguiu desviar meus pensamentos de Michael.
    Eu me arrastei pela casa durante o resto da semana. Não de tristeza, mas de uma profunda apatia. Agora, encontro-me na sala, com olhar fixo na porta a espera de que ele passe por ela a qualquer momento. Preciso conversar com ele. Deixar as coisas bem claras. Não posso permitir que Michael continue a brincar com meus sentimentos como tem feito.
    O girar da maçaneta faz meu coração dar saltos no peito. Tudo parece bizarro e em câmera lenta. A coragem que havia em mim, estupidamente foge como um cãozinho assustado. Tento fazer com que minhas pernas trêmulas obedeçam-me para que eu fique de pé, em vão. Elas insistem em ter vontade própria e eu fico parada no mesmo lugar, em uma poltrona próxima à janela.
    Ele entra, não está sozinho. Minha decepção só não é maior do que a cena a qual presencio.
    Stacy agarrada ao braço dele exigindo sua atenção enquanto ele a encara com olhar enfadado e se não me engano de desprezo.
    — Isso não me interessa! — diz ele puxando o braço, com certa agressividade. — Você sabia muito bem o que estava fazendo.
    — Eu estava com raiva e queria provocar ciúmes — Ela se desfaz em lágrimas na frente dele. — Sabe que eu te amo.
    — É uma pena — murmura ele. — Eu não amo você.
    — Michael! — O grito desesperado que ela emitiu me causou certa pena. É obvio que Stacy ama-o, de forma alguma eu gostaria de estar na pele dela. — Não é verdade. Está apenas magoado.
    — Se é o que acha — murmura Michael cinicamente. — Cada um acredita no que lhe convém.
    — Querido olha — Ela volta a ronronar para ele, enroscando o braço no pescoço de Michael. — Eu nem sabia que ele havia voltado, foi tudo um jogo dele. 
    — Já disse que não me importa — murmura Michael, desvencilhando das garras dela como se livra-se de uma praga. — Vocês dois formam um lindo casal e espero o convite do casamento.
    — Seu cretino! —Stacy desferi um sonoro tapa no rosto dele.
    Em seguida seus olhos assassinos lançam-se para onde estou. Por um momento achei que seria o alvo de seu ataque, mas, em questão de segundo ela volta a pose de rainha do universo, ignorando-me por completo. Solto um suspiro de alívio. Não que eu tivesse medo dessa maluca, mas se ela quisesse brigar eu teria que me defender e, causaria mais problemas para mim do que para ela.   
    Ao contrário da fúria que imaginei que Michael estaria, ele exibe um sorriso debochado. Como se o destempero dela fosse mais engraçado do que perturbador. Os olhos dele agora estão fixos em mim. O mesmo olhar perturbador que teria deixado minhas pernas trêmulas se elas já não estivessem. Por alguns segundos, parece que estamos presos em nós mesmos, em um mundo só nosso. Merda! Eu senti falta dele. Senti muita falta. De alguma forma que eu não consigo explicar, Michael vai cavando caminhos em meu coração e a cada dia mais vai instalando-se ali sem que eu tenha qualquer controle.
    — Vou deixar que você pense com calma — murmura Stacy, desviando a atenção dele para ela. — Eu volto amanhã.
    A forma teatral com que ela sai não deixa de ser engraçada. Absolutamente aquela garota é muito segura de si. Bem diferente de mim que ao invés de fazer o que havia me prontificado, fico imaginando se o gosto dos lábios dele é realmente tão bom como tenho guardado na memória.
    — Olá — murmura ele, seus olhos parecem duas labaredas. Elas incendeiam meu corpo de ponta a ponta.
    — Oi — murmuro trêmula. — Eu não estava... Quero dizer... Eu já estava aqui quando vocês...
    — Estou feliz que tenha presenciado a cena.
    — Está? —pergunto, encolhendo-me ainda mais contra a poltrona enquanto ele se aproxima.
    Por que ele está feliz com o que presencie? Por acaso é alguma mensagem velada do que aconteceria comigo se me deixasse levar por emoções tolas?
    — Agora não há barreiras — diz ele, a voz num tom mais suave. — Pelo menos não da minha parte.
    Suas mãos agarram as minhas e ele coloca-me de frente a ele. Incrivelmente e não sei como minhas pernas conseguem sustentar-me. Nossos olhos estão conectados e não vejo nada além dele.
    Eu quero fugir; fugir dele, de mim, de suas mãos quentes acariciando meus dedos e acima de tudo, fugir do olhar que faz com que todo meu corpo derreta.
    Por outro lado, desejo seus lábios devorando os meus, de um jeito que só ele sabe. Eu quero encostar a cabeça em seu peito e me sentir segura, como jamais me senti.
    — Não há nada entre Stacy e eu, já não havia antes de conhecer você — Ele suspira. — Você só precisar terminar com seu namorado, eu não divido o que é meu Rebecca — sentencia ele. — Sou muito, muito, ciumento para isso.
    — Michael eu...
    Ele passa os braços ao meu redor, a cabeça dele curva até minha boca, sinto seu hálito quente contra meus lábios, sua mão está em meu cabelo, puxando-me para ele.
    — Ah, querida, diga que sim — murmura ele. — Não me enlouqueça mais.

    Ele me aperta contra seu peito. Eu me desmancho. Os lábios tocam os meus e eu me sinto em casa. Como imaginei antes, segura. 

    23 comentários :

    1. Posta msis posta mais hehe amando. May

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    2. Posta mais por favor,estou amando,estou louca pela continuação,estarei aguardando ansiosamente.

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      1. Aqui eu vou tentar postar sim.

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      2. Obrigado Elizabeth B estou seduzida por essa historia.

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      3. Obrigada, to quase finalizando o outro livro, só mais um pouquinho de paciência.

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    3. Por favor continua. Eu gosto muito dessa história. Continua.

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      1. Não ficá assim não Beth! Assim vc só faz aquilo q os outros querem . De valor ao seu trabalho que é muito bom ! Deleite comentários ridículas da sua vida!

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      2. eu sei minha linda, mas é difícil viu, mas logo volto com ele, pode deixar.
        Beijoooo

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    4. Respostas
      1. Flor estou tão atolada com o outro livro, mas esse é o próximo que irei terminar ;)

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    5. ai Deus...o resto por favor, não é justo :'(

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    6. Oieee... Você vai continuar escrevendo esta história ?? Ela é ótima... Ansiosa por mais !!

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    7. olá está estoria vai continuar,nossa ela e mto boa ,merece um final

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    8. Oi Beth, pensei que nao ia gostar da historia, porem como voce fez nos outros livros me supreendi,... amando e anciosa para os proximos capitulos... Parabens seus Livros são otimos

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    9. Você deve estar muito atarefada por conta dos outros livros! Sei como é difícil essa fase! Mas você ira atualizar " O preço de um amor"? Gosto de ler sobre as voltas que a vida dá e o que ela trás com essas pessoas, principalmente quando é para o crescimento da mesma!!! Parabéns pela história e gostei muito!

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    10. Own! Será que teremos continuação? Estou no aguardo, :)

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    11. Oi Elizabeth,
      estou aguardando ansiosamente por esse livro. Essa história promete nos emocionar. Tem previsão para continuar essa história?

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      1. Boa tarde Luciana, esse será o próximo livro depois do Além do amor.

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    12. Beth, vai voltar com esse livro agora que terminou o livro da nossa charmosaa?! Doidaaa pra saber o andamento desta estória. 😃

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    13. Estou completamente apaixonada 😍 história linda

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    14. Beth, ja me sinto super sua fã!kkkk e essa historia entao é maravilhosa!parabens! anciosa pela continuação

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    Obrigada por seu comentário. Volte sempre!

    O Preço de um amor

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