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  • O Preço de um amor - Capítulo 1



    17 anos depois

    — Entre!
    — Com licença Madre, a senhora me chamou?
    — Sim, sente-se Becca. — disse a Madre indicando uma cadeira em frente a sua mesa.
    — Becca você já fez 18 anos, pelo menos é o que achamos. Quando você foi entregue aqui deveria ter quase um ano não sabemos ao certo a sua idade querida. Tudo o que sabemos é seu nome ou que seja seu nome pelo que vimos na pulseirinha de bebê que carregava.
    — Sim madre.
    Eu não sei quem eu sou. Quem são os meus pais e nem se eles ainda estão vivos.
    — De acordo com as normas do orfanato você não poderá continuar aqui.
    — Eu entendo Madre. Vou arrumar minhas coisas. — digo com lágrimas nos olhos.
    Para onde irei? Não tenho família e nem dinheiro. Será que terei que dormir na rua? Tudo o que conheço é o orfanato e as pessoas que vivem aqui.
    — Espere querida! — A Madre aproxima-se de mim na porta. — Pra onde vai?
    — Eu não sei madre. — Eu abraço-a aos prantos. – Não sei…
    — Venha, sente-se e fique calma. — A Madre me conduz para a cadeira novamente.
    — Filha eu não vou deixá-la desamparada.
    — Como assim? — Falo secando as lágrimas.
    — Uma garota tão linda como você não pode ser abandonada nas ruas. Você é muito linda Rebecca, seria alvo fácil para algum vigarista ou coisa pior.
    — Mas se eu não posso ficar aqui?
    — Eu conheço uma senhora de uma agência de empregos que sempre nos ajuda com doações e ela conseguiu um emprego para você.
    — Mas eu nunca trabalhei Madre. — falo preocupada.
    — Como não? Desde pequena você ajuda a cuidar das crianças menores e elas a adoram! Essa senhora já viu você cuidando das crianças muitas vezes. — ela continua. — E sabe que você sabe cuidar muito bem delas.
    — Mas isso não é um trabalho Madre eu faço com prazer! Eu sei como essas crianças sofrem por não terem família.
    — De qualquer forma você nos ajudou e ajuda muito, vai ser muito difícil ficar sem você. — ela disse com lágrimas nos olhos. — Todos vamos sentir sua falta, principalmente as crianças. Mas infelizmente o orfanato vive de doações e não temos como contratá-la.
    — Entendo.
    — Mas consegui esse emprego de babá com uma família rica e bem respeitada. A criança já tem 10 anos. O filho mais velho tem 19 e esta na faculdade e só fica em casa nas férias.
    — E os donos da casa?
    — A mãe da menina esta muito doente, se chama Olivia. Mas tem uma enfermeira que cuida dela, não vai precisar se preocupar com isso.
    — Não seria um incomodo Madre.
    — Eu sei querida, você sempre esta disposta a ajudar o próximo, assim como ensinamos aqui.

    — O pai das crianças se chama Nicholas e mal fica em casa então será você, a criança, a mãe da menina, a enfermeira e os empregados da casa.
    — Não precisará se preocupar com as acomodações eles tem quartos de empregados. Também darão alimentação. E você terá um bom salário.
    — Não sei como agradecer Madre.
    — Terá folga todos os domingos que é o dia que pai da menina fica em casa, mas dependendo da necessidade eles poderão precisar de você!
    — Certo, sem problemas. — respondo sorrindo.
    — Também disseram que o irmão da menina quando está em casa fica bastante tempo com ela, eles são muito unidos, ainda mais depois que a mãe deles ficou doente. Sempre brinca com a garota, leva para passear e passam fins de semana na praia, para que ela se afaste um pouco do clima da casa.
    Ouço tudo com atenção e tento guardar o máximo de informações possível.
    — Ele pode querer ou não sua presença. Geralmente ele dispensa. A babá que cuidava dela já era idosa e se aposentou devido a problemas de saúde, era a babá de muitas gerações da família Hunter, foi da mãe da menina e do filho mais velho dela.
    — Que triste isso! — Eu falo com pesar. — Ela deve sentir falta da babá.
    — Mas será bom para ela ter alguém jovem como você.
    — E quando poderei começar?
    — Hoje mesmo, arrume suas coisas, um carro virá buscá-la à tarde.
    — Sim senhora.
    — Ah Becca?
    — Sim Madre.
    — Cuidado com o filho deles. Dizem que é um rapaz muito decente, mas também muito namorador, além de lindo. Não quero que você sofra.
    — Pode deixar Madre, além disso, ele não olharia para uma simples babá como eu. Contos de fadas não existem não é? Se fosse assim meus pais viriam me buscar no natal ou no meu aniversario! — Eu digo com amargor na voz. Abro a porta apressadamente para que a Madre não veja o rastro de lagrimas em meu rosto.
    — Babá sim Becca, mas simples jamais e talvez contos de fadas não existissem, mas os milagres sim! — Ouço a Madre sussurrar antes de fechar a porta.
    Sempre me disseram que fui uma criança linda, querida por todos, nunca dei muito trabalho desde bebê. Todas as freiras e os poucos funcionários que havia ou passaram por ali me amaram e paparicaram a sua maneira. Isso causava inveja em algumas órfãs que sempre tentavam fazer alguma coisa contra mim, algumas vezes aprontavam alguma coisa e me colocavam a culpa. Não se enganem, crianças também sabem ser maldosas. Mas para minha sorte havia mais pessoas e amigos que gostavam de mim do que os que me odiavam. E felizmente sempre descobriam o culpado antes de ser castigada.
    Tereza a cozinheira do orfanato há muitos anos sempre me dizia que mudei e cresci assustadoramente. Com decorrer do tempo passei de uma criança bonita para me tornar uma adolescente exuberante e agora uma jovem a qual os homens não passariam sem olhar duas vezes.
    Arrumo as minhas coisas no quarto que dividi com minha melhor amiga Briana e outras quatro meninas. Não tinha muita coisa, o orfanato não tinha condições de nos ajudar, as roupas que temos são de doações, ou uma é passada para a outra. Pego um vestido branco que estava pendurado no cabide. É o meu melhor vestido, só usava-o quando precisava ir a algum lugar fora do orfanato o que era raríssimo. Tinha sido uma doação dos pais de uma jovem que havia falecido. Houvera uma briga entre as internas por causa das roupas. Eu preferi não me meter e sobrara apenas aquele vestido todo branco que ninguém ligou.
    Era de algodão e de alcinha, chega até os meus joelhos e tem uma delicada renda na barra. Seria perfeito a meu ver se o vestido não fosse tão justo em meu corpo. Não que seja indecente, mas ele deixa minhas pernas à mostra mais do que gostaria deixando fazendo com que fiquem ainda mais alongadas e o decote em V realça meus seios fartos. Briana diz que era o vestido da perdição.
    — Becca! — Briana entra chorando. — Diga que não é verdade! Por favor, diga que você não vai embora! — Ela chorava enquanto me abraça.
    — Sinto muito Bri, mas você sabe, já tenho 18 anos. — eu falo alisando os cabelos dela. — Nós sabíamos que isso iria acontecer um dia.
    Briana era sua melhor amiga no orfanato. Ainda se lembrava de quando ela havia chegado ali. Ela tinha oito anos e Rebecca dez. Ela foi entregue pelos agentes sociais. A mãe de Briana havia morrido em um assalto quando voltava tarde do serviço tarde à noite. Era filha única de mãe solteira. No começo quase não falava, mas depois Becca conseguiu conquistar sua confiança e elas se tornaram grandes amigas, uma confortava a outra. Sempre me ajudava a cuidar das tarefas do orfanato e das crianças menores.
    Eu acho que para Briana era ainda mais doloroso crescer no orfanato, porque tivera uma mãe e sabia como era ter um lar, ao contrario de mim que havia crescido ali sem saber como era isso.
    — Me leva com você. Eu posso trabalhar também, por favor. Você é minha única família. Disse que ficaríamos sempre juntas!
    — Eu sei querida. Eu prometi e vou cumprir. Eu não posso levá-la. Mas virei vê-la todos os domingos que é minha folga. Além do mais eu vou guardar todo meu dinheiro, você já tem 16 anos e quando fizer 18 teremos um lugar para morar. Ficaremos juntas sempre.
    — Você promete mesmo Becca?
    — Eu juro, nunca vou deixá-la. Eu juro! — Nós ficamos algum tempo abraçadas e chorando.
    — Agora me ajude a arrumar minhas coisas.
    — Está bem. Becca está com medo?
    — De que?
    — De sair daqui e enfrenta o mundo?
    — Um pouco, mas eu tenho muita sorte porque consegui um emprego e um lugar para ficar, você sabe que eu não tenho muitos gastos e aprendi a viver com pouco. Vou guardar cada centavo para poder buscar você daqui a dois anos.
    — Um ano e sete meses Becca. — Briana corrigiu. — Esqueceu que já faz cinco meses que fiz aniversário, você fez um bolo lindo.
    —Bri, você é tão sonhadora, foi apenas um bolo, não tinha nem cobertura e nem recheio.
    — Mas para mim foi lindo, nem mesmo minha mãe havia feito um bolo de aniversário para mim, ela não tinha tempo. Mas você sempre fez desde que cheguei!
    — Aquele não conta. Eu queimei tudo e foi a primeira vez que a Madre me pôs de castigo por usar a cozinha sem permissão.
    — Depois você passou a guardar cada dinheiro que ganhava em seu aniversário para fazer um bolo pra mim. Eu nunca vou esquecer isso Becca. Eu nunca fiz isso por você.  — Briana diz olhando para chão de forma envergonhada.
    — Isso porque você gastava seu dinheiro com doces e sempre me dava alguns, além desses livros de romance que ficamos lendo a noite.
    — Becca, quem vai cuidar de mim?
    — Sempre estarei aqui. E quando eu tiver o primeiro salário eu vou comprar um cartão telefônico para que você me ligue sempre que tiver saudade. E eu já disse, virei todos os domingos.
    — Tá bom. — Briana murmura fazendo beicinho.
    — Becca está pronta? — A Madre pergunta entrando em nosso quarto.
    — Sim Madre! — As duas suspiram.
    — Hoje é quinta então domingo você vem não é Becca?
    — Briana para de perturbar a Rebecca.
    — Mas madre…
    — Eu não sei se posso Bri, se não vier nesse virei no próximo.
    — Mas Becca…
    — Fique quieta Briana! Já está na hora do almoço. Vá ajudar na cozinha!
    — Adeus Becca.
    — Até logo Bri. — Eu abraço-a fortemente.
    Briana sai cabisbaixa como se carregasse todos os problemas do mundo. Sua tristeza é evidente, mas infelizmente não há nada o que fazer. Assim é a vida, encontros e desencontros e muitas vezes separações dolorosas.
    — Que cabeça minha querida já é hora do almoço, você ainda não comeu não é? Posso pedir ao motorista para esperar um pouco mais.
    — Não precisa madre. Eu não quero causar uma má impressão e não estou com fome. E depois posso comer alguma coisa por lá.
    — Tudo bem querida.
    Nós vamos para o portão onde há um carro parado em frente ao orfanato. O motorista era um senhor magro e calvo que apresentava ter seus 50 anos e parece ser muito simpático.
    — Se já estiver tudo pronto madre podemos partir, ainda tenho que buscar Sr. Hunter no escritório. — o motorista disse se desculpando.
    — Ela esta pronta sim senhor. Só mais um minuto.
    A madre virou em minha direção, alisou meus cabelos e percebi o quanto ela estava emocionada.
    — Boa sorte querida. Saiba que sempre estaremos aqui para o que precisar.
    — Obrigada Madre. — nos abraçamos fortemente e eu entro no carro acenado para ela assim que ele entra em movimento.
    Eu passei alguns momentos tristes ali, com algumas órfãs me perseguindo, batendo e acusando-a de coisas que não havia feito, senti a falta dos pais que nunca conheci, mas também fui feliz. Eu conheci Briana a quem considero uma irmã. E a madre sempre me tratou como uma filha. De uma forma ou de outro ali havia sido meu lar. Estou com medo do que o futuro reservava, mas encararia tudo de frente, com a cabeça erguida.
    — Chegamos senhorita. — disse o motorista olhando-me através do espelho do motorista.
    — Obrigada senhor.
    — Pode me chamar de Bill senhorita.
    — Então me chame de Becca.
    — Combinado Becca. — ele diz sorrindo.
    Havíamos conversado bastante durante o caminho. Ele era muito brincalhão e simpático, falou das peripécias dos netos, que era o último funcionário antigo da casa e que estava prestes a se aposentar também.
    — Nossa essa casa é linda, parece um palácio.
    Enquanto o portão subia eu observo a residência encantada. Havia um imenso quintal, do lado esquerdo, um lindo jardim de rosas brancas, no centro do jardim havia um lindo gazebo estilo georgiano.
    Na entrada da casa há uma escadaria em forma de C com uns 10 degraus, a porta e madeira é branca e antiga, toda trabalhada em arabescos.
    — Venha por aqui Bella os empregados devem entrar pela área de serviço. — nós rodeamos a casa, passamos perto de uma enorme piscina em forma de S.
    — Pode entrar. — Bill diz abrindo uma porta.  — Você chegará à cozinha, logo a governanta mostrara seu quarto. Vou buscar sua mala.
    — Obrigada Bill.
    A cozinha era tão bonita como toda a casa. Há uma enorme pia em frente à janela gigantesca, as cortinas eram lindas e pareciam ser caríssimas. Havia tantos eletrodomésticos que eu só vi pela TV e uma mesa quadrada de mármore branco. Aproximo-me de uma janela que dá de frente para o jardim.
    — Agora você vai se ferrar sua fedelha! Tome isso!
    Foi à última coisa que ouvi antes de um enorme balão de água estourar em minhas costas, molhando todo meu vestido branco.
    — Oh meu Deus! — Uma voz roucamente e sexy de homem veio em minha direção.
    Viro-me lentamente em direção à voz e foi como se uma onda gigantesca tivesse me atingido. Diante de mim está o homem mais lindo que já havia visto. Ele tinha os cabelos loiros escuro, quase castanhos, olhos azuis cristalinos. Nariz imponente, mas perfeito e um rosto quadrado e másculo. A boca era carnuda, e neste momento estava levemente torta como se estivesse segurando o riso.
    O corpo. Meu Deus que corpo. Braços fortes prontos para fazer qualquer garota se perder neles, ombros longos e fortes. A barriga estreita me indicando que praticava algum tipo de esporte, não era bombado, mas perfeitamente definido e ele é alto, bem mais alto que eu.
    — Já terminou a analise? — Ele diz rindo.
    — O que? — Pergunto nervosa.
    — Não seja tímida, eu vi que você estava me devorando com os olhos baby. — ele disse se apoiando na mesa. Depois pisca de um jeito sedutor para mim.
    — Eu não estava…
    — Toma isso marujo!
    E veio outro balão de água dessa vez em meu peito.
    — Nossa!
    Olho para a garota que para ao lado do jovem a minha frente. Uma linda garotinha replica do irmão e que estava olhando para mim com os olhos arregalados.
    — Vocês são malucos! — Eu digo nervosa.
    — O que está acontecendo aqui? — Disse uma mulher entrando na cozinha.
    — Michael? Caroline? Quantas vezes eu já disse que eu não quero vocês na minha cozinha! — A mulher diz extremamente irritada.
    Olho para o rapaz a qual ela havia chamado de Michael e vejo-o imitá-la sem que ela perceba. Ele revira os olhos e balança a cabeça, enquanto a menina gargalha sem parar. — Olha só isso, a cozinha está toda alagada e a pobre moça toda molhada. Ela irá pensar que vivemos como animais!
    Michael continua imitando-a enquanto a menina chora de tanto rir.
    — Acha isso engraçado Caroline? — A mulher faz cara feia. — Você também está toda molhada, quer ficar doente como sua mãe?
    — Não senhora. — a menina responde tristemente.
    — Não seja maldosa Mercedes. Limpamos tudo depois, como sempre fizemos. — Michael diz agora com raiva.
    — Venha Caroline, vamos tomar um banho quente e vestir uma roupa seca.
    Mercedes olha em minha direção.
    — Rebecca não é? Eu já venho mostrar seu quarto. Ou melhor, Michael faça isso. Ela também precisa trocar de roupa.
    — E eu? — Ele olhou com charme para governanta. — Não tem medo que eu caia morto aqui?
    — Você já bem grandinho! — Ela disse levando a menina com ela.
    — Então você é a Rebecca a nova babá? Pensei que fosse mais velha?
    — E eu que você fosse mais novo. — Eu sussurro.
    Havia pensado que ele fosse um menino mirrado, um completo adolescente, mas pelo contrario, apesar da idade ele já era bem desenvolvido e mostrava que ficaria ainda mais bonito conforme fosse amadurecendo.
    — O que?
    — Nada. Podemos ir estou com um pouco de frio.
    Michael me olha de cima a baixo. O vestido tinha ficado transparente e colado ao corpo, revelando meus seios sem sutiã, os bicos estavam duros e empinados devido ao frio e havia encolhido um pouco revelando minhas pernas.
    — Nossa isso é melhor do que concurso da camiseta molhada. —Michael diz devorando-me com os olhos enquanto morde os lábios descaradamente.
    — Por favor, senhor eu exijo que me trate com respeito. — repreendo-o olhando para o chão. Sinto que minhas bochechas queimando visivelmente devido à envergonhada. — Não é minha culpa o que aconteceu…
    — Não fique com vergonha querida, você tem um corpo que levaria qualquer homem à loucura. Não há vergonha nenhuma nisso.
    — Só não quero que pense que por ser meu chefe tem o direto…
    — Relaxe Rebecca, venha eu vou mostrar seu quarto.
    Saímos da cozinha e passamos por um imenso corredor e por várias portas até chegar ao hall onde há uma enorme sala de entrada e no meio uma escada em forma de Y que leva ao andar superior.
    — Na ala esquerda é onde fica o quarto dos meus pais e alguns quartos de hospedes. Na ala direita o meu quarto, o quarto da Caroline e o seu é claro.
     — Como assim o meu? Pensei que ficaria com os outros empregados?
    — Não, com minha mãe doente e meu pai trabalhando, às vezes ele viaja, e comigo na faculdade, Caroline precisa de sua presença constantemente. Às vezes ela tem pesadelos a noite. Além do mais, Beckie a antiga babá era como um membro da família. Devido a circunstâncias resolvemos deixar como está.
    — Venha. — ele disse subindo a escada. — Esse é quarto da Carol.
    Michael abre a porta, mostrando o quarto infantil mais lindo que já havia visto.
    — Ao lado há mais um quarto de hospede. — ele se virou. — Esse é seu quarto em frente ao da Carol e ao lado do seu fica meu.
    Ele foi se aproximando de mim e coloca uma mão de cada lado da parede ao redor de minha cabeça.
    — Então se precisar de um ombro amigo ou alguém para conversar é só abrir a porta… Eu nunca tranco. — Michael sussurrou com lábios próximos ao meu rosto, uma leve fumaça saiu de seus lábios jorrando em mim um calor e um hálito adocicado que não consegui identificar.
    — Não será preciso obrigada. — digo me abaixando, passo pelos braços dele, abro a porta e fecho em seguida. Antes disso pude notar seu olhar sexy e debochado.

    Que Deus me ajude. Isso não será nada fácil!

    1 comentários :

    1. Comecei a minha viagem agora...e sei que sera' maravilhosa, eeeeeba!!!!!

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    O Preço de um amor

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