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  • Seduzida por ele - Capítulo 5



                Chegamos a sua casa e essa eletricidade entre nós continua pulsando ao nosso redor. Suas palavras ainda ecoando em minha cabeça como um mantra.
    “Meu quarto, minha cama”.
    Sinto-me como uma virgem prestes a ter sua primeira noite de amor. Mas é claro que isso ainda não será possível. O homem havia acabado de sair do hospital e a última coisa que precisa é de uma mulher louca obcecada por sexo. Isso também é algo que vem me surpreendendo a cada dia. Antes dele nunca fui muito ligada a sexo. Aliás, minhas únicas experiências haviam sido com Brian há quase dois anos.
    Brian um inquilino do prédio onde vivia no Bronx é um bruto e egoísta. Nunca entendeu minha necessidade de ter que tocar e sentir as coisas e pessoas a minha volta. Então após várias tentativas de sua parte e muitas frustrações da minha, tomei coragem e coloquei fim a relação. Algo que ele não havia aceitado muito bem. Acusava-me de ser fria e sem sentimentos. Se não fosse Paige e Paul me apoiando e protegendo de seus assédios e agressões constantes eu não quero nem imaginar o que teria acontecido comigo. Provavelmente faria parte da estática de mulheres presas a homens violentos devido ao medo que sentiam por eles.
    Depois de Brian nunca quis ter outro relacionamento. E o fato de ser cega na maioria das vezes assustava os homens que sempre se afastavam quando se davam conta da minha deficiência física. Eles eram idiotas o suficiente para não perceberem que eu era totalmente independente, mas o medo em ter que lidar com uma situação como aquela sempre falou mais alto.
    Claro, havia os homens que frequentavam o clube, mas aqueles em sua maioria estavam apenas interessados em sexo barato. Entre eles sempre havia um ou outro que acreditava que conseguiriam tirar proveito de uma jovem aparentemente indefesa e, muitos deles haviam aprendido da forma mais dolorosa que de inocente e indefesa eu não tinha nada. Graças a Paul que é professor de artes marciais e defesa pessoal Paige e eu aprendemos a nos defender muito bem. 

                — Chegamos Sr. Durant. — Dylan informa assim que atravessamos os portões da mansão. Ele sai rapidamente e ajusta a cadeira de rodas.
    Ajudo Neil a sair do carro apesar de seus protestos mal humorados. Entendo seu sentimento de impotência diante da situação. Não deve ser fácil para um homem com ele que sempre foi dono de si mesmo ser dependente dos cuidados de outras pessoas.
                Uma mulher baixinha de uniforme e cabelos grisalhos nos espera em frente à porta.
                — Olá senhorita Connor. — ela sorri para mim. — Mr. Durant é bom tê-lo em casa novamente.
                Noto que os olhos da mulher estão discretamente marejados e o quanto suas palavras são sinceras.
                — Obrigado. — Neil responde secamente.
                — Olá. Você deve ser a Sra Jackson — cumprimento reconhecendo sua voz amável.
                — Sim Srta. Connor. Estou muito feliz que deu tudo certo em sua cirurgia. Mas entrem vou preparar algo para vocês comerem e beberem.
                A simpática mulher se afasta para que eu entre. Pela primeira vez poderei ver como é a casa por dentro e pelo que notei pelo lado de fora parece ser lindíssima.
                Entramos e não fiquei decepcionada com o que vi. A sala é maior que todo o apartamento que dividia com Paige, tem quatro poltronas e um jogo de sofá de couro branco, uma mesa de vidro, lareira e no teto há um lustre de cristais em forma de gotas.  Em um dos quantos da sala há uma escultura de Vênus de Milo e alguns quatro pelas paredes. Há uma ampla janela com cortinas de seda azuis e brancas. Um arco dá acesso a uma escada em curva que leva para o segundo andar e ao lado da escada há um elevador negro e redondo. Tudo é muito elegante e sofisticado.
                — Nossa! Essa casa é muito linda. — respiro fundo antes de olhar para ele. — Alguma coisa parece familiar?
                — Não. — Neil responde frustrado. — Nada.
                Aperto seus ombros com carinho. Quero que saiba que sei o quanto está sendo difícil para ele e que vou ajuda-lo em todo o processo.
                — Vai dar tudo certo. — eu sorrio carinhosamente.
                Empurro a cadeira de rodas em direção ao elevador que ele havia instalado para comodidade de Anne, mas que neste momento o ajudará a se locomover pela casa, pois as escadas poderia ser um grande problema com manuseio da cadeira de rodas.
                Antes de chegarmos ao elevador uma mulher elegante desce as escadas. Carrega uma pequena maleta e encara-me com olhar mordaz.
                — Então você veio mesmo? — Lilian cospe as palavras em minha direção.
                — Bom dia Sra. Durant. — opto pela boa educação. Essa mulher não conseguirá travar uma guerra contra mim.
                — Já estou indo embora. — ignora meu cumprimento e vai em direção a Neil. — Ligue se precisar de alguma coisa.
                Lilian caminha elegantemente até a saída. Embora eu tenha antipatia por aquela mulher e mesmo que o sentimento seja reciproco não posso deixar de admirar sua elegância e altivez.
                — Obrigada mãe. — Neil responde sem se dar conta do significado de suas palavras. — Faça uma boa viagem.
                Nós duas ficamos estáticas por alguns segundos, pelo que ele havia me contado, há muito tempo ele não se dirige a ela assim. Desde que criança ele passou a chama-la apenas pelo nome. Observo pelo branco do nó em seus dedos que as palavras dele afetaram-na profundamente. Isso me causa certa empatia. Talvez ela não fosse tão indiferente como gosta de demonstrar. Afinal não é porque não gosta de mim que nutri os mesmos sentimentos pelo filho.
                — Eu ligo para saber como as coisas progridem. — observo-a voltar a sua pose indiferente anterior e sair em seguida, sem ao menos olhar para trás.
                — Pelo visto não somos muito próximos. — ele me responde com pesar.
                Suas palavras pesam em meu coração. Pensar que durante muitos anos ele foi um menino e homem perdido e sozinho e solitário faz com que sinta vontade de prendê-lo em meus braços e acalentá-lo para sempre.
                — Acho que está apenas um pouco aborrecida por não ir para Atlantic City com ela, só isso. — respondo evasivamente.
                Não há porque preocupa-lo com histórias amargas sobre seu relacionamento com a mãe. Ele já terá que lidar com isso quando recuperar a memoria.
                 — Vamos lá, — conduzo a cadeira de rodas até o elevador. — Vou instalá-lo no quarto e cuidar da medicação. Já está quase na hora.
                — E suas coisas?
                — Pedi que Dylan trouxesse ontem. — murmuro. — Só não sei onde estão.
                — Cerifique-se de que tenham colocado em meu quarto. — ele disse num tom imperativo. — Preciso de cuidados constantes.
                Cuidados constantes? Posso muito bem imaginar os tipos de cuidados a qual ele se refere. Sinto minhas bochechas arderem diante de suas palavras. Dispo-me rapidamente do casco que havia me esquecido de tirar quando entrei.
                A porta abre e nós entramos em seguida, acomodo a cadeira próxima à parede e fico de costas para ele, aperto o botão subir e aguardamos em silêncio. Evito seu olhar, se Neil me encarar nesse momento saberá todos os pensamentos eróticos que invadem minha mente.
                Fecho os olhos angustiada. Já ouvi falar algo sobre pessoas viciadas em sexo e sempre achei tal termo ridículo, mas nesse momento começo a reavaliar meus conceitos. Ou estou completamente viciada nele ao ponto de achar que acho que estou ficando maluca. Observo a porta fechar e sinto algo deslizando de meus joelhos até minhas coxas, sinto-me ficar molhada imediatamente.
                — Já fez sexo em um elevador Srta. Connor? — ele murmura em uma voz rouca.
                — Não...
                Suas mãos deslizam por minhas pernas em um vai e vem sensual. Minha respiração acelera e sinto meus joelhos vacilarem.
                — Neil... — começo tentando soar coerente. — Você está tornando as coisas difíceis.
                O elevador já havia parado, mas continuamos ali enquanto me deixo ser levada pela sensação das mãos dele sobre minha pele. Seus dedos longos e quentes acariciando-me, subindo e subindo pelas minhas coxas até o ponto que pulsa desesperadamente implorando por seu toque.
                — Por que eu deveria? — ele disse roucamente. — Não me lembro de você ter facilitado nada para mim.
                Sua outra mão puxa-me para mais perto dele. Seus lábios pressionam minhas nádegas sob o vestido. Meus joelhos sedem e caio sentada em seu colo.
    Um gemido alto me faz saltar de seu colo imediatamente.
                — Droga de perna. — ele urra com frustração. — Maldição!
                Merda! Merda! Merda! Eu havia me esquecido da sua perna engessada. Tenho vontade de me estapear mediante a minha atitude imprudente. O que estou fazendo? Estou aqui para cuidar dele e não para causar mais danos.
    — Machuquei você? — Pergunto preocupada. — Onde doí?
    — Além de meu ego? — ele ri e geme ao mesmo tempo.
    — Droga Neil... — começo falar agora muito irritada. — Tem que ser mais cuidadoso!
                — Eu...? — Sua expressão é atônita. — Você está me provocando o tempo todo e eu tenho que ser cuidadoso?
                — Eu não faço isso!
                — Não? — seu olhar agora é zangado e ele pontuando cada acusação. — Beijos ardentes no hospital. Caricias quente dentro do carro. E agora fica se exibindo nesse vestido ridiculamente curto. Mulher eu sou um homem com sangue nas veias!
                Dito isso ele sai conduzindo a cadeira de rodas furiosamente. Entre envergonhada, atônita e ainda muito excitada me pergunto se realmente venho fazendo isso.
                Sim eu estava!
    Aguardo alguns minutos para que minha respiração se normalize e sigo em direção à porta onde ele entrou. Vejo que estamos em um quarto masculino.
    — É seu quarto? — Pergunto olhando em volta.
    O quarto tem um closet espelhado, uma cama Califórnia King Size com um acolchoado volumoso preto e branco. Há uma enorme Tv em um suporte na parede. Uma porta de vidro negra dá acesso ao que creio ser um banheiro.
    Neil vai até o closet, abre-o e verifica a infinita quantidade de ternos, camisetas e gravatas que há ali. Vai para uma segunda porta e eu vejo minhas roupas perfeitamente arrumas e distribuídas.
    — Acho que são suas roupas. — ele murmura. — Ao menos que eu tenha o habito de me vestir com roupas femininas.
    — Creio que a Sra. Jacson providenciou isso.
    Deus! Ainda me parece inacreditável que estou na casa dele e em seu quarto.
    — Está com fome?
    — Não. — responde-me ainda de mau humor. Sei que pessoas doentes tendem a ser mais ranzinzas e sensíveis. Por isso ignoro sua cara de bravo e vou para o banheiro. Verifico se todos os remédios receitados estão ali, pego os comprimidos e volto para quarto. Coloco os recipientes em cima da mesa de cabeceira.  Sinto seu olhar sobre mim o tempo todo.
    — Por que não se deita um pouco?  — digo colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Lembre-se que o médico disse repouso total.
    Neil balança os ombros com indiferença. Ajudo-o a se deitar e tento ignorar o efeito que sua loção pós-barba causa em mim. Coloco um travesseio em suas costas e outro em sua perna engessada para que fique confortável.
    — Sua perna ainda doí? — Pergunto preocupada.
    — Não muito.
    Separo o medicamento e entrego a ele com um copo d’água.
    — Vou até a cozinha para ver o que a Sra. Jackson preparou. — viro-me em direção a porta.
    — Jennifer!
    — Sim?
    — Desculpe. — as palavras ditas num tom carinhoso.
    — Não se preocupe. — murmuro.
    Saio do quarto e vou para cozinha. Encontro a Sra. Jackson ocupada verificando algo dentro do forno. Pelo cheiro acredito que esteja fazendo carne assada.
    — Sra. Jacson. — chamo sua atenção. A mulher dá um pulo e leva a mão ao peito. — Desculpe não quis assustá-la.
    — Tudo bem eu estava distraída querida.
    — Eu vim buscar o almoço do Neil.
    — Claro. Já está pronto. — ela sorri. — Só vou preparar uma bandeja.
    Sento-me na bancada e observo enquanto ela trabalha. A cozinha como de se imaginar é tão bonita e equipada como todo o resto da casa.
    — Srta. Connor... — ela começa a falar de forma envergonha. — Eu quis muito deixar que entrasse naquele dia em que esteve aqui, mas a Sra. Durant deu ordens para que...
    — Não se preocupe Sra. Jackson. — interrompo-a. — Sei muito bem o que aconteceu. Que só estava cumprindo ordens. E pode me chamar de Jenny.
    — Então me chame de Geórgia. — ela sorri.
    Conversamos por alguns minutos. Já gostava da Sra. Jackson antes e agora sinto que podemos ser grandes amigas. Ambas somos pessoas simples e despreocupadas.
    Meia hora depois subo com a bandeja de comida. Encontro Neil distraído com a televisão. Almoçamos juntos e assistimos a um filme clássico. Antes que o filme termine noto-o dormindo profundamente. Cubro-o com cuidado e saio para conhecer a casa. Encontro um escritório com computador e impressora. Seguindo o corredor o quarto de Anne e mais dois quartos de hospedes.  Desço as escadas, passo pela sala que já conheço, sigo por um corredor em direção aos fundos da casa.
    Há uma grande piscina coberta, passo por ela e vou em direção ao jardim. Lembro-me dos momentos que passei com Neil ali. Quando tudo que tínhamos era certeza de um futuro feliz. Sinto meus olhos marejarem ao me lembrar de todas as coisas que poderiam ter nos destruído e nos separado.
    Volto para casa, estou sem casaco e frio é congelante. De acordo com a meteorologia teremos neve mais cedo esse ano.
                — Jenny! — Anne corre até mim assim que entro na sala. Ainda está em seu uniforme escolar e mochila.
                — Oi querida. Como foi a escola hoje?
                — Foi legal. Eu disse ao Thomas que meu pai viria para casa, que não ia morrer e que ele era um idiota.
                — Anne... — começo a repreendê-la. — Embora ele possa parecer um idiota não é educado que fale isso. Amanhã irá pedir desculpas a ele, ok?
                — Mas Jenny...
                — Nem mais nem menos. Acho que seu pai não gostaria que se comportasse assim.
                — Eu sei. — ela faz bico para mim. — Você fala igualzinho a ele. Também me diz para não chamar Thomas de idiota.
                — Você gostaria que ele a chamasse assim?
                — Não?
                — Não devemos fazer às pessoas o que não queremos que façam conosco.
                — Está bem. — ela choraminga. — Desculpe.
                — Tudo bem. — acaricio seus cabelos e abraço-a com carinho.
                — Papai já está aqui? — Encara-me com olhar ansioso.
                — Está no quarto dormindo.
                 — Posso vê-lo?
                — Pode sim. Só não faça barulho. Ele precisa descansar um pouco.
                Vamos juntas para quarto e ficamos um pouco ao lado de sua cama. As duas de mãos dadas velando seu sono. As duas mulheres que mais o ama e que ele ama também, mesmo não se lembrando disso. É obvio que Lilian também ocupa um lugar em sua vida, mas não o mesmo lugar comparado a Anne e eu. Talvez um dia se ela quisesse poderia ocupar o espaço em seu coração destinado a ela.
                Vou com Anne para seu quarto e a ajudo com dever de casa. Nós duas passamos o resto da tarde juntas. Volto para quarto de Neil para uma nova medicação e encontro-o brigando com a cadeira de rodas.
                — Deixe que o ajude.  — corro até ele.
                — Preciso ir ao banheiro. — ele informa constrangido.
                Ajudo-o a se acomodar na cadeira e guio-a até a porta. Deixo que tenha privacidade, mas fico ao redor caso ele sinta algum tipo de vertigem. O médico havia me alertado que isso poderia acontecer e que sempre deveria ter alguém atento por perto.
                Por volta das sete horas preparo um banho na imensa banheira, evolvo sua perna com gesso em um protetor.
                — Posso fazer isso sozinho. — ele resmunga quando começo a ajuda-lo com as roupas e senta- se na borda da banheira para se apoiar.
                — Neil eu já vi você sem roupa. — Falo envergonhada.
                Na verdade ver eu não havia visto, mas eu toquei cada centímetro de seu corpo o que dá quase no mesmo.
    Não. A quem estou querendo enganar. Minha boca saliva só com a possibilidade de ver seu corpo musculoso e perfeito.
                — Você já viu é? — Seu sorriso é sexy e provocador. — Pensei que fosse cega na época.
                — Visão pelo tato. — respondo mexendo os dedos. — Dá no mesmo.
                — Você quer me ver sem roupa?
                Ele começa a despir a camisa. Seus olhos grudados em mim como um tigre observando à presa. Posso dizer que estou a ponto de babar bem na frente dele. Eu vi muitos homens bonitos desde que voltei a enxergar, mas nenhum deles mexe comigo como Neil faz.
                — Pode me ajudar com a calça. — ele sussurra roucamente ao jogar a camisa no chão exibindo o peito amplo e abdômen definido.
                Engulo em seco e vou até ele. Meus cabelos estão soltos e o acariciam conforme me abaixo para ajuda-lo a se livrar das calças. Ouço-o gemer ao sentir meus cabelos em sua pele. Meus dedos o tocam ao desliar a peça pelo seu corpo. Minha respiração esta entrecortada e acelerada.
                Céus se todas as vezes que ele for tomar banho for esse martírio desconfio que fique presa em uma camisa de força e bem pouco tempo. Após me livrar da calça fico ajoelhada observando seu membro visivelmente excitado a minha frente. Fico admirada que todo aquele monumento tivesse se encaixado perfeitamente dentro de mim. Minhas mãos coçam em desejo de tocá-lo.
                — Inferno Jennifer. — Neil sussurra com olhar angustiado. — Continue me olhando assim e juro que não sei o que farei.
                Como se tivesse vida própria minhas mãos vão até seu membro enrijecido de excitação. Toco-o com delicadeza, deslizo meus dedos da base até a ponta. Acaricio com fome, fome de tocá-lo, senti-lo e prova-lo. Deslizo a cueca por suas pernas e vejo seu pênis saltar imponente.
                — Jennifer... — ele geme alto ao sentir minha mão sobre ele. Sua cabeça levemente inclinada para trás enquanto ele agarra meus cabelos de forma possessiva.
                Sem pensar duas vezes mergulho minha boca em seu membro pulsante. Eu preciso disso. Ele precisa. Deslizei minha língua por toda extensão, provando, sugando a cada investida. Seus dedos trêmulos puxam meus cabelos com mais força e isso me leva as alturas.
                — Porra bebê! — ouço seus gemidos alucinados. — Está me deixando louco.
                Incentivada por suas palavras devoro-o mais fundo que posso conseguir, até vias as lagrimas. Minha língua e mãos percorrendo a cada parte de sua anatomia, algumas vezes tocando seus testículos o que o deixava cada vez mais enlouquecido.
                — Jennifer eu não posso aguentar por muito tempo. — ele sussurra rangendo os dentes.
                Quem disse que eu quero isso? Anseio vê-lo perder o controle diante de mim. Que ele enlouqueça de prazer e que eu saiba que foi causado por mim. Em meio a suas palavrar invisto com mais ferocidade. Chupando, lambendo, deslizando por ele com toda necessidade que há em mim. Em seguida sinto seu membro pulsar se contrair. Jatos quentes inundam minha boca enquanto ele mergulha em um prazer absoluto.
                — Inferno Jennifer. — ele murmura colocando-me de pé puxando-me para seus braços. — Você ainda irá me enlouquecer.
                 Apoio sua cabeça entre meus seios enquanto procuramos nos acalmar.
    Se há alguns meses atrás me dissessem que ficaria de joelhos em banheiro fazendo sexo oral de forma tão desinibida eu teria rido de tal absurdo. Mas nesse momento me sinto feliz e realizada. Jamais imaginei que dar prazer à outra pessoa fosse tão bom quanto receber.
                — Creio que é minha vez agora. — ele sussurra apertando meus seios. Abocanha um mamilo e suga-o com força. Gemo alto e deslizo a mãos por sua cabeça raspada. Os cabelos estão um pouco mais crescidos, mas ainda sinto falta da massa de cabelos que sempre amei agarrar e puxar. Então desço minha mão até seu pescoço e puxo-o para mais perto de mim. Sempre tentando evitar tocar sua perna engessada.
                As mãos dele deslizam pelas laterais de meu corpo. Neil agarra a barra do vestido e passa-o por minha cabeça. Agradeço aos céus por ter colocado um novo conjunto de lingerie essa manhã. Seus dedos vagueiam pela renda branca delicada.
    — Linda! — Livra-se do fecho do sutiã e desliza pelos meus braços. — Sabe como eu sonhei em vê-la assim? Nua em meus braços.  — Sussurra roucamente, sua voz mole como se estivesse bêbado em meio ao desejo.
    Balanço a cabeça em negativa e fecho os olhos ao sentir sua boca em meus seios agora livres para seu toque. Uma urgência crescente em meus quadris está me deixando atordoada. Os dedos dele passeiam pelo meu corpo enfraquecendo o que resta de meu controle.
                — Neil... — gemo em seus braços.
                Observo-o deslizar para o chão e sentar com cuidado, as costas apoiada contra banheira. Suas mãos habilidosas livram-me da calcinha e a joga longe. Posiciona suas pernas entre as minhas e puxa-me para ele. Fico de joelhos entre sua cintura, meu sexo roçando o dele em uma caricia atordoante. Neil inclina a cabeça, passando, primeiro em um seio, depois no outro, seus lábios e sua língua.
                Entorpecida e cheia de desejo, curvo-me dando maior acesso a ele. Ele olha-me de cima a baixo, em seu olhar um desejo explicito.
                — Eu posso estar sem memória... — ele começou com voz enrouquecida e emocionada. — Mas tenho certeza que nunca desejei uma mulher como desejo você.
                Beija-me com paixão e eu posso sentir as lagrimas de emoção deslizando pelo meu rosto. Nesse momento tenho certeza que jamais vou amar outra pessoa como eu o amo.
                Entrego-me ao beijo enquanto sua mão desliza por meu seio, ventre ate meu monte molhado. Seus dedos penetram-me arrancando suspiros desesperados de minha garganta.  Excitada agarro os ombros dele. Neil segura minha cintura e escorrega meu corpo de encontro ao seu membro novamente rijo e pronto para o amor. Com os olhos fixos nos meus me penetra. Juntos, um só, em busca do prazer absoluto.
                Fecho os olhos e o sinto me preencher completamente. Institivamente eu começo a me movimentar e deslizar sobre seu membro duro. Subindo e descendo, primeiro devagar e depois mais rápido e fundo. Cada investida mais profunda prazerosa que a outra.
                Sinto-me cair em um precipício de emoções. Fecho os olhos e as sensações dele dentro de mim, invadindo-me, preenchendo é cada vez mais palpável. Cada movimento parece me levar cada vez mais alto.
                — Abra os olhos. — ele ordena. — Quero que olhe para mim.
                Abro os olhos e vejo seu rosto contorcido e mergulhado no prazer tanto quanto eu. Sinto-a investir profundamente, tenho vontade de fechar os olhos diante de tal prazer, mas mantenho-o conectados aos seus. Mergulho em sua profundidade negra e vejo suas pupilas se dilatarem em meio ao prazer.
                — Jennifer... — ele geme meu nome.
                Mantemos um ritmo acelerado agora. Minhas unhas cravam em seus ombros e juntos nós escalamos a montanha de prazer, alcançamos o mais alto pico e mergulhamos nos espasmos de um orgasmo alucinante.
    Uma hora depois saímos da banheira sorrindo e nos acariciando como dois adolescentes.
                — Está doendo? — Pergunto ao vê-lo gemer quando se sentou na cadeira de rodas.
                — Não. Apenas uma caibra. Tem certeza que preciso usar isso? — Neil aponta para cadeira de rodas. — Poderia usar muletas.
                — Ainda não pode. O médico disse que pode ter vertigens por alguns dias. E acho que não devimos ter feito isso. — murmuro envergonhada, referindo a nossa aventura sexual.
                — Eu estou bem. Você está bem. E eu não me arrependo de nada. — diz ele com olhar divertido. — Sabe há quanto tempo eu venho refreando meu desejo por você?
                — Não mais do que eu? — sussurro beijando seus lábios. — Vamos nos vestir e descer para o jantar.
                — Eu não tenho fome. — ele responde segurando minha mão e beijando meu pulso. — Não de comida.
                — Comporte-se. — dou um pequeno tapa em seu ombro e vou para quarto desfilando minha beleza nua. Ouço um assovio as minhas costas e começo a rir.
                O jantar seguiu tranquilamente. Anne falou o tempo todo enquanto nos dois nos provocámos por debaixo da mesa. Após o jantar sentamos na sala para ver os programas infantis favoritos de Anne. Como é o dia de folga da babá eu mesma ajudei-a se vestir e a coloquei na cama.
                Voltamos para o quarto em seguida. Apesar de minha preocupação com sua saúde fizemos amor novamente, dessa vez em um rimo gentil e suave, mas não menos prazeroso e intenso.

                — Não!
                Ouço um grito ecoar pelo quarto. Sento-me e acendo a luz do abajur rapidamente.
                — Nathan... — ele geme se contorcendo. — Sophie!
                — Neil. — tento imobilizar sua perna machucada enquanto ele se debate. — Acorde querido.
                — Não faça isso! — ele se contorce mais forte.
                — Neil! Por favor!
    Estou angustiada e em pânico com a cena que se desenrola diante de mim.  Sacudo-o levemente tentando tirá-lo do pesadelo que o atormenta.
    Seus olhos se abrem e me encaram com fúria.
    — Saia daqui! — A ira em sua voz faz meus ossos congelarem. — Saia!



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