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  • Proibida para mim - Capitulo 8



    Capítulo Oito 





    Estamos deitados abraçados, em silêncio. Eu apenas respiro, tranquilamente, segurando-a, em meus braços, e inspirando seu perfume inebriante.
    — Que tal se a gente levantar e comer o jantar que eu mandei preparar para nós? – digo, quebrando o silêncio.
    — Eu não estou com fome, Neil — ela resmunga.
    Mordo sua orelha e dou beijinhos, no lóbulo, apertando-a contra mim.
    — Não estrague minha festa, bebê. Mandei preparar um jantar especial para nós. Comida francesa que espero que você goste — digo, entre um beijo e outro.
    — Tudo bem — ela resmunga, novamente.
    Ligo para a recepção do hotel e peço nosso jantar. Levará cerca de meia hora.
    – Nosso jantar vai chegar em meia hora. Gostaria de tomar um banho de banheira? — sussurro, em seu ouvido.
    Ela apenas consente. Levanto-me, com relutância, e sigo para o banheiro, para encher a banheira. Vejo o pote, com o restante das pétalas, e coloco-as, dentro da água. Coloco, ainda, uma espuma de banho, com cheiro de jasmim. Volto para o quarto e ela está deliciosamente linda, com os lençóis de seda sobre seu corpo, deixando um seio de fora. 
    Eu sou um maldito filho da puta sortudo! Penso, comigo mesmo.
    Deito-me, ao seu lado, e aconchego-me, junto a ela.
    — Vamos? A banheira já está cheia.
    Conduzo-a ao banheiro e ajudo-a a entrar na banheira. A água está quente e bastante perfumada. Ela percebe o aroma e sente as pétalas de rosas.
    — Você gosta de flores, não é?
    — Eu gosto de você. Que é a flor mais linda do meu jardim — suspiro.
    — Não sabia que você era romântico — ela diz, petulantemente.
    — Posso ser muitas coisas, romântico é só mais uma delas — digo, puxando-a para o meu colo.
    Ela senta, em cima de mim, e eu já estou pronto para a segunda rodada. Mas, apenas olho para ela. Ela é linda, nunca serei capaz de parar de repetir isso.
    Começo a amassar seus mamilos, em meus dedos, alongando-os. Eu deslizo um dedo para sua barriga plana e umbigo e ela toma uma ingestão de ar, enquanto sua respiração fica mais rápida e ofegante. Eu posso sentir seu coração batendo forte, no peito, e isso me dá uma corrente de prazer.
    Minha ereção está em sua barriga, num comprimento poderoso. Ela empurra-se, contra minha ereção. Ela me quer e eu a quero muito, também. Eu quero fazê-la gozar, apenas assim, já que as camisinhas estão no quarto. Ela segura em meus ombros, com força, e ficamos naquele vai e vem, sem penetração. Beijo-a, da orelha ao pescoço, e, então, desço para um dos seus seios e chupo-o, com força. Dou atenção ao outro, com a minha mão, puxando seu mamilo, deixando-o cada vez mais duro.
    Enquanto a sensação constrói-se, ela arqueia as costas e eu sussurro: Sinta isso, bebê. E ela implora-me para que eu penetre-a. Enfio um dedo, lentamente, em sua vagina e faço círculos, tocando em sua parede vaginal. Enfio outro dedo e continuo com meu tormento sensual. Sinto-a estremecer, em meus dedos, e, com o polegar, acaricio seu clitóris. Ela está muito molhada, só para mim. E eu estou muito duro, com muita vontade de penetrá-la. Continuo enfiando e tirando meus dedos, de dentro dela, e sinto-a estremecer. Ela goza, em meus dedos, é muito sensível.
    Beijo-a, ardentemente. Quero penetrá-la, tomá-la como minha. Levanto-a do meu colo e esfrego seu corpo, com uma esponja. Passo a esponja em todo seu corpo, dando atenção especial aos seios e à vagina. Beijo suas pernas, enquanto ela, deliciosamente, arqueia o corpo para trás. Ela também lava o meu corpo e segura minha ereção, entre as mãos. Mas, eu não quero gozar assim, quero gozar dentro dela.
    Ajudo-a a se levantar para sairmos da banheira. Enrolo-a em uma tolha quente e pego-a em meus braços. Fazemos tudo, em silêncio, apenas sentindo o toque um do outro. Ela ainda está ofegante, recuperando-se do orgasmo. Deito-a, na cama, e vou abrindo sua toalha, beijando-a em todo seu corpo. Pego a camisinha e coloco em minha extensão e penetro-a, com força. Ela grita. Não de dor, mas, por causa da maneira como estou possuindo seu corpo. Ela é minha. Suas mãos movem-se, em direção ao meu peito, e ela arranha-o. Jennifer é uma gata selvagem. E eu estou cheio de desejo por ela. Vou golpeando-a, com velocidade, duro, forte, intenso, como se eu estivesse escalando o pico de uma montanha. Sinto seu estremecimento. Ela está perto do clímax, novamente, e eu também. Eu sussurro, em seu ouvido, pedindo para ela gozar para mim e, diante das minhas palavras, nós gozamos juntos.
    O nosso jantar chega e eu peço à camareira para deixar tudo pronto, na mesa. Quero que ela use o vestido que comprei para ela. Volto para o quarto e ela está sentada na cama.
    — Nosso jantar chegou. Tem uma coisa que eu queria dar-lhe para usar, tudo bem? — pergunto, timidamente.
    — O que é? — ela pergunta, surpresa.
    — É um vestido.
    Imaginei-a, em um vestido como aquele, por vários dias.
    — Um vestido? Por que está dando-me um vestido? E como sabe meu número? — ela pergunta, confusa.
    — Porque eu quero, porque eu posso e porque você é linda e quero que você tenha tudo para ficar ainda mais linda. E, também, porque, depois, quero ter o prazer de o tirar de você — digo, mordendo, delicadamente, o lóbulo da sua orelha. Sinto o arrepio do seu corpo.
    Ela apenas aquiesce. Pego o vestido no closet. É um vestido Chanel, preto, justo, tomara que caia. O tecido é de seda brilhante. Pego o sutiã preto, rendado no meio, e uma minúscula calcinha combinando. Os sapatos são Manolo Blanik, de salto agulha e de tiras. Ajudo-a vestir as peças. Ela está estonteante. Visto meu terno preto para combinar com a roupa que escolhi para ela.
    — Este vestido é muito curto— ela diz, passando a mão por ele, em seu corpo. Esse movimento é absolutamente sensual e todo meu corpo acende-se, novamente, respondendo a essa visão.
    — Sim, é. E você está deliciosa nele. Mal posso esperar para tirar cada peça do seu corpo — digo, com um sorriso lascivo.
    Conduzo-a, até a sala de jantar, e faço com que se sente em seu lugar. Explico a posição dos talheres, pratos, taças e guardanapo. Quero que ela saiba que eu confio nela e sei que ela é capaz de fazer qualquer coisa. Nosso cardápio consiste em comida francesa. Uma entrada de lagosta, com aipo e tomate, e bouilabaisse, com molho rouille. O prato quente consiste em camarões ao champagne. A sobremesa é clafoutis ao kiwi. Para acompanhar, vinho branco português Adega do Borba, safra de 2011. É um vinho fácil de beber, com toques de lima e frutos cítricos. Adoro a culinária francesa e ela come, com aprovação. Conversamos trivialidades, como duas pessoas que estão conhecendo-se. Ela é tímida, mas, vejo transparência, em suas palavras.
    — Isso estava delicioso — ela diz, satisfeita.
    — Eu ainda não estou satisfeito — digo, erguendo uma sobrancelha.
    — Não? Achei que já havíamos terminado o jantar — ela sorri.
    — Sim. Mas, quero provar, mais uma vez, a sobremesa — digo, sedutoramente.
    — A sobremesa? — ela diz, arregalando os olhos — Nós já comemos a sobremesa.
    — Sim. Mas, eu quero a segunda sobremesa. Você! — sorrio, perversamente.
    Ela sorri. Eu me levanto e vou até ela. Seguro-a, em meus braços, e, lentamente, vou levando-a de volta para o quarto. Viro-a, de costas, e abro seu vestido, lentamente, puxando o zíper, ao mesmo tempo em que passo os dedos em suas costas nuas. Desço, vagarosamente, roçando meus dedos, ao longo da sua perna. Ajudo-a dar um passo fora dele. Ela está apenas de lingerie e salto alto. É a própria visão do Céu! Deusa Afrodite. Linda, quente e gostosa. Completamente de dar água na boca. Viro-a, de frente para mim, e beijo seu pescoço. Vou descendo, com beijinhos, até me ajoelhar a sua frente. Pego a parte de trás de suas pernas e, quando subo até seu ápice, sinto um arrepio percorrê-la, fazendo-me sorrir. Minhas mãos seguem para os seus quadris e eu inspiro seu cheiro, profundamente. O cheiro dela é inebriante. Eu posso ver, por entre a renda da calcinha, sua excitação brilhando para mim. Eu puxo sua calcinha para baixo e beijo seu sexo.
    Deito-a, na cama, e abro suas pernas, vigorosamente. Volto a chupar seu sexo, chicoteando, com a língua, o seu clitóris. Ela puxa meus cabelos e arqueia as costas, com puro desejo por mim. Seguro suas nádegas e chupo mais forte, saboreando cada centímetro. Seu gosto é divino.
    — Neil, eu quero provar você, também — ela diz, gemendo.
    Deito de costas e puxo-a para mim. Ela senta-se, em minhas pernas, segurando firme meu pau rijo, com uma das mãos. Quando seus dedos fecham-se, em torno de mim, cubro sua mão com a minha, ajudando-a no movimento para cima e para baixo. Minha garganta fecha, com um grito reprimido. Fecho meus olhos e sinto a sensação que é tê-la segurando meu pau. Lentamente, ela coloca-o na boca. Sinto seus lábios fechando-se, em meu comprimento, e eu levanto a cabeça para olhá-la. Eu reverencio essa mulher! Minha respiração acelera ao ver seus cabelos, caindo como cascata, sobre meu abdômen. Ela inclina-se para frente e continua a chupar-me, com força. Sua língua fazendo círculos, em volta do meu pau, está deixando-me louco.
    Seguro-a pelos braços e coloco a camisinha. Sento-a, em cima de mim. Quero vê-la.
    — Você é muito gostosa. Quero que você sinta-me inteiro — digo, entredentes.
    — Ah... — ela geme.
    Ela cavalga, em cima do meu pau, enquanto eu abaixo e chupo seus seios, passando as mãos, em seu corpo. Ela agarra meus cabelos e puxa-me para um beijo. Nossas línguas entrelaçam-se enquanto eu penetro-a, com toda a minha alma, com todo meu desejo e, logo, gozamos juntos.
    Acordo, de manhã, e ela ainda está dormindo. Fico apenas contemplando sua beleza. Não quero acordá-la, quero que ela descanse. Tivemos uma noite maravilhosa. Há muito tempo, eu não me sentia tão satisfeito. Como não encontrei essa mulher antes? Ela é tudo que eu sempre quis. Tem todos os requisitos físicos que admiro, em uma mulher, além de ser doce e inteligente. 
    Porra! Mas eu não posso ficar com ela estando casado. Esse pensamento não sai da minha cabeça. Tenho que dar um jeito de me separar de Sophia o quanto antes. E também tenho que apresentá-la direito à Anne. Inferno! Como posso tê-la? Eu sou um merda e não posso fazê-la feliz. Não, com todo meu passado fodido.
    Jennifer suspira e aconchega-se mais ao meu corpo, tirando-me dos meus pensamentos sombrios. Passo os dedos, delicadamente, em sua pele, que é macia e suave, como seda. Ela esfrega sua bunda, em meu pênis, que já está duro. Deslizo minha mão por sua barriga e chego a seu sexo. Começo a brincar com seus clitóris e introduzo um dedo, dentro dela. Ela está úmida, pronta para mim, mesmo sendo tão cedo! Faço movimentos circulares e ela geme. Sinto sua lubrificação aumentar.
    — Hummm... — ela geme, ainda sonolenta — Isso é bom.
    Afasto meu braço, que apoia sua cabeça, deito-a de costas, na cama, e inclino-me sobre ela para beijá-la. Nosso beijo é longo, quente e cheio de paixão. Eu poderia beijá-la por toda eternidade e não me fartaria nunca. Deslizo minha boca, passando pelo seu pescoço, até chegar aos seus seios. Ela é bastante sensível aqui. Sopro seus mamilos, dou lambidas e chupo, sem misericórdia. Ela fecha as pernas, em meus dedos, como se quisesse intensificar o prazer. Continuo dando atenção aos seus seios, enquanto massageio seu clitóris, implacavelmente. Ela estica e cruza as pernas. Minha mão está presa, mas, meus dedos ainda conseguem brincar com seu sexo.
    — Neil! — ela grita, curvando as costas, o que me dá mais acesso aos seus seios. Mordo um dos mamilos e, com a língua, faço movimentos circulares. Em seguida, chupo-o, com força, abocanho a maior quantidade possível dele — Neil, eu, eu... Por favor — ela contorce-se.
    Eu sei o que ela precisa, o que ela quer. Afasto suas coxas e introduzo mais um dedo, em sua vagina. Enquanto meus dedos trabalham, dentro dela, meu polegar estimula o seu clitóris. Meus dedos deslizam, com facilidade, em seu sexo encharcado.
    Jennifer puxa-me e beija-me, apaixonadamente. Continuo o movimento, com os dedos, e, então, sinto pequenos solavancos dominarem o seu corpo. Ela está quase gozando. Afasto-me, rapidamente, e pego um preservativo. Tiro-o da embalagem e coloco-o, em minha extensão. Volto a beijá-la, chupando seus lábios. Adoro sua boca e mordisco seus lábios, várias vezes, até eles ficarem vermelhos.
    — Bebê, eu vou foder você — sussurro, em seus lábios.
    — Foda-me — ela diz, ensandecida.
    Caralho! Jennifer ainda irá destruir-me. Minha mão desliza, pelo seu corpo, e eu agarro as costas das suas coxas, com firmeza. Deslizo meu pênis até a entrada da sua vagina molhada. Ela geme e agarra-se, em meus ombros. Eu continuo nessa deliciosa tortura, num vai e vem, a cabeça do meu pau cutucando a entrada da sua vagina, provocando-a e enlouquecendo-me de desejo. Ela puxa-me, tentando forçar-me a penetrá-la.
    — Ansiosa, gatinha? — provoco-a.
    — Por favor! — ela implora, gemendo.
    Paro, por alguns instantes, para observar seu rosto contorcendo-se de prazer. Seus cabelos ruivos, espalhados pelo lençol, exatamente como eu havia imaginado. Não consigo resistir mais e penetro-a, profundamente. Ela geme, alto, e agarra o meu peito, com força. Suas unhas cravam-se em mim, enquanto ela rebola e contorce-se, acompanhando meu ritmo.
    Sento-me, na cama, e trago-a comigo, sem desconectar nossos corpos, em nenhum momento. Cruzo as pernas dela, em minha cintura, e enfio meu pênis, com força. Seguro suas nádegas e levanto seu corpo para cima. Meu membro sai, alguns centímetros, e eu puxo-a para baixo, firme e fundo.
    — Isso, bebê — murmuro, com a voz rouca, testa suada e corpo trêmulo.
    — Neil! Ah! Neil! — ela grita o meu nome e eu juro que vou enlouquecer.
    Seguro seus seios, acariciando os mamilos, com os dedos. Ela morde os lábios e geme. Nossos movimentos ficam cada vez mais rápidos e eu sinto sua vagina apertar meu pau, como um punho fechado.
    — Porra, Jennifer! — eu grito, enlouquecido. Ela é muito apertada e está muito molhada. Eu sinto cada centímetro dela em torno de mim, derretendo-me.
    Explodimos em um orgasmo violento e eu sinto uma eletricidade passar entre nossos corpos. Sexo sempre foi bom pra mim, mas, com ela, é diferente. Sempre soube que existia diferença entre sexo e amor, mas, até então, eu não havia experimentado a segunda opção. Sexo é quando dois corpos se unem em busca de prazer. Fazer amor é o encontro de duas almas, com um prazer muito mais intenso e poderoso. Eu agora sei o que é fazer amor. Ficamos abraçados, por um tempo, enquanto nossas respirações voltam ao normal.
    — Bom dia, linda — digo, sorrindo.
    — Bom dia — ela murmura.
    — Dormiu bem?
    — Sim. Muito — ela senta-se e abraça as próprias pernas. Parece perdida.
    — O que foi? Está arrependida? — pergunto, em um tom de voz que acusa meu pânico.
    — Não. Faria tudo de novo, mesmo sabendo que é errado — ela segura minha mão e dá uns beijinhos suaves, nos meus dedos.
    Sento-me em frente a ela e seguro seu rosto. Olho, bem no fundo dos seus olhos, mesmo sabendo que ela não me vê.
    — Nada do que aconteceu, aqui, entre nós, foi errado, Jennifer. Se há uma coisa real, certa e verdadeira, no Universo é o que nós vivemos, ontem e hoje. Nunca duvide disso — digo, com firmeza.
    Ela está cheia de dúvidas, reticências e eu compreendo-a. Gostaria de afastar todos esses fantasmas, dizer que tudo está bem, mas, eu não posso. Ainda tenho uma luta pela frente, mas, eu não vou desistir dela, nunca.
    — Vai mesmo divorciar-se? — ela pergunta, timidamente.
    — Claro que sim — abraço-a, forte — Eu deveria ter feito isso, há muito tempo. Na verdade, nem deveria ter me casado. Mesmo que os pais de Sophia nunca tenham tentado nada contra mim, eu sempre tive medo de perder Anne, caso algo acontecesse à Sophia. Foi o único motivo para sustentar esta estupidez.
    — E o que Sophia acha disso? Sobre o divórcio? — ela aperta-me, com força.
    — Não vou mentir para você, Jennifer. Sophia não pretende facilitar as coisas para mim– digo, enterrando meu nariz, em seu pescoço — Enfrentará isso comigo? — digo, num sussurro.
    Sinto-a contrair-se e afastar-se do meu abraço. Fico parado, perdido. Não sei o que dizer. Depois do que parece um século, esperando sua resposta, com a respiração presa, ela diz:
    — Tem certeza de que não sou a razão dessa decisão? — ela entrelaça os dedos nos meus — Faria isso, mesmo que não tivesse me conhecido?
    — Sim. Antes de conhecer você, há algum tempo atrás, Sophia promoveu uma festa para seus amigos, em minha casa. Eu tinha viajado, a negócios, mas, cheguei na noite da festa, bem tarde. Naquele dia, Sophia havia flagrado o amante com outra e descontrolou-se.
    Faço uma pausa para que ela possa digerir o que estou dizendo. Ela aperta meus dedos, estimulando-me a continuar.
    — Eu fiquei muito irritado, não por ela ter um amante, nunca fomos um casal de verdade e eu tinha meus casos, também, mas, fiquei furioso porque tínhamos um acordo de não promover festas com Anne por perto. Pelo menos, não esse tipo de festa.  Naquela noite, Sophia parecia enlouquecida e foi para o quarto de Anne, precisava descontar em alguém. Claire a babá, tentou contê-la, mas, não adiantou. Ela, ela... — paro de falar, porque não consigo conter a raiva crescente em mim.
    — Oh, Neil... — ela abraça-me forte.
    — Bem, eu cheguei e vi toda aquela gente bêbada e drogada pelos cantos da minha casa. Comecei a expulsar as pessoas. Eu não sabia que Sophia estava no quarto de Anne. Quando estava na piscina, expulsando as últimas pessoas, ouvi os gritos — faço uma pausa, fechando os olhos — Subi, correndo, para o quarto de Anne e foi, então, que eu vi a cena. Sophia havia surrado Anne e gritava com a babá, que tentava impedi-la. Eu agarrei o pescoço de Sophia e comecei a apertar, muito forte. Anne e Claire gritavam para eu a soltasse, mas, eu não ouvia. Eu queria matá-la. Foi, então, que Claire puxou meu cabelo e eu vi o que estava fazendo.
    — Ninguém o condenaria, Neil — ela acaricia minhas costas, confortando-me.
    — Levei-a para a clínica de reabilitação, naquela mesma noite, e disse a ela que, quando saísse, daríamos fim ao nosso casamento forjado. A maluca deu alta a si mesma e saiu, antes do previsto, alegando que estava cercada de pessoas deprimidas, que estava com saudades de casa e que queria tentar um relacionamento comigo. Ela quer ter mais filhos — digo, num fio de voz. 
    Jennifer enrijece, em meus braços, e tenta afastar-se.
    — Isso não muda nada, Jennifer — seguro-a, com firmeza — Eu não a amo, nunca amei-a, mesmo que, talvez, um dia, tenha pensado que amava. E, por Deus! Jamais teria um filho com ela.
    — Mas, vocês ainda são casados, Neil — ela faz uma pausa — Ela tem o direito de tentar.
    — Jennifer, por favor! Você não ouviu nada do que eu disse? — digo, com veemência — Eu quase a matei. Sophia teve sete anos para se arrepender, para se aproximar de Anne e, mesmo que fosse o caso, ainda assim, eu não a quero. Mesmo que você afaste-se de mim, ainda assim, divorciarei-me dela. E pedirei a guarda de Anne.
     — E o que Anne pensa sobre isso? — ela insiste.
    — Se Anne quiser ter um relacionamento saudável com ela e eu tiver certeza absoluta de que ela ficará bem, trabalharemos uma forma disso acontecer. Mas, não quero nenhum relacionamento com Sophia, exceto decisões que envolvam exclusivamente a vida de Anne — friso exclusivamente para que ela entenda que não pretendo ter qualquer relacionamento com Sophia.
    Ela solta-se e levanta-se da cama. Eu deixo porque sei que, neste momento, ela precisa de espaço para digerir tudo o que eu disse.
    — E se você arrepender-se? Quiser reconstruir sua família com ela? Como eu fico? — ela diz, com a voz trêmula. 
    Meu Deus! Eu quero casar com essa mulher! O que devo dizer?
    — Jennifer, confie em mim. Sei que é difícil, considerando que acabamos de nos conhecer, mas, por favor, tente — digo, com fervor.
    Vejo-a perdida, em seus pensamentos. 
    — Jennifer, por favor, tente — digo, mais uma vez — Dê-nos essa chance — imploro. Jamais sequer me imaginei fazendo algo assim. Implorando para que uma mulher ficasse comigo, sempre é o contrário. E não estou sendo egocêntrico.
    — Sim — ela diz, esticando os braços, em minha direção. 
    Eu abraço-a e giro-a, em meus braços, ao redor do quarto.
    — Sei que é muito errado, mas, sim, sim! — ela diz, sorrindo — Por que, mesmo sendo cega, mesmo estando sempre coberta de escuridão... — ela para e pensa, por alguns instantes — Nunca tive tanta luz como quando estou com você. Não sei como explicar o que sinto, é maravilho e assustador, ao mesmo tempo, mas, eu creio que estou enfeitiçada e louca. 
    Essa foi à declaração mais sincera e mais linda que eu poderia receber na vida. Se, anos mais tarde, alguém me perguntasse qual foi o momento em que me apaixonei por ela, seria esse.
    — Jennifer, eu... — ela interrompe, parando meus lábios, com os dedos.
    — Ainda não — ela diz, determinada — Quando estiver livre. Haverá o momento certo para dizer isso. Por enquanto, vamos enfrentar o que está por vir.
    Eu concordo, com a cabeça, embora queira gritar, aos quatro ventos, o que sinto por ela.
    — Sabe... — ela diz, tímida — Eu ainda não o conheci.
    Enrugo minha testa, sem entender o que está falando.
    — Acabamos de ter o sexo mais quente de toda minha vida e diz que não me conhece? — eu falo, bruscamente.
    Jennifer ri alto do que eu digo ou da forma como eu digo. Ela agarra meus cabelos e balança minha cabeça.
    — Eu conheço cada pedaço desse seu corpo gostoso — ela provoca-me — Mas, não desenhei seu rosto, com meus dedos, ainda. É a única forma que consigo imaginar as pessoas — ela deposita as pontas dos dedos, em meus lábios — Deus! Fiz sexo ensandecido com um desconhecido.
    — Sexo ensandecido? — provoco-a, sorrindo.
     — O melhor. Posso? — ela pergunta, com a mão estendida para meu rosto.
    — Eu sou todo seu.
    Pego suas mãos e pouso-as, em meu rosto. Meu coração contrai-se ao imaginar o quanto deve ser difícil para ela ter que imaginar as coisas e pessoas ao redor. Ela passa os dedos, pela minha testa, sobrancelhas, olhos. Testando, desenhando e imaginando meu rosto. Fico tenso, desejando que se agrade pelo que vê, em sua mente.
    — Paige tinha razão — ela sorri, como se compartilhasse um segredo – Suas sobrancelhas são perfeitas. Isso deveria ser ilegal.
    Ela desliza os dedos, por meu nariz, maçãs do rosto e queixo.
    — Queixo quadrado, imponente — desliza as palmas, pelo meu rosto, como se esculpisse em argila — Seus olhos são negros? — pergunta e sinto que ela fica um pouco tensa.
    — Sim — antes que possa perguntar como sabe, ela responde.
    — Paige disse-me — morde os lábios — Quão negros são?
    — Muito, jabuticaba, eu diria — xingo-me, silenciosamente, depois que dou a resposta. Como ela poderia saber a cor de jabuticaba? — Quer dizer...
    Jennifer solta meu rosto, como se queimasse.
    — Jennifer? — sinto-a ficar tensa — Desculpe, eu não sei como explicar isso.
    — Tudo bem, é que, por um minuto... — ela faz uma pausa e respira fundo — Acho que é apenas minha imaginação confundindo-me. Às vezes, ela prega-me algumas peças. Não dê importância a isso.
    — Tudo bem? — seguro suas mãos.
    — Sim — ela abraça-me — Apenas lembrou-me de alguém. Alguém que eu quero esquecer.
    — O homem que tirou sua virgindade? — digo, com ciúmes.
    — Não. Aquele era um idiota — diz, em voz baixa– Alguém mais sombrio.
    Abraço-a, tentando afastar todos os fantasmas e pensamentos tristes. Quem quer que tenha feito mal a ela tem meu ódio mortal.
    — Ninguém nunca mais vai machucar você, Jennifer. Eu prometo.
    — Meu cavaleiro de armadura brilhante — ela provoca-me.
    Sem dar oportunidade para que ela reaja ao que vou fazer, eu levanto-a e coloco-a em meus ombros.
    — Não devia ter dito isso. Agora tenho obrigação de provar quão ogro eu posso ser.
    E, rindo, seguimos para o banheiro.
    ≈≈≈
    Estamos na cozinha do flat e ela está deliciando-se com as minhas famosas panquecas.
    — Eu sei cozinhar, sabia? — ela diz, empinando o queixo — Mas, isso está divino. Bom de cama, bom de cozinha, um excelente empresário, em que mais o Sr. Durant é bom? Não vai me dizer que toca e canta, também?
    Eu fico extremamente envergonhado. 
    — Deus, não! — eu queixo-me — Toda vez que canto, até o inferno estremece. 
    Jennifer começa a rir, incontrolavelmente, ao ponto de suas bochechas ficarem lindamente rosadas. Enxuga uma lágrima do rosto, furtivamente. 
    — Deixe-me avaliar — ela pede.
    Realmente, não tenho propensão de ser alvo do divertimento alheio, mas, sinto uma infantil necessidade de fazê-la sorrir, mesmo as minhas custas. Então, canto a pior versão desafinada de Fígaro.
    — Por favor, pare! — ela tapa os ouvidos, ainda sorrindo — Jesus! Tem razão, você é péssimo!
    — Desculpe se nem todos tem sua voz de anjo. 
    Ela beija meus lábios, ainda sinto gosto do mel neles. 
    — Alguma qualidade eu tinha que ter — ela ri, sapeca.
    — Com uma voz tão linda, por que trabalhava em um clube de strip tease?
    Eu vejo-a enrijecer. Tenho vontade de me chicotear. Nem todas as pessoas tem uma vida privilegiada como a minha. Não tenho direito de julgá-la. As pessoas sobrevivem da maneira que conseguem. 
    — Jennifer, eu não estou julgando sua vida...
    Antes que eu possa terminar, ela desata a rir.
    — Eu não era uma stripper, como você pensa.
    — Não? — olho para ela, intrigado, apesar de que sei que ela não pode ver.
    — Não, seu imbecil — ela provoca — Apenas cantava.
    — Você cantava num clube de strip-tease? — eu pergunto, assombrado.
    — E em uma pizzaria. Algumas vezes, em festas — Jennifer dá de ombros – Agora, estou no restaurante, o salário é bem melhor — ela conclui.
    — Eu jamais poderia imaginar — respondo, aliviado. Sempre que imaginava que outros homens pudessem olhar e tocar seu corpo perfeito, sentia-me louco – Quando vi você e sua amiga, ali, automaticamente pensei...
    — Paige também não é stripper, apenas faz apresentação no pole dance.
    — Eu não vejo muita diferença — Jennifer, às vezes, pode ser muito ingênua. Creio que é fácil entender isso, imaginar uma coisa é bem diferente do que se deparar com a verdadeira realidade. Se ela pudesse ver o ambiente e as pessoas que frequentam o clube, mal consigo imaginar o que faria.
    — Claro que há! — ela defende a amiga — Ela não tira a roupa, bem, não toda. Apenas dança.
    — Falando nisso, onde ela está? — pergunto, por curiosidade — Vocês dividem o apartamento, não é?
    — Sim, mas, ela que paga a maior parte — ela diz, envergonhada — Paige tem um emprego novo, agora é namorada de aluguel.
    Eu cuspo o café que estou tomando, ao ouvir tal declaração. Uma prostituta? Inferno, as coisas estão ficando pior do que gostaria. 
    — Quê? — pergunto, tentando recompor-me. 
    — Não é o que você está pensando! É impressionante sua capacidade de tirar conclusões erradas das coisas — ela faz cara feia para mim — Um cara rico contratou-a para fazer ciúmes para a noiva. Paige vai passar o fim de semana fora.
    — Anne também foi passar o fim de semana fora — declaro, com segundas, terceiras e todas as intenções — O que significa... — aproximo-me dela, abraçando-a por trás. Acaricio seus seios, por sob o vestido, e beijo seu pescoço — Vou tê-la toda para mim, durante o fim de semana...

    7 comentários :

    1. Meu Deus!!! ja vi que vou chorar horrores :)

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    2. Gata não ia ficar disponível até hoje????? Cadê????? :(

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      1. No caso o livro foi antecipado Vanessa. Entra no grupo que verei o que farei por você :)

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    3. socorro comecei a ler o livro hj e ja estou amanddo...n consigo ler o cap 09,oq aconteceu?

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      1. Oi Priscilinha. O livro está na Amazon e a versão impressa pode ser comprada comigo.

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    4. Elizabeth quero seus livros amora.
      Como faço para comprar o livro físico ?? (que a forma de pagamento seja por boleto amor).

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    O Preço de um amor

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