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  • Proibida para mim - Capitulo 7

    O fim de semana passou voando e hoje já é segunda feira. Dois dias depois do rápido encontro com Jennifer na lanchonete, no sábado. Já são quase cinco horas da tarde, quando a voz de Penélope soa esbaforida no interlocutor em minha mesa.
    – Sr. Durant, Adam... Dr. Adam Crighton está aqui.
    – Peça para ele entrar, Penélope. – Eu disfarço um sorriso.
    Há algum tempo que venho percebendo que minha eficiente e recatada secretária fica muito nervosa e atrapalhada sempre que Adam, meu advogado, aparece por aqui. Embora Adam nunca tenha dado nenhuma indicação visível de interesse, eu posso perceber algo acontecendo. Espero que ele se decida logo. Ter uma funcionária chorando pelos cantos não é algo que aprecio, por mais eficiente que ela seja.
    – Neil. – Ele entra parecendo um pouco nervoso.
    – Sente-se. – eu indico a cadeira em frente a minha mesa. – O que tem para mim?
    Adam está acompanhando as investigações que estão acontecendo na empresa. Informações importantes sobre um grande projeto foram vendidas a uma empresa concorrente. Colocando em risco a segurança e credibilidade das organizações Durant.
    – Alguma novidade? – questiono.
    – Não. Todos os funcionários estão limpos. Fizemos uma varredura em todos os equipamentos.
    – E as câmeras de segurança? – sinto a raiva tomar conta de mim.
    – Estamos revendo as gravações dos últimos cinco meses, mas não vimos todas ainda. – ele diz pacientemente.
    – Preciso de ajuda em outra coisa. – digo a ele.
    – Claro o que é? – ele pergunta intrigado.
    – Vou me divorciar de Sophia. – declaro impassível.
    Nunca vi Adam perder a fala, mas posso dizer que ele está em estado de choque. Seus olhos estão arregalados e sua boca caiu aberta. Eu me pergunto vagamente o motivo. Durante os sete anos em que estive casado com ela, Adam sempre vem com a mesma ladainha. “Não precisava ter se casado com ela”“Não devia ter se casado com ela”. “Avisei para não se casar com ela”. “Devia se divorciar dela”. E nesse momento está ridiculamente em silêncio.
    – Por essa eu não esperava. – ele consegue dizer e sorri. – Temos que comemorar.
    – Não vai ser tão fácil assim. Sophia não quer me dar o divórcio. – digo.
    – Cadela. – ele urra.
    Eu não o repreendo, ela realmente é isso e um pouco mais.

    – Ela quer tirar Anne de mim. – respiro fundo esfregando meu rosto.
    Farei de tudo para impedir isso, claro. Mas tenho que considerar o fato não menos importante de que ela é a mãe. Mesmo não tendo condições psicológicas de assumi-la, tenho que contar com essa hipótese. Vai ser uma boa briga.
    – Eu diria que as chances são mínimas, dado o histórico de Sophia, mas existe uma possibilidade. – Adam me alerta.
    – Faça o que for preciso, Adam. – digo firmemente. – Junte todas as provas, laudos médicos, fotos de suas bebedeiras, tudo que puder. Não deixe nada escapar. Não vou permitir que ela leve Anne.
    – Em último caso o juiz avaliará a vontade da menina. Fique tranquilo, Neil. Não há como ela ganhar isso. – ele diz me tranquilizando.
    De uma coisa eu tenho certeza: não existem garantias na vida e eu quero me cercar de todas as armas possíveis para não perder essa briga.
    – Vamos jantar no Saveur Supreme hoje? Soube que há uma cantora nova. Sei que estará hoje e amanhã, não sei sobre os outros dias. – ele muda de assunto.
    – Eu não sei. Com Sophia por aqui, não gosto de deixar Anne sozinha. Sophia foi para a casa dos pais ontem, mas mesmo assim, não acho uma boa ideia.
    – Por que não a deixa com Katie? Anne adora brincar com as meninas. – ele diz.
    Katie é a irmã mais nova de Adam e tem duas filhas gêmeas. Anne as adora.
    – Certo. - eu concordo. - Vou pedir à Penélope que reserve uma mesa e que avise Calvin para levar Anne à casa de Katie.
    Talvez algum tempo com meninas da sua idade faça bem à Anne. Ela gosta das gêmeas e sempre se diverte com elas. Ela anda muito quieta desde que a mãe voltou. E eu preciso relaxar. Sophia conseguiu fazer em dois dias em que esteve em casa um inferno em nossas vidas. Por fim ela resolveu ir para a casa dos pais e eu ordenei aos seguranças que não a deixem entrar. Sob nenhuma hipótese. Mas não tenho como impedi-la por muito tempo. Ela é a mãe de Anne e tem direito de vê-la, apesar dos meus receios sobre sua sanidade mental.
    Depois que Penélope confirma meus pedidos, saímos da empresa. As ruas estão cheias, pessoas indo e vindo, algumas paradas na calçada, mães empurrando carrinhos, casais andando de mãos dadas, alguns adolescentes aqui e ali. Apesar de ser segunda feira é uma noite agitada em Nova Iorque. Desço do carro e entrego as chaves ao manobrista. Instruo-o sobre Calvin que pegará o carro mais tarde. Ele primeiro levará Anne na casa de Katie e depois deixará o carro em casa, pegando um táxi para me encontrar no restaurante. Não gosto de andar sem segurança.
    O Saveur Supreme é um dos restaurantes mais badalados e caros da cidade. Possui classe e glamour, mas não é point da juventude. É um lugar com boa comida, bebida de alta qualidade e música ao vivo. Pessoas ricas o frequentam.
    Assim que entro com Adam o maître nos recepciona.
    – Sr. Durant. – ele me cumprimenta. Sr. Crighton. É um prazer recebê-los.
    Ele nos conduz até nossa mesa anteriormente reservada. Como de costume a casa está cheia. Conforme caminhamos, eu sinto alguns olhares femininos nos observando, não é novidade para mim. Penso comigo mesmo: é apenas um belo rosto. Em outro ocasião enviaria uma garrafa de vinho a alguma mulher que achasse interessante, mas não hoje.
    – Sophia está jogando sujo, não é? – Adam me diz assim que nos sentamos.
    Mais uma vez Sophia tinha sido capa de jornal. Em apenas três dias fora da maldita clínica ela tinha conseguido dar uma entrevista para um jornal sensacionalista. Teve a cara de pau de dizer sobre seu amor à família e o quanto nós a ajudamos a reconstruir sua vida. Disse ainda que não esperava que fosse tarde para recuperar meu amor e o de Anne. Claro que o jornal não perdeu tempo e divulgou a entrevista hoje de manhã. Em breve as revistas de fofoca farão o mesmo.
    – Você nem imagina. – suspiro resignado.
    – Tem saído com alguma mulher ultimamente? – ele me interroga. – Não leve a mal, mas se ela realmente jogar a merda no ventilador pode querer usar isso contra você.
    Realmente ele não consegue entender. Concordei com aquele casamento apenas para que eu ficasse com Anne, caso algo acontecesse à ela, devido a sua vida louca e inconstante. Temos um relacionamento livre, eu saio com quero e ela vive como quer. O acordo é sermos discretos. Eu consigo cumprir, ela nem tanto.
    O garçom se aproxima para anotar os pedidos, peço quiche Lorraine e uma garrafa de vinho Chapoutie.
    – E o senhor? – ele pergunta a Adam.
    – Pode ser o mesmo. – diz e devolve o menu.
    A iluminação diminui, deixando o ambiente mais aconchegante. Olhamos para o palco. O design do restaurante é em forma de U contornando o palco. Estamos bem no meio, na primeira fila de mesas e podemos ter uma visão privilegiada. Normalmente gosto de ficar em lugares mais reservados, mas Adam insistiu que gostaria de ver a apresentação, pedindo que Penélope reservasse uma mesa em local privilegiado.
    O pianista senta em seu lugar ao piano e organiza sua partitura.
    O garçom se aproxima com o vinho e desvio minha atenção do palco. Dou uma pequena tragada saboreando o vinho. Meus pensamentos me distraem por alguns minutos.
    O piano soa e as pessoas começam a ficar em silêncio. A iluminação do palco é fraca, mas eu vejo uma jovem sentada de cabeça baixa. Ela me parece estranhamente familiar, mas eu ignoro, ultimamente tenho feito isso com frequência.
    Ela ergue a cabeça e começa as primeiras notas, eu me endireito na cadeira impressionado, quando ela começa cantar sua versão de One And Only da Adele.
    A iluminação muda e uma luz dourada vai direto para rosto dela.
    Parada cardíaca.
    Eu fico paralisado. Fecho meus olhos com força. Será que ainda estou tão obcecado por ela que estou vendo coisas?
    – Nossa! Ela é realmente linda. – Adam se empolga.
    Abro meus olhos e a vejo ali. Linda como uma rainha. Cada frase cantada com tanta emoção que todos estão encantados apreciando.
    “Se eu estou em seu pensamento”.
    “Porra! Durante todo o maldito dia!”– respondo em pensamento à letra da música.
    "Eu não sei por que eu estou com medo.
    Você nunca vai saber se não tentar.
    Perdoar o passado e simplesmente ser meu."
    Meu desejo é subir naquele palco e dizer que é o que mais quero. Que é me esquecer de tudo. Deixar para trás todo lixo do passado. Beijá-la até que implore para ser minha.
    "Eu sei que não é fácil desistir do seu coração.
    Ninguém é perfeito!"
    Como uma simples canção pode representar todos os meus sentimentos?
    "Vá lá, me dê uma chance!
    Para provar que eu sou a única que pode fazer.
    Essa caminhada, até o fim começar.”
    Ela termina com esses últimos versos e a plateia ovaciona. Olho ao redor e vejo mulheres emocionadas e homens admirados.
    – Obrigada. – sua voz sai tímida no microfone.
    “Porra!”. Tomo um gole de vinho. Aquela simples palavra em sua voz emocionada e levemente rouca despertam todas as partes do meu corpo.
    Jennifer começa a música seguinte e eu fico completamente fascinado com sua voz. Como eu não sabia disso? Com uma voz tão incrível, o que ela fazia num clube de strip? E por que diabos Calvin ou Dylan não haviam me dito nada? Dylan teve que sair no dia que ela veio aqui, mas e Calvin? Eu não sou um maníaco por controle e nem pretendo saber de todos os seus passos. A única coisa que eu quero é ter certeza de que ela está segura. E desde sexta dispensei os seguranças.
    Fiquei realmente aliviado quando soube que ela não havia voltado ao clube e depois muito mais tranquilo quando soube que havia se mudado daquele prédio imundo. Pedi um relatório sobre Paige a Peter, mas ele ainda não me passou. “Engraçado!” Não pedi um relatório sobre Jennifer.
    – Linda apresentação, não? – Adam diz me trazendo para o presente.
    – Sim. – sussurro.
    Não presto atenção no que Adam está dizendo, minha atenção está focada em Jennifer. Está linda em um vestido branco, de alças finas, com o cumprimento até os joelhos. Apesar do corte simples, posso afirmar que ela é a mulher mais elegante do restaurante inteiro.
    A apresentação acaba e o gerente se coloca ao seu lado, segurando sua mão para ajudá-la a se retirar do palco. Imediatamente fico rígido, com ciúmes, como se ele estivesse tomando algo que é meu.
    – Não está com fome? – Adam indica meu prato intacto. Eu observo que o dele está praticamente vazio.
    O pianista começa outra melodia e as pessoas voltam a se concentrar em suas conversas e comida.
    – Perdi a fome. – resmungo emburrado.
    Minha única vontade é tê-la em meus braços. Minha fome é de outra coisa. Vejo Jennifer passar de mesa em mesa com o gerente, que se mantém colado nela, cumprimentando os clientes. Ela fica de costas para nós e minhas estruturas explodem como um edifício em demolição. Suas costas estão completamente à mostra em um pecaminoso decote em V.
    Eu encho outra taça de vinho. Em alguns minutos ela estará em nossa mesa. Minhas mãos começam a formigar e eu me mexo tentando amenizar o incômodo crescente em minha calça.
    – Linda, não é? – Adam acompanha meu olhar.
    Eu bebo outro gole de vinho.
    – Senhores? – o gerente se aproxima. – A Srta. Connor e eu gostaríamos de agradecer sua presença essa noite.
    – Espero que estejam tendo uma ótima noite. – ela sorri. Os olhos focados no horizonte, estáticos, mas não menos impactantes. Nunca estarei imune aqueles olhos azuis, aquela boca macia e...
    – Jennifer, o Sr. Crighton e Sr. Durant são nossos clientes preferenciais. – o gerente interrompe meus devaneios.
    Fixo meu olhar em seu rosto lindo para decifrar qual é sua reação após ouvir nossos nomes. Seu rosto fica visivelmente pálido e ela se apoia na cadeira para se equilibrar. Ao mesmo tempo em que me delicio por saber que minha presença a abala tanto quanto a dela a mim, outra parte me recrimina, dizendo que não posso levar isso adiante. Ninguém deve causar dor e tirar o brilho desses olhos, principalmente eu.
    – É um prazer conhecê-los, senhores. – ela sorri educadamente se recompondo.
    – O prazer é nosso, acredite. – Adam responde galanteador.
    “Que porra é essa?” Adam está cantando minha mulher? Olho para ele com meu olhar ameaçador. “Toque nela e você está morto!”. Mas o imbecil está tão estupidamente abobalhado olhando para ela, que nem se eu colocasse uma P-23 em sua testa ele entenderia.
    – Obrigada, senhor. – ela agradece timidamente.
    – Adam. Pode me chamar de Adam. – ele diz mostrando todos os dentes.
    – Não! – esbravejo antes que eu possa me conter. – Creio que a Srta. Connor não ficará confortável com tal intimidade. – emendo para parecer coerente, mas falho miseravelmente.
    Adam me encara com um ponto de interrogação na testa.
    – Na verdade, prefiro chamá-lo de Sr. Crighton, se não se importa. – ela vira para o gerente com sorriso encantador. – Acho que devemos cumprimentar os outros clientes.
    – Espere. – Adam segura o pulso dela entregando um cartão. – Fique com meu cartão. – ele alisa o pulso dela após entregar. – Caso precise de um advogado, um amigo ou qualquer outra coisa, basta me ligar.
    – Chega! – eu rujo perdendo completamente as estribeiras.
    Começo a transpirar, um suor frio, antes que eu possa me controlar bato furiosamente na mesa. Minha taça de vinha tomba deixando uma imensa mancha na tolha branca, um filete desliza suavemente até onde Adam está sentado, mas ele se levanta rapidamente evitando ser atingido.
    – Diabos... – ele me olha com assombro. – Neil!
    O gerente faz um sinal para garçom, algumas pessoas estão nos olhando com curiosidade. “Inferno!” Eu praguejo mentalmente. “Que se danem todos”!
    – Temos que ir. – eu digo rispidamente.
    No momento é a coisa mais sensata a fazer, se eu presenciar mais um homem nesse restaurante a olhando ou tocando, eu farei o maior escândalo já visto em Nova York. Não, no mundo inteiro.
    Saio apressadamente deixando todos com uma cara de surpresa.
    – Traga o carro. – Falo a Calvin pelo do celular quando alcanço a calçada.
    – Neil, o que aconteceu lá dentro? – Adam me pergunta estupefato.
    Caminho de um lado a outro tentando dominar a besta que se instalou em mim. Não sou conhecido por ser muito paciente, mas sempre fui frio e nos negócios sou implacável. Mas nesse momento nada pode se comparar à vontade que tenho de quebrar cada osso do seu corpo.
    – Se eu não tivesse certeza que você não conhece a moça, eu juraria que teve um ataque de ciúmes. – ele diz irritado.
    Fecho os olhos lutando para recuperar o controle. Sim, estou tendo o maior ataque de ciúmes da minha vida. Não, eu não posso contar para ele ainda. Mas de uma coisa eu tenho certeza. Tenho que resolver isso o quanto antes.
    – Você não sabe de nada. – suspiro. – Quer carona para casa?
    – Não, Neil, eu vim de carro, esqueceu? – ele continua com todos os pontos de interrogação. – Ainda me deve uma explicação.
    – Senhor. – Calvin se posiciona a minha frente.
    – Explico depois, Adam. – Entro no carro batendo a porta. Apenas com um plano em minha mente.
    Há muito tempo não sinto essa emoção dentro de mim, como se estivesse fazendo algo proibido e emocionante. Na verdade, errado e inconsequente. Mas eu não me importo, já venho ignorando todas as regras mesmo.
    – Por que demorou tanto? – sibilo para Calvin.
                                                                             

    A semana se arrastou. Evitei os telefonemas de Adam, o que não é meu costume. Não até antes de realizar o que tenho em mente. Planejei todos os preparativos. Descobri que Jennifer trabalha no Saveur Supreme todos os dias de segunda a sexta. Não retornei mais ao restaurante para não cair em tentação. Passei algumas vezes em frente ao seu novo apartamento, mas não me atrevi a descer e procurá-la.
    Mas hoje é o grande dia. Anne foi para a casa de meus pais para passar o fim de semana em Atlantic City, onde eles possuem uma casa de veraneio. Devem passear de barco ou algo assim. Ela retorna apenas na segunda à noite. Assim terei tempo mais do que suficiente para fazer o que planejo.
    Chamo Penélope a minha sala, pois quero ter certeza de que todos os preparativos estão prontos. Já são quase sete da noite e não tenho tempo a perder.
    – Pois não, Sr. Durant. – ela diz quando entra em minha sala.
    – Quero saber se todos os preparativos que lhe pedi estão prontos e se foram checados. – digo.
    – Sim, senhor. As flores foram encomendadas e já foram entregues, assim como as bebidas e o jantar. As roupas encontram-se no closet da suíte e Calvin o aguarda para quando o senhor quiser ir. – ela responde prontamente. – Ah, sim. As pétalas de rosas também foram colocadas nos locais indicados pelo senhor. – ela ergue as sobrancelhas e eu a ignoro.
    – Bem, diga a Calvin que em dez minutos eu o encontro na garagem. – digo dispensando-a.
    Hoje tem que ser a noite. Está tudo pronto. Espero que dê tudo certo. Nunca fui de preparar surpresas, tampouco recebê-las. Mas me empenhei para sair tudo da forma mais perfeita possível. Tive um relativo trabalho para descobrir o tamanho de suas roupas e sapatos, mas nada que uma boa equipe não consiga. Começo a ficar nervoso. E se ela não quiser ir? Não, não pense assim. Vai dar tudo certo. Poderia fazer isso no apartamento dela, mas Paige mora lá também e eu não teria todos os recursos. Quero que seja perfeito. Desligo meu computador e sigo para encontrar Calvin.
    Entro no carro e digo a Calvin para seguirmos para casa de Jennifer. O trânsito está pesado, como é normal a essa hora. Sei que Jennifer deixará o restaurante por volta das nove horas. E se ela não for direto para casa? Ou resolver sair com alguém? Afinal, hoje é sexta feira. Começo a tremer. Não gosto de ficar agoniado e esse trânsito lento está me deixando maluco.
    – Você não pode ir mais rápido, Calvin?
    – Senhor, com esse congestionamento só se nós formos de helicóptero. – ele sorri.
    Ignoro-o. Estou muito nervoso e não estou disposto a ouvir gracinhas agora. Poderia ir de helicóptero, até porque tenho um, mas onde pousaria? Estou parecendo um maldito adolescente virgem. E se ela não quiser ir e me dispensar? Sei que tenho alto poder de convencimento e persuasão, mas perto dela meu cérebro desliga e fico parecendo um tolo idiota. Começo a roer a unha. “Acalme-se, Neil!” Penso comigo mesmo. Finalmente após quase uma hora de trânsito pesado chegamos ao seu prédio. E começa a espera.
                                                             
    Malditas duas horas depois um carro estaciona em frente ao meu. Eu já estou do lado de fora, encostado no capô do carro. Não consegui ficar sentado olhando para a nuca de Calvin. Fiquei todo esse tempo pensando se deveria aguardá-la dentro do seu apartamento, uma vez que, secretamente, mandei fazer cópia das chaves. Mas decidi não fazer isso, até por que me dou conta que foi uma ato irracional, após alguns minutos de lucides joguei a chave fora, pois não pretendo e nem quero assustá-la. Olho para dentro do carro e vejo que é ela. Meu coração para. Está acompanhada de um homem e se não me falha a memória é o maldito filho da puta do gerente do Saveur Supreme.
    Minha raiva vai até a estratosfera. Será que eles são namorados? Vejo-o dar um abraço de urso nela e dizer alguma coisa que não consigo ouvir, pois eles estão dentro do carro. Ela abre a porta e eu caminho furiosamente até ela.
    – Jennifer. – digo entre dentes quando ela bate a porta do carro.
    – Jesus! – ela grita assustada.
    – Ele é seu namorado? – digo segurando seu braço. Graças a Deus o cretino me reconhece e não diz nada, apenas faz uma cara de quem comeu algo desagradável e se despede indo embora.
    – O que faz aqui? – ela pergunta assustada.
    – Responda minha pergunta. – digo ignorando a dela. Estou nervoso.
    – Não. – ela diz irritada e utiliza a bengala para se direcionar até a entrada do prédio.
    – Não, ele não é, ou não, você não vai responder a minha pergunta? – digo tentando parecer calmo, mas falhando miseravelmente.
    – O que faz aqui, Sr. Durant? – ela pergunta mudando de assunto e inclinando a cabeça em minha direção.
    – Neil, me chame de Neil, pela milionésima vez. Vim para convidá-la para jantar. Assim podemos conversar um pouco. – digo baixinho.
    – Acho que já conversamos o suficiente e não estou com fome. – ela recua.
    – Ainda nem começamos. – digo dando um passo em sua direção. Estamos tão próximos que posso sentir sua respiração.
    Ela percebe a proximidade e dá um passo para trás, eu avanço em sua direção e ela dá outro e assim vamos até que ela encosta-se ao portão e não tem mais como recuar.
    – Vá embora, por favor. – ela diz num sussurro.
    – Não. Eu não vou. Tentei me manter afastado e não consegui. Eu não posso me afastar de você. – digo segurando seu rosto entre minhas mãos.
    Minhas mãos deslizam para o seu pescoço e ombros. Passo lentamente pelos seus seios e ela estremece. Sigo até parar em sua cintura. Puxo-a para mais perto, como se nossos corpos pudessem se fundir e virar um só. Vejo aqueles olhos azuis e fico fascinado com seu olhar, mesmo que ela não enxergue. Sua boca está entreaberta, num convite mudo. Eu não resisto e tomo posse dos seus lábios, como se fosse minha salvação no deserto.
    Tomamos fôlego após o beijo. O beijo dela é muito melhor do que me lembrava. Encosto a testa na sua, enquanto recupero minha respiração.
    – Venha jantar comigo. – suplico entre uma mordida e outra em seus lábios.
    – Isso é errado. Muito errado. – ela geme.
    – Venha. Não farei mal algum a você, prometo. E se depois você quiser ir embora, prometo desaparecer da sua vida. – digo, mas rezando internamente que ela não vá nunca embora.
    Sei que devo concordar com ela e me afastar. Mas eu sou um cretino egoísta. Eu a quis desde a primeira vez em que a vi. Sei que tenho que esquecer o passado e que Sophia é um empecilho, por enquanto. Sei que tenho medo que ela conheça minhas fraquezas e as coisas que marcam meu passado, mas não consigo ficar longe. Não consigo e não quero.
    Beijo seus olhos, sua bochecha e de novo estou perdido em seus lábios. Sinto-a estremecer em meus braços e sua resistência está indo por água abaixo. Ela se afasta.
    – Isso não é justo. – ela luta para se concentrar. – Apenas um jantar e uma conversa?
    Inclino-me e sorrio como se estivesse acabado de ganhar meu presente de Natal.
    – Eu prometo. – digo mostrando todos os meus brancos dentes, apesar de que ela não pode vê-los.
    – Então poderia me soltar? – ela suspira.
    Relutantemente afasto minhas mãos e meu corpo. Seguro em seu cotovelo e guio-a até meu carro.
                                                                   

    Seguimos direto para meu flat. Dispensei Calvin, mas o deixei de sobreaviso, para o caso dela desistir e querer ir embora. Entramos no elevador e paramos em frente à porta. Beijo-a castamente, mas quando me dou conta nosso beijo está quente, puro desejo. Ela passa as mãos em meus cabelos e agarra com firmeza. Quando paramos de nos beijar, estamos sem fôlego.
    – É melhor a gente entrar, antes que alguém nos veja nesse ato quase explícito. – digo sedutoramente e ela apenas sorri.
    Entramos no flat e ele está perfeitamente decorado com todas as flores que encomendei. Lindas flores do campo que deixam um perfume suave no ar. Há uma trilha de pétalas de rosas vermelhas no chão até o quarto. As demais devem estar em cima da cama, como pedi.
    – Está cheirando a flores aqui. – ela diz.
    – Sim. Mandei comprá-las para você.
    – Obrigada. – ela diz contida.
    – Entre. Vou levá-la ao sofá. – digo guiando-a até o sofá branco da sala de estar. – Aceita uma champagne? Pedi Veuve Clicquot, você gosta?
    – Uma taça apenas, por favor. – ela assente.
    Dirijo-me ao frigobar na sala de jantar e pego a garrafa de champagne. Abro-a e sirvo duas taças. Entrego uma à ela e sento-me ao seu lado no sofá.
    – Um brinde a nós. – digo suavemente e toco em sua taça.
    – Então, o que tem a dizer? – ela toma um gole longo. Deve estar nervosa.
    Penso por alguns instantes. Como devo começar? Escolho ir direto ao assunto.
    – Anne não é minha filha. – disparo.
    Bem, não era dessa forma que eu gostaria de começar, mas já que Anne é a base de tudo, não tenho como fugir.
    – Oh! – ela vira o rosto em minha direção.
    – Ela é filha do meu irmão gêmeo. Nathan, Sophia, minha esposa e eu crescemos juntos. Éramos praticamente inseparáveis. – digo olhando para ela. Existem outras coisas mais profundas, mas ela não precisa saber disso agora. – Nathan era incrível, desde pequeno. Ele tinha ânsia de viver, desejo por liberdade, por aventuras, pelo perigo. Eu era mais contido, racional ou como ele dizia chato. – continuo mergulhando no passado.
    – Não consigo imaginá-lo assim. – ela balbucia.
    Eu ignoro e continuo minha narrativa.
    – Eu estava sempre por perto. De maneira a encobrir suas loucuras. Frequentava suas aulas, fazia suas provas, eu o venerava. Eu queria ser como ele. Livre e amado. Mas eu não era, nunca fui. Depois de um tempo descobri que nada era como eu imaginava, mas já era tarde demais. – digo perdido em pensamentos.
    – Neil...
    – Não. – eu a interrompo. Não quero sua piedade, Jennifer. Eu não fui um pobre coitado. Eu também fiz algumas coisas erradas. Eu gostava de estar com ele, sentir a emoção das festas, das loucuras, das mulheres. Mas não demorou muito para que toda sua loucura viesse à tona e ele afundasse em bebidas, drogas e mulheres. Sophia seguiu pelo mesmo caminho, pois ela o amava. Ele ficava com ela, mas era infiel. Então ele logo trocava de namorada e ela vinha pra cima de mim. No início eu gostava dela, quer dizer, eu achava que gostava. Vou poupar você dos detalhes, mas foi mais ou menos assim que tudo que começou.
    Jennifer enrijece. Eu sei que minha relação com Sophia no início era doentia, mas agora essa relação não existe mais. Mas quero que ela saiba que eu não tenho mais nada com ela.
    – Ela era linda. – eu continuo. Eu achava que ela era a mulher mais linda do mundo. Eu sabia que Nathan não a levaria a sério, então eu esperei pacientemente. Mas na verdade ambos me usavam. Tanto Nathan, como Sophia. Ele me usava porque sabia que eu o idolatrava e faria qualquer coisa por ele e ela me usava porque eu era reflexo dele. Talvez não tão sedutor, divertido e impulsivo. Então, enquanto ele se divertia com outras mulheres, ela se divertia comigo, a cópia apagada. Eu percebi no início, mas não queria admitir para mim mesmo. Depois de um tempo eu me fartei daquele triângulo amoroso, eu não queria aquilo pra mim e me afastei dela, principalmente. Ela me procurava e eu não a queria, eu não a desejava mais. Acabei me envolvendo com outras mulheres e ela parou de me procurar. Depois de um tempo, ela engravidou, de Nathan. Mas Nathan não a queria e logo depois ele sofreu um acidente de carro e morreu. - “Por minha causa.” Penso amargamente.
    Jennifer engole seco e toma mais um gole da champagne.
    – Como Sophia era tão inconsequente ou mais que Nathan, eu imaginei que ela teria um fim parecido com o de meu irmão. Os pais de Sophia já estavam cansados e envergonhados de suas loucuras e acabaram expulsando-a de casa. Sophia me pediu ajuda para tirar o bebê, mas já era tarde. Foi aí que propus que nos casássemos. O acordo era que eu ficaria com o bebê e ela faria da vida dela o que bem entendesse. Então Anne nasceu com uma deficiência na perna, o que requeria muitos cuidados e o tempo foi passando. Meu casamento nunca se consumou, Jennifer. Eu nunca tive relações sexuais com Sophia depois de ter me casado com ela. No início ela tentou, mas eu nunca quis. – digo sinceramente.
    – Porque está me contando isso, Neil? – ela sussurra.
    – Quero que você saiba que eu sou casado, mas é um casamento de mentira. Sempre foi. Quero que você confie em mim. Por algum motivo eu não consigo ficar longe de você e acho que você já percebeu isso. Não quero que sua reticência seja por causa de Sophia. – digo com tristeza. – Eu vi sua decepção, aqui mesmo, nesse flat, quando me disse que sabia que eu era casado. Eu sou, mas não da maneira como você imagina.
    – Neil, eu... – ela balbucia.
    – Por favor, deixe-me continuar. – inspiro profundamente. Droga, isso é difícil para mim também. Remexer todo esse passado. Não faria isso por ninguém, mas Jennifer toca alguma coisa no fundo da minha alma e eu tenho necessidade de explicar as coisas para ela, mesmo que não tenhamos nada. – Bem, Anne precisava da mãe e eu sempre esperei que Sophia percebesse isso. Mas nunca aconteceu, pelo contrário. Sophia se afastou de Anne cada vez mais e sentia raiva por ela não ser perfeita como Nathan. Aí me vi cada vez mais na obrigação de proteger Anne. Protegê-la da mãe. Ao mesmo tempo queria dar uma família à Anne, devia isso ao meu irmão. – seguro sua mão que está congelada.
    – Você não precisa me contar isso, Neil. – ela diz em um fio de voz.
    – Eu preciso. Quero você, como nunca quis nada em toda a minha vida. Nós nunca fomos um casal, Jennifer. Nunca tivemos nada após o casamento, aliás, há muito tempo. Ela não significa nada para mim. Por favor, diga que entende isso. – peço com fervor.
    – Mas ela ainda é sua esposa, Neil. – sua voz é ofegante.
    – Não, Jennifer, ela não é. – eu berro. E já entrei com pedido de divórcio.
    – Neil, eu sou cega, não surda. – ela se levanta e começa a andar. – É muita informação e em que isso muda entre a gente? Não temos nada. Não sei porque você me trouxe aqui e está me contando tudo isso.
    – Eu quero que você saiba que eu quero você, mais ninguém. Apenas nos beijamos, eu sei, mas não quero perdê-la. E não quero que Sophia seja um impedimento, porque ela não é. – digo quase implorando.
    – Mas, e Anne? O que ela vai pensar de mim? Vai achar que eu destruí sua família, Neil. – vejo um traço de dor cruzar seu rosto.
    – Sophia nunca foi uma boa mãe e nunca fez um carinho em Anne, Jennifer. Anne tem medo dela. Nós nunca fomos uma família. – seguro-a em meus braços. – Por favor, Jennifer, me dê uma chance. – imploro.
    Passo a mão em seu rosto angustiado. Não era assim que eu queria começar as coisas. Mas ela precisa saber que meu casamento é de mentira. Que eu não amo Sophia e que eu só quero ela.
    – Eu só quero você, Jennifer. Sei que essa não é uma boa maneira de começar nada, mas não quero que Sophia seja um empecilho para nós, por favor. Não negue o que você sente por mim. Eu sei que você me quer também, eu posso sentir isso. – sussurro.
    E então ela me beija. Nosso beijo é urgente, quente, sensual. Seguro seu rosto com as mãos e aprofundo o beijo. Nossas línguas entram em um ritmo carnal, intenso. Ela segura meu cabelo e me puxa para ela. Eu aperto seu seio direito e com a outra mão puxo-a para mim. Eu a quero mais que tudo. Vou levando-a para o quarto, pela trilha de rosas que está no chão. Eu quero possui-la agora, nesse exato momento.
    – Eu também quero você, Neil. Mesmo sabendo que isso é errado, eu também quero você, muito. – ela geme em meus lábios.
    Tiro seu casaco e beijo-a levemente como pluma, fazendo uma trilha da orelha ao ombro. Seguro a barra do seu vestido e puxo-o delicadamente. Ela está apenas de lingerie branca rendada e saltos altos. Está divina. Fico alguns segundos contemplando tamanha beleza. Sento-a na cama, em meio ao mundo de pétalas de rosas vermelhas e lençóis de seda. Ajoelho em sua frente e tiro seus sapatos, um de cada vez. Sigo uma trilha de beijos por sua perna e ela geme. Arranco meu terno, tiro a gravata e a camisa. Vou deitando-a lentamente na cama.
    – Tem rosas aqui na cama? – ela pergunta.
    – Sim, milhares de pétalas de rosas vermelhas. Todas para você. – eu ronrono.
    Continuo minha trilha de beijos, chegando ao ápice de suas coxas. Puxo sua calcinha lentamente e sigo com uma trilha de beijos suaves pelas suas pernas, dando-lhe um sabor sensorial. Jogo a calcinha no chão. Volto correndo minhas mãos lentamente em suas pernas, retornando à junção de suas coxas. Inalo seu cheiro profundamente, enquanto seguro suas nádegas. O cheiro dela é celestial. Ela parece uma deusa. Ela é muito mais do que eu imaginei.
    – Jennifer, você já fez isso? Se quiser parar o momento é agora. – digo baixinho.
    – Sim. – ela se encolhe. – Algumas vezes. Por favor, continue. – e agarra meus cabelos novamente, levando-me para sua vagina.
    Mergulho minha língua em seu sexo, saboreando seus sulcos. Chupo-a forte em seu clitóris. Ela solta um gemido rouco, profundo, enquanto agarra meus cabelos com mais força. Minha língua chicoteia, saboreando cada centímetro de seu sexo. Ela está deliciosamente molhada, só para mim. Subo minhas mãos para sua barriga plana e seguro um dos seus seios. Puxo o bojo do sutiã para baixo e aperto os mamilos, que já estão duros e ficam mais rígidos ainda com meu toque. Continuo chupando seu sexo com força e sinto-a estremecer embaixo de mim. Mas não quero que ela goze agora. Paro de chupá-la e me ergo para tirar o resto da minha roupa e meus sapatos.
    – Não... – ela geme. – Não pare. – ela implora.
    – Calma bebê. Estou só tirando o resto das minhas roupas. – digo sensualmente.
    Inclino-me sobre e ela e a beijo para que ela possa sentir o sabor da sua excitação. Esfrego meu pênis na entrada da sua vagina para que ela possa sentir o quanto a desejo, o quanto estou duro. Ela geme em meus lábios e segura meu pênis.
    – É grande. – sussurra.
    – Calma anjo. Faremos tudo devagar, não vou machucá-la, eu prometo. – digo beijando seus ombros enquanto tiro seu sutiã.
    Pego uma camisinha na cabeceira da cama e coloco em minha extensão. Posiciono meu membro na entrada da sua vagina e introduzo lentamente. Quero sentir cada centímetro dela dentro de mim. Afundo meu pênis e retiro de novo, bem devagar. Faço isso algumas vezes. Quero mergulhar em cada lugar que for possível. Beijo-a com fervor. Ela geme em meus lábios e arqueia as costas.
    – Por favor, Neil. Mais forte. – ela implora.
    Mergulho lentamente mais uma vez, aumento o ritmo e não paro mais. Sinto-a estremecer. Seu orgasmo é iminente. Os impulsos da sua vagina fazem meu pênis engrossar ainda mais e eu também estou perto de atingir o clímax. Um profundo gemido de prazer escapa dos seus lábios e vejo ela se despedaçar embaixo de mim. Dou mais três estocadas e gozo em silêncio.


    8 comentários :

    1. OMGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG Neil e simplesmente o deus do sexo! Estou extremamente quente aqui! Cai divo flor ameiiii Bjs AmyG

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      1. Oi Amy. Que bom que você gostou. Bjos.

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    2. Nossa, que calor!!!

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    3. Amei!!! Quente aqui... Na espera dos próximos capítulos!Pirei!!!!

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