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  • Por você eu faço tudo - Capítulo 8

    A proposta


    Sinto que meu coração pode sair pela boca a qualquer momento. O que ele está fazendo aqui parado do lado de fora do meu apartamento? Como descobriu meu endereço e o que quer comigo?
    — Abra a porta Paige. — a voz de Richard ecoa através da porta fechada.
    De jeito nenhum eu vou abrir a porta para ele. Não há mínima possibilidade de isso acontecer. Não mesmo.
    Esse homem é uma bomba relógio e já havia feito estragos demais em minha vida. A começar por meu coração disparado no peito, depois pelas minhas pernas bambas incapazes de sustentar meu próprio corpo e, finalizando com essa imensa vontade que sinto de jogar toda razão pela janela, puxá-lo pela camisa, beijar seus lábios tentadores e...
    Pare com isso Paige! Ordeno a mim mesma. Eu só posso estar ficando maluca.
    — Paige abra. — Richard bate na porta insistentemente. — Não vou embora até que eu possa falar com você.
    — O que você quer? — Pergunto encostando minha testa na porta.
    — Abra a porta Paige. — ouço um sussurro fraco a minha frente. — Por favor.
    Não posso abrir a maldita porta. Se eu fizer isso estarei completamente perdida. Eu não soube dizer não a ele dois dias atrás e não tenho certeza se conseguirei dizer não agora.
    — Como descobriu meu endereço?
    Por mais que Ed esteja zangado ele não faria isso. A única pessoa tola suficiente para isso seria Mayume.  Mas a mesma me garantiu no dia anterior que não havia feito.
    — Abra a porta e eu respondo. — Richard insiste do outro lado. — É apenas uma conversa Paige.
    — Não!
    — Paige... — pelo seu tom de voz percebo que está ficando impaciente. — Não vou fazer nada que não queira.
    Que idiota! Será que ele não entende que o problema sou eu e não ele. Não tenho medo do que ele poderia ou não fazer eu sei me defender muito bem, mas o grande impasse é o que eu quero fazer com ele. E as ideias que passam por minha cabeça não são nada decorosas.
    — Vá embora Richard.
    — Não!
    Um sorriso desenha meus lábios ao ouvi-lo repetir deliberadamente a minha negação anterior. Pelo visto ele está tão determinado a falar comigo como eu estou em fugir dele. E como eu não tenho propensão ao masoquismo eu resolvo abrir a porta e terminar logo com aquilo.
    — Seja rápido. — encaro-o furiosa. — Eu tenho um compromisso.
    Richard me olha de cima a baixo. Eu noto o brilho de desejo em seus olhos ao percorrer meu corpo ainda suado da atividade no parque. Embora eu me sinta suada e pegajosa. Eu vejo pelo seu olhar me devorando sinto que ele tem outras coisas em sua mente.
    — Cancele. — ele diz autoritário. — Pago o que for preciso.
    O cretino ainda acha que sou uma prostituta? Mesmo depois do bilhete e o dinheiro que deixei em sua cama? Por que os homens às vezes conseguem ser tão estúpidos.
    — É mesmo? — Olho-o com desdém. — E quanto está disposto a pagar?
    — O dobro. Não, o triplo. — ele diz angustiado. — O que for preciso.
    Uma parte de mim fica magoada por ele realmente acreditar que estou à venda. Já outra parte mais perversa salta de alegria ao saber que ele iria além do esperado só para me ter em seus braços novamente.
    Jamais pensei em vender meu corpo para viver, mesmo que de certa forma ao dançar no clube eu fizesse exatamente isso. Afinal os homens iam até lá para nos ver seminuas, só que não indo para cama com eles eu me sentia de certa forma pura. Meu lema era, olhe, babe, mas não toque.
    Só que com esse homem parado a minha porta eu estaria disposta a rever todas as minhas convicções. A única explicação plausível é que eu sou uma libertina. Há um lado perverso e safado em mim que desconhecia. Por que eu iria para cama com ele de novo, com certeza, não pelo dinheiro, mas por que eu tenho uma imensa necessidade disso.
    — Não vai me convidar para entrar?
    — Não!
    Uma coisa é o que meu corpo idiota deseja. Outra é o que minha razão ordena que eu faça. E minha razão me diz para fugir e manter o máximo de distancia desse homem lindo e perigoso. Já está sendo ferrado demais ter que lidar com fato de ter sido uma vadia e ter ido para cama com ele como uma gata no cio. E definitivamente eu não vou colocar mais merda no ventilador. Errar uma vez é humano permanecer no erro é estupidez.
    — Diga o que quer e vá embora Richard.
    — Não acho que você queira falar sobre isso aqui fora. — Richard indica com a cabeça a porta entreaberta da minha vizinha fofoqueira.
    — Eu tenho uma proposta para você. — ele continua, parece meio receoso em dizer isso. — Eu pago cem mil dólares por mês.  
    — Jesus Cristo! — Minha vizinha brada abrindo a porta completamente.
    — Foda-se Richard!
    Eu bato a porta com tanta força que acho que o prédio inteiro tremeu. Como ele podia ser tão idiota e cretino. Cem mil dólares? Cem mil dólares para que eu fosse sua bonequinha de luxo até que estivesse cansado e procurasse por outra novidade.
     Ignorando as batidas na porta eu ligo o MP3 de meu celular e deixo o som no último volume. Ele que grite e esperneie o quanto quiser. Vou para o minúsculo banheiro com a esperança que um banho frio tire toda a tensão de meu corpo. Acho bom que funcione, porque eu odeio banho frio. Não importa se estamos em um calor de quarenta graus, só de pensar na água fria pelo meu corpo eu fujo como gato foge o banho.
    Após dez minutos, com raiva redobrada e morrendo de frio eu enrolo-me em uma toalha felpuda. Quem disse que banho frio acalmam os ânimos? Se tivesse a pessoa que inventou isso bem na minha frente eu a mataria com as minhas próprias mãos. Tudo o que consegui foi ficar ainda mais irritada e com um risco de pegar uma pneumonia.
    Saio tremendo de frio, as batidas na porta haviam cessado. Sinto-me aliviada e com sentimento de vazio duelando dentro de mim. Maldita hora em que aquele homem havia cruzado meu caminho e ter bagunçado minha vida dessa maneira.
    Olho ao redor da casa e dou graças a Deus por ter feito uma grande faxina no domingo. Não gostaria que além de prostituta ele me achasse uma bagunceira.
    Vou para o quarto e vasculho o guarda roupa atrás de algo confortável e quentinho para vestir. Escolho uma calça skinny preta, uma blusa listrada branca e preta e um suéter de tricô cinza. Calço sapatilhas confortáveis e saio em direção à casa de minha melhor amiga. Preciso falar com alguém ou sinto que posso enlouquecer a qualquer minuto.
    Para minha sorte e paz de espirito Richard e a fofoqueira da vizinha não estão mais no corredor. Pego a chave reserva em meu chaveiro e entro no apartamento.
    Jenny não está em casa, acho aquilo esquisito, mas imagino que deve ter ido ao mercado ou algo parecido. Pensar em mercado me lembra de que ainda não comi. Vasculho a geladeira sem nenhum sentimento de culpa. Até porque tenho total liberdade para isso. Sou péssima cozinheira, uma coisa contraditória para uma garota que trabalhou quatro anos em uma lanchonete. No entanto cozinhar simplesmente não é meu forte, então invés de fazer compras para mim eu deixo a cozinha de Jenny sempre abastecida.
    Eu não faço dela minha cozinheira particular, aos fins de semana mesmo sobre seus protestos saímos para comer fora ou pedimos comida pronta.
    Faço um prato com carne assada e batatas. Coloco no microondas enquanto tento me decidir se como ali mesmo ou vou para minha casa devorar a comida em frente a Tv. Jenny não tem uma ali e não vê necessidade disso. Como não quero ficar sozinha pensando em coisas que não devo decido ir para casa.
    O microondas apita, viro-me para pegar o prato quando a porta da frente abre e Jenny aparece em seguida. Carrega algo embrulhado em um plástico com símbolo de uma lavanderia da região.
    — Paige?
    — Aqui na cozinha. — respondo para indicar minha posição. — Onde esteve?
    — Fui buscar o casaco de Neil na lavanderia. — Jenny tranca a porta e coloca o embrulho em cima de uma cadeira. — Você poderia entregar para mim.
    Penso que ela está sendo tola em fazer isso. Eu gostaria de ter algo de Richard para me manter aquecida. Algo com cheiro dele que iria me aquecer todas as noites e...
    Pare Paige! Quando foi que eu havia começado a romantizar tudo aquilo? Eu preciso manter esse homem afastado da minha vida a qualquer custo, antes que eu comece a sonhar com grinaldas e sinos de igreja. Isso seria completamente absurdo. Nós somos diferentes como água e vinho. E a história da gata borralheira que conquista o príncipe só acontece nos contos de fada. Eu nunca fui do tipo que gosta de contos infantis.
    — Farei isso amanhã de manhã. — respondo olhando para minha comida ainda intacta sobre a mesa. Perdi o apetite completamente. Isso sempre acontece quando me lembro dele e seus olhos azuis. — Richard esteve aqui.
    — Jura? — Jenny arregala os olhos. — Quando?
    — Há uns quarenta minutos. Você acredita que ele quer me pagar cem mil dólares para dormir com ele. — murmuro desanimada. — Em pensar que eu fiz isso de graça.
    Nem mesmo para meus ouvidos a brincadeira pareceu surtir efeito desejado. Jenny me olha com aquele olhar que eu sempre odiei nas pessoas. Piedade.
    — Você esclareceu as coisas não é?
    — Não. — digo com a voz embargada. — O que ele pensa não me importa. Esqueça isso.
    — Se você diz. — Jenny balança os ombros.
    Pensativa, sento-me na cadeira e olho para o prato em cima da mesa. Que diferença fará se ele souber ou não a verdade. Nada mudaria entre nós, não há dúvidas quanto a isso.
    ***
    No dia seguinte antes de levar os cachorros para passear me vejo em frente ao imponente prédio da Durant &Tecnologia. Um prédio negro espelhado, o maior prédio que já vi. Passo sem grandes problemas pelo segurança na portaria, mas quando sigo em direção aos elevadores uma jovem loira, alta e bem vestida com as cores da empresa se interpõe em meu caminho.
    — Posso ajuda-la em alguma coisa?
    Outra loira? Irrevogavelmente eu tenho algum tipo de problema com elas. Sério, já me vejo tendo pesadelos assustadores com alguma loira e sua tesoura assassina.
    — Preciso entregar isso ao Sr. Durant.
    — Desculpe, mas não trabalhamos com essa lavanderia. — ela olha com desprezo para meu top branco, camiseta sem mangas preta, minha saia jeans desbotada e meu tênis de corrida. — Deve ter sido engano.
    Tudo bem que eu não esteja vestida apropriada para um prédio elegante como aquele, mas eu ia caminhar com cachorros no Centro Park. O que ela queria? Vestidos de gala e salto alto?
    — Não estou vindo da lavanderia senhorita. — digo tentando manter a calma. — Ele deixou isso com uma amiga e preciso devolver.
    Vejo a desagradável recepcionista voltar a me encarar de cima a baixo com um olhar de desdém. Eu não preciso dizer em qual conclusão ela chegou.
    — Olhe eu tenho mais o que fazer. — falo entregando a embrulho e bilhete para ela. — Não vou passar o dia todo sentada criticando as pessoas como você. Então entregue isso para ele ou jogue no lixo. Faça como quiser.
    Deixo a loira completamente desconcertada e sigo em direção à casa dos meus clientes. Hoje só terei um poodle médio e um pastor alemão. Um contraente interessante, mas os dois cachorros se davam muito bem e quase não me davam trabalho.
    Após correr com eles e brincar com seus brinquedos preferidos, amarro suas coleiras na perna de um banco e desabo sobre ele. Fecho os olhos e aprecio a sombra de uma árvore.  
    — Acho que devo acorrenta-la também. — ouço uma voz conhecida. — Deve ser a única maneira de mantê-la junto a mim.
    Abro os olhos e me deparo a aquela imensidão azul. Minha sorte é já estar sentada ou cairia como um abacate maduro. Levanto-me e vou em direção as coleiras, pronta para fugir.
    — Você não vai fazer isso! — Richard segura minhas mãos e me puxa contra seu peito. — Não vou deixar você fugir de mim de novo Paige.
    Olho para aqueles lábios tentadores anseio para que eles toquem os meus. Passo a língua pelos meus lábios e mordo-os em antecipação.
    — Não faça isso Anastacia. — Richard diz com a voz enrouquecida.
    Anastacia? Quem é essa mulher agora? Isso não me importa eu já a odeio fervorosamente. Aposto que deve ser uma loira curvilínea e intragável.
    — Quem é Anastacia? — Pergunto contrariada.  — Se pensa nela por que vem atrás de mim.
    Eu tento me livrar de seus braços enquanto ele me puxa ainda mais para perto dele.
    — Ela é um personagem Paige. — ele sorri como se estivesse encantado com minha cena de ciúme.
    Sinto vontade de abrir um buraco na testa e me enfiar dentro dele. Tudo o que preciso é que o Sr. Todo Convencido de Si ache que estou caindo de amores por ele.
    — Isso é ridículo. — murmuro.
    — Eu disse que me aventurei no universo literário feminino.  Você não leu esse livro? — Ele enruga a testa. — Britney disse que todas as mulheres estão lendo isso.
    Britney? Se esse homem tem uma lista incontável de mulheres ao redor dele por diabos havia me oferecido uma fortuna para ficar com ele? Engulo meu orgulho e recuso-me perguntar sobre ela.
    — Confesso que achei essa ideia de morder os lábios um pouco piegas, mas vendo-a assim tão deliciosamente provocante eu tenho pena do Grey.
    Richard aproxima seus lábios dos meus e desliza sobre eles em uma caricia suave. Não tenho a mínima ideia do que ele possa estar falando. Isso não é novidade e nunca raciocino direito quando ele está peto de mim. E não, eu não quero saber. Tudo que me importa é sentir seus lábios sobre os meus uma última vez.
    — Cala boca e me beija. — murmuro entre seus lábios.
    Antes que eu possa me dar conta do que falei e me autoflagelar por isso, sinto sua boca tomando posse da minha. Não importa quantas vezes ele me beije, sempre será único e sempre me fará sentir transportada para outro mundo. Quando estou em seus baços não há diferenças, nem certo ou errado.
    Suas mãos deslizando pelo meu corpo de forma primitiva e tão familiar que me faz tremer. Excitando-me com seus beijos, mãos e evidente ereção cutucando contra mim.
    — Você é deliciosa. — Richard afasta-se alguns centímetros de mim e sussurra em meu ouvido. — Mas acho que esse não é o lugar apropriado para isso.
    Mortificada de vergonha eu escondo meu rosto em seu peito. O leve balançar em seu peito me diz que ele está rindo. Acabei de passar pelo maio constrangimento da minha vida e esse imbecil está rindo.
     — Pare de rir seu idiota!
    Afasto-me dele e dou um murro em seu peito. Os cachorros latem em nossa direção como se só agora notassem o quanto foram esquecidos.
    — Eu não posso. — Richard coloca o punho sobre a boca. — Nunca pensei que faria algo como isso.
    — Beijar uma mulher em público?
    — Paige olhe bem para mim. — ele murmura frustrado. — A última coisa que estava pensando era em beijá-la.
    Meu coração parece bater mais forte. Suas palavras me deixam desconcertada e encantada ao mesmo tempo. Ao menos eu sei que seu corpo me cobiça tanto como eu desejo o dele.
    Esfrego as mãos de maneira nervosa e me viro em direção aos cachorros, preciso de algo que mantenha minhas mãos afastadas dele. Nunca sou eu mesma perto de Richard. Eu perco completamente o controle e a capacidade de raciocinar coerentemente.
    Os cachorros parecem um pouco agitados. Não estão acostumados com outras pessoas tão próximas a nós. Afago suas cabeças para acalmá-los e mantê-los tranquilos.
    — Precisamos conversar sobre minha proposta.
    De novo aquele assunto? Por que ele simplesmente não esquece e deixa que guardemos cada momento que vivemos de uma forma especial.
    — Eu não sou uma prostituta Richard. — Ergo-me para encará-lo. — Embora tenha agido como uma eu não sou.
    Seu rosto ser tomado por uma surpresa paralisante ao se dar conta do que acabo de dizer.
    — Você não é? — Ele sussurra. — Bem, isso muda tudo.
    — Eu acho que não muda nada. — retruco me virando para ir embora.
    — Espere! — Me impede segurando meus ombros. Sinto uma descarga elétrica correr pelo corpo ao seu toque. — Jante comigo essa noite. Eu poderei explicar tudo. Por favor.
    Vejo-me fitando sua boca sensual. Minha razão diz não e meu coração grita que sim. E essas emoções conflitantes brigam dentro de mim.
    — Eu não creio que...
    — Apenas um jantar Paige. Se depois disso sua resposta for negativa eu a deixo em paz.
    Talvez precisemos mesmo ter essa conversa decisiva. Muitas coisas precisam ser esclarecidas entre nós dois. Afinal é apenas um jantar não é? O que poderá acontecer em um restaurante?
    — Está bem. Vamos a algum lugar especial?
    Meu repertorio de roupas elegantes não é muito vasto. Na realidade acho que não devo ter nenhuma roupa elegante em meu guarda roupa, além das minhas roupas de shows. E seria inaceitável entrar em um restaurante refinado como os que ele costuma frequentar com um vestido de cabaré dos anos sessenta.
    — Pensei em um restaurante francês: Saveur Suprême. — ele diz sorrindo. — Conhece.
    A pergunta foi feita como se ele me perguntasse se já havia entrado no Wall Mart. Somente por notar que seu tom e olhar em direção a mim não é de superioridade, mas sim inocente eu resolvo deixar passar batido.
    Por sorte ou destino é o restaurante que Jenny irá trabalhar. Já estive lá com ela semana passada. O local é lindíssimo e muito bem frequentado. Eu jamais teria condições de entrar ali novamente.
    — Sim eu conheço.
    — Então eu pego você as sete. — ele abre um sorriso ainda mais lindo.
    — Até a noite então.
    Caminho em direção à saída do parque com a certeza que os olhos deles estão sobre mim. Um sorriso safado surge em meu rosto. Richard já havia elogiado minhas pernas quando estivemos na banheira da casa dele. E pela primeira vez no dia alegro-me por ter escolhido aquela minissaia.
    Entrego os cachorros para seus respectivos donos. Passo em casa e tomo uma ducha rápida. Ainda tenho que ir até o shopping mais próximo e achar algo dentro de minhas economias que não me faça sentir como a gata borralheira indo para o baile.
    Na saída do prédio encontro Jenny conversando com o sindico. Ele parece estar testando um novo sistema de segurança.
    — Até que enfim resolveu tirar o escorpião do bolso não é Jenny? — digo me referindo ao sindico. — Essa porta deveria ter sido arrumada há muito tempo.
                — Agradeça ao namorado da jovem. — o sindico responde mal humorado e sai em seguida.
                — Neil?
                — Parece que sim.
                — Caramba, o cara está caidinho mesmo.
                — Eu não sei o que fazer Paige. — ela murmura nervosa. — Isso é errado.
                Sou a última pessoa que pode dizer o que é certo ou não. Depois de todas as coisas que havia acontecida entre Richard e eu, não tenho moral alguma. Pelo menos Jenny não havia ido para cama com Neil. Ai sim as coisas estariam verdadeiramente ruins.
                — Eu tenho que sair agora. — seguro sua mão confortando-a. — Quando voltar nós podemos conversar.
                — Está bem. — Jenny responde parecendo não muito animada sobre isso.
                Despeço-me dela e saio em busca do vestido perfeito e que não me custe os olhos da cara. Já é bastante difícil eu ter que mexer em minhas economias.
                Após duas horas, cansada e pronta para jogar a toalha eu paro em frente a uma vitrine. Diante de mim está o vestido perfeito. Entro na loja rezando fervorosamente que não seja mais um que poderá limpar toda a minha conta bancaria.
                A vendedora foi muito simpática em me atender. A peça era única e estava em liquidação, pois eles estavam renovando a coleção. É um pouquinho mais caro do que esperava, mas caiu como uma luva em meu corpo. Pensando nele como um investimento futuro resolvo leva-lo.

                Richard não ficará apenas satisfeito com minha escolha ele ficará abobalhado e de queixo caído. Essa é a ultima expressão que quero ver em seu rosto quando disser adeus pela última vez.

    Para quem não conhece o grupo add e fique por dentro das novidades.
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    Naty esse capitulo vai para você!

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