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  • Por você eu faço tudo - Capítulo 7

    Manipulações


    Definitivamente "Paige Fisher" é um problema!
    Outra vez ela entra e sai da minha vida como um furacão me deixando estático e com cara de idiota virando o meu mundo de ponta cabeça.
    — O que significa isso Richard? — Patrice me tira do meu estado de estupor e me encara com olhos injetados de fúria.
    — O que você está fazendo aqui Patrice?
    — Eu vim conversar com você, já que não atende mais minhas ligações. Quem é essa mulherzinha Richard?
    — Acho que ela já disse. — digo calmamente. — Minha noiva.
    Eu não sei ainda porque estou seguindo por esse caminho. No entanto me vejo confirmando essa história absurda.
    — Isso não é verdade! — Patrice avança em minha direção. — Não pode me humilhar assim. Trocar-me por uma desqualificada como aquela. Não pode fazer isso Richard.
    Eu nunca presenciei minha doce e controlada ex-noiva tão irritada como nesse momento. E estou adorando isso. Patrice acha mesmo que depois de tudo o que ela me fez eu ainda me importo com o que pensa ou sente? Na verdade estou adorando saber o quanto isso a afeta. Essa vingança é um prato que eu degustarei lentamente.
    — Tanto posso. Como fiz. — cruzo os braços e olho para ela cinicamente. — E sabe...? Ela é demais na cama.
    — Seu cretino! — A mão dela voa em direção ao meu rosto.
    — Nunca mais faça isso! — Seguro seu pulso com firmeza, impedindo-a que acerte meu rosto. — Eu não acho correto bater em mulheres, mas eu não pensarei duas vezes em revidar.
    Patrice me encara assustada. Eu nunca havia falado com ela dessa maneira, mesmo quando eu a havia flagrado na cama com outro a minha reação tinha sido mais controlada.
    Ela começa a chorar e se joga em meus braços.

    — Ah, Richard. — ela choraminga em meu peito. — Já chega de me punir...
    — Dá um tempo Patrice. — afasto-a de mim. — Se quer alguém para choramingar vá atrás do seu amante.
    — Richard não pode estar falando sério. Não pode estar noivo daquela prostituta. Sua mãe não vai aceitar isso.
    — A única prostituta que vejo aqui é você. — encaro-a com desprezo. — E minha mãe não manda em mim.
    É patética a forma que ela me vê. Claro que grande parte da culpa sobre isso é minha. Havia aceitado todas as decisões dos meus pais, principalmente minha mãe por achar cômodo ou por não ter motivos para seguir por caminhos diferentes, mas agora as coisas haviam mudado e ninguém mais interferiria em minha vida ou nas decisões que tomar para mim.
    Sem mínima vontade para ouvir suas lamurias estupidas eu entro em casa, bato a porta e deixo-a falando sozinha do lado de fora. Na realidade gritando. Mais uma vez eu tenho um vislumbre de como ela realmente é e dou graças a Deus que esse noivado tenha acabado.
    A única coisa que me importa agora é reencontrar aquela moreninha que deixa minha pele em chamas. Paige conseguiu me surpreender a cada encontro e anoite anterior havia sido fantástica. Ela me deixou completamente viciado nela. Nunca desejei tanto uma mulher como a desejo e a noite de ontem havia sido apenas um aperitivo.
    Sempre gostei de sexo. Tinha uma vida sexual normal e saudável com Patrice, mas eu não tinha a mesma necessidade e mesma paixão com ela. Não era uma questão de pele. Fazíamos sexo porque era uma necessidade física prazerosa, uma necessidade que nossos corpos precisavam como comer, beber e dormir. Até mesmo as com outras mulheres antes e depois de minha ex-noiva era tudo mecânico. Eu buscava meu prazer e tentava oferecer prazer a elas.
    Com Paige eu quero mais, eu sempre quero mais, desejo ir além de sua alma. Anseio possui-la de todas as formas, alimentar essa fome que sinto por ela até não passe de uma pequena chama de desejo. Ainda estou embasbacado de quantas de vezes a procurei durante a noite e de como ela foi incrivelmente receptiva. Ela está se tornando um vicio para mim e tenho que fazer alguma coisa, antes que eu enlouqueça.
    O problema é que a jovem feiticeira havia sumido como um passe de mágica. E como agora já não trabalha no clube eu não tenho como encontra-la. Ao menos que Peter me auxiliasse nisso, mas eu não quero envolve-lo nisso. Com certeza me achará maluco por estar procurando uma garota de programa. Terei que resolver esse assunto sozinho.
    Coloco as mãos no bolso do robe e sinto a nota amassada lá dentro. Um sorriso volta aos meus lábios ao me lembrar do bilhete que havia encontrado em meu travesseiro mais cedo. O que ela quis dizer com aquilo? Sempre achei que as mulheres eram criaturas confusas e difíceis de entender, mas Paige supera qualquer teoria.
    Olho para relógio e vejo que passa das nove horas, mesmo tendo o costume de acordar muito cedo resolvo voltar para cama. Hoje é sábado e não há muito que fazer. Além disso, a noite anterior sugou grande parte das minhas energias. Jogo-me na cama e ainda sinto o cheiro de seu perfume em meu travesseiro. O simples aroma me faz ficar duro como pedra e a única coisa que me resta fazer, é dar alivio para meu corpo enquanto imagino Paige ali comigo. Suas mãos macias tocando meu corpo e sua boca deliciosa abocanhando meu membro enquanto eu agarro seus cabelos controlando seus movimentos. 
    — Paige...! — Eu gemo alto, eu me entrego ao prazer com essa fantasia e Paige em minha mente. Exausto, aliviado, mas ainda não satisfeito fecho meus olhos e adormeço.  

                                                                              
    Já passa das oito horas e eu estou parado em frente à porta desse maldito clube. Uma placa avisa que não haverá atendimentos, pois se encontra em reforma. Parece que aqui eu não irei conseguir nada. Talvez fosse melhor eu engolir meu orgulho e pedir ajuda a Peter ou deixar que as coisas esfriem e perca o interesse por ela. Tudo bem que foi o melhor sexo da minha vida, mas é apenas sexo, certo?
    Estou prestes a ir embora quando vejo duas garotas saírem lá de dentro. Uma delas eu reconheço, é a japonesa que eu havia pagado para procura-la no outro dia.
    — Olá. — eu interpelo as duas com um dos meus melhores sorrisos. — Eu vi que o clube não irá funcionar hoje.
    — Sim. — uma loira platinada me encara com interesse. — Houve uma grande confusão ontem à noite. Ficará fechado para reforma por alguns dias.
    — Foi horrível. — Mayume arregala os olhos. — Eu conheço você não conheço?
    — Talvez sim. — murmuro com naturalidade. — Sou amigo da Paige e combinei de encontra-la aqui hoje.
    — Ah meu Deus! — Mayume abre e fecha a boca algumas vezes. — Você é o bonitão que estava interessado nela. É uma pena, mas Paige não trabalha mais aqui.
    — Isso é realmente muito ruim. — faço uma cara de desolado. — Sabe onde posso encontra-la?
    — Desculpe, mas eu não posso passar essa informação. — ela diz receosa. — Paige me mataria.
     — Com certeza! — A loira platinada concorda dando mais ênfase do que necessário. — Aquela garota é uma selvagem.
    — Amanda você sabe que Paige não é assim. — Mayume a repreende. — Você que nunca soube lidar com ela.
    Sinceramente a discussão entre essas duas está começando a me aborrecer. Então faço a minha melhor cara de menino carente e tento arrancar alguma informação da japonesa. Parece-me claro que a tal Amanda odiava Paige, portanto dela eu não conseguirei nenhuma informação.
    — Por favor, eu realmente preciso falar com ela. — insisto.
    — Sinto muito senhor...?
    — Delaney.
    — Eu posso ligar para ela depois e dizer que está procurando por ela. Se que quiser deixar seu telefone.
    Não é exatamente o que desejo, mas como não tenho alternativa a não ser confiar na jovem a minha frente, passo o número a ela e despeço-me das duas. Sigo para minha moto perto dali e volto para casa completamente frustrado.
    Algumas horas depois estou em casa assistindo um jogo de basquete na tela plana quando meu telefone toca. Penso em ignorar a ligação, mas meu sexto sentindo me diz que pode ser algo importante.
    — Alô?
    — Sr. Delaney. — uma voz feminina soa do outro lado da linha. — Aqui é Amanda Jones. Nós nos esbarramos um pouco mais cedo.
    — Como conseguiu meu telefone?
    — Peguei com Mayume quando ela se distraiu...
    — Desculpe senhorita, mas não estou interessado em um programa...
    — Tem certeza? — Amanda pergunta em uma voz rouca mais para ridícula do que sensual como era sua intenção.
    — Hoje não. Adeus.
    — Espere! — Ela grita antes que eu possa desligar. — Tenho algo que talvez queira.
    — Amanda já disse que não estou interessado.
    Sua insistência esta me deixando impaciente. Não sou do tipo que pago por um programa. Minha única exceção foi Paige, mas ela não havia levado meu dinheiro, pelo contrário, havia deixado o dela. Uma atitude realmente esquisita para uma garota de programa, cada vez que penso nisso fico mais confuso.
    — Eu tenho o endereço dela. — Amanda me põe em alerta. — Se ainda quiser. Encontre-me em bar perto do clube e traga mil dólares.
    — O que? — Pergunto estupefato. Mil dólares por apenas uma informação. Claro que no meu estado de desespero atual eu pagaria dez vezes mais, mas aquela garota estava valorizando demais a informação.
    — Bem se não quiser...
    — Espere. Tudo bem. — procuro um bloco de notas e uma caneta. — Passe o endereço.
    Meia hora depois estou em um bar decadente perto do clube. Encontro Amanda agarrada a um motoqueiro todo tatuado e com enorme alargador na orelha.
    — Trouxe o dinheiro? — Ela pergunta assim que me vê.
    — Como sei que não está mentindo?
    — É um risco que terá que correr cara. — O homem fala com desdém enquanto acaricia Amanda de forma grosseira.
    Dou o cheque a ela e ela me entrega uma folha com um endereço. Noto que é de uma região relativamente perigosa do Bronx. Olho para relógio em meu pulso, já passa das dez horas então resolvo deixar a visita para o dia seguinte. Não se ela está com um cliente e só em imaginá-la com outro me deixa transtornado. Além disso, eu não sei se esse é realmente o endereço verdadeiro, algo naquela mulher me diz que não é uma pessoa confiável. O jeito é voltar para casa e esperar até o dia seguinte.
    Após ter a noite povoada de sonhos sensuais com uma morena de olhos verdes eu desisto de continuar dormindo. Vou para sala de ginástica perto da piscina tento gastar todas as minhas energias na esteira e equipamentos de musculação. Depois de muito suado e exausto, resolvo dar um mergulho para relaxar os músculos. Não sei quanto tempo fiquei ali, mas resolvi sair assim que pensamentos sensuais de como eu gostaria de possuí-la em cada canto daquela piscina dominaram minha mente.
    Não importa onde eu esteja, cada canto da casa me faz pensar em Paige e o quanto eu a queria de novo. A única solução é encontra-la novamente e dessa vez não a deixaria fugir de mim.
    Volto para o quarto, faço a barba e tomo uma ducha rápida. Não quero esperar nem mais um segundo para tê-la em meus braços, precisamente na minha cama. Visto uma calça jeans preta e camisa branca. Calço tênis esportivo e saio do quarto. Pego a chaves em cima da mesa e confiro novamente o endereço na folha de papel.
    Antes que eu me dirija à porta o telefone toca. Acabo atendendo mesmo sem a mínima vontade de falar com quem quer que seja.
    — Richard?
    Droga! O que minha mãe pode estar querendo comigo em pleno domingo de manhã?
    — Olá mamãe.
    — Eu quero falar com você. — ela diz categórica. — Venha para o almoço hoje.
    Suas palavras me deixam irritado. Nada de, por favor, ou se você puder. Minha mãe acredita que pode controlar tudo e todos. Acho que está na hora de entender que as coisas haviam mudado.
    — Hoje eu não posso. Estou de saída.
    — Isso não me importa. — ela diz irritada. — Desmarque esse compromisso.
    — Sinto muito, mas eu não posso.
    — Richard o que está acontecendo com você? — Ela retruca. — Já teve tempo suficiente para colocar a cabeça em ordem. Patrice me disse o que aconteceu. Eu sei que está apenas tentando dar uma lição nela...
    — Eu preciso desligar.
    — Richard!
    Encerro a ligação sem pensar duas vezes. Minha paciência para com minha mãe é praticamente nula nesse momento. Pelo que vejo sua esperança de que eu retome o relacionamento com Patrice continua firme e forte. As duas estão muito enganadas se pensam que vão conseguir isso. Não há mulher no mundo que eu despreze mais do que ela. Nem mesmo Paige que usa o corpo para viver. Pelo contrario, pelo menos ela era honesta em suas relações.
    Embora o fato de imaginá-la com outros homens me incomode mais do que gostaria. Nunca fui o tipo possessivo e ciumento, mas essa garota desperta sentimentos em mim que eu desconhecia. Perto dela eu perdia o controle e essa é ultima coisa que desejo, perder novamente o controle sobre a minha vida.
    Eu não gosto disso. Não posso deixar que ela que se infiltre tanto assim na minha vida. Talvez a decisão certa seja esquecê-la. Manter distância e quem sabe em algumas semanas ela não seria nada mais do que mais uma deliciosa lembrança.
    E eu só preciso vê-la mais uma única vez. Depois eu me manteria o mais longe possível.
    Com essa decisão em mente eu sigo para o elevador. O celular vibra, olho para o visor e vejo que é uma ligação de Charles. Com certeza minha mãe já havia entrado em contato com ele e pedido que ele interferisse.
    — O que você quer Charles? — Pergunto irritado.
    — Mamãe foi para o hospital Mount Sinai.
    — O que?
    — Encontre-me lá agora Richard! — Ele diz e desliga.
    Tento retornar a ligação para entender o que está acontecendo, mas só cai na caixa postal. Provavelmente Charles havia desligado o telefone para evitar ter que me passar qualquer informação.
    O que teria acontecido? Apesar de tudo Diane é minha mãe eu a amo e me preocupo com ela. Uma onda de culpa e remorso toma conta de mim. Talvez tenha sido duro demais com ela. Afinal eu havia mudado de uma hora para outra e não deve ter sido fácil ela ter que enxergar que não tem mais controle sobre mim.
    Chego ao hospital em uma velocidade recorde. Encontro Charles e Britney esperando por noticias no corredor.
    — Como ela está? — Pergunto a Charles.
    — Ainda não sabemos. — ele me encara com raiva. — Estão fazendo alguns exames.
    — O que aconteceu?
    — Mamãe passou mal depois que você desligou. Ela desmaiou e nós a trouxemos para o hospital.
    Então a culpa realmente havia sido minha. Se algo acontecer a ela eu jamais conseguiria me perdoar e pelo olhar que recebo de Charles ele também não faria isso.
                Os minutos se arrastam e fico cada vez mais apreensivo e culpado. Depois da morte trágica de meu pai em um acidente de carro onde ele dirigia bêbado, minha mãe passou a ser ainda mais controladora com Charles e eu. Então essa situação deve tê-la afetado muito. Sempre a considerei uma mulher forte e é difícil vê-la como alguém frágil.
                — Como ela está doutor? — Charles interpela o médico assim que ele sai do quarto.
                — Fizemos alguns exames e tudo parece bem.
                — Então ela não corre mais risco doutor? — Eu pergunto preocupado.
                O médico nos encara com olhar divertido.
                — Na verdade ela nunca esteve. Senhores sua mãe tem um coração de ferro e viverá muito mais do que nós todos.
                — O que o senhor quer dizer? — Charles pergunta confuso. — Eu a vi desmaiar e senhor mesmo quis fazer os exames.
                — Apenas por desencargo de consciência e por insistência da própria. — ele ri. — Sua mãe tem o que chamamos de carência afetiva. Acho que deveriam dar mais atenção a ele.
                — Tem certeza doutor?
                — Absoluta, fizemos todos os exames necessários. Sejam pacientes tudo bem?
                O médico informa que em alguns minutos poderemos entrar e que minha mãe receberia alta em seguida.
                Eu não sei se estou mais aliviado ou puto da vida pelo circo que ela havia montado. Se minha mãe acha que com armações como aquela vai conseguir com que eu faça o que ela quer vai descobrir que está muito enganada. Caminho em direção à porta com passos firmes e decididos. Nós dois precisamos ter uma boa conversa.
                — Espere Richard! — Charles segura meu braço. — Lembre-se do que o médico falou. Temos que ser pacientes.
                Eu sinto vontade de rir na cara dele. Ao contrario de mim ele caiu como um patinho em todo esse circo que Diane armou em volta de nós.
                — Com certeza eu vou lembrar-me de cada palavra.
                — Pobrezinha. — ouço Britney dizer antes de entrar no quarto.  
                Encontro minha deitada com os olhos fechados. Para um desavisado a cena pareceria comovente.
                — Mamãe? — Charles aproxima da cama e segura a mão dela. — Estamos aqui. Fique calma.
                — Oh, Charles querido. Eu tive tanto medo. — ela abre os olhos e choraminga para ele.
                — Pode parar com o show mamãe. — digo tentando manter o controle. — Já sabemos que é tudo fingimento.
                — Richard! — Charles me encara furioso.
                — Viu como seu irmão me trata Charles? Esse comportamento irá me levar para o tumulo com seu pai.
                — Como pode ser tão insensível Richard? — Charles me encara furioso.
                — Tudo isso por que ele está namorando uma mulher sem classe. Aposto que é ela que está fazendo a cabeça dele.
                Seu comentário me deixa furioso. Não havia sido Paige a causar essa mudança em mim, mas sim minha ex-noiva e protegida dela. Se algo que eu possa agradecer a Patrice foi o fato de ter me aberto os olhos para vida inerte que estava tendo. Mas se minha mãe quer seguir por esse caminho eu entraria nesse jogo. O que ela precise é entender que não pode determinar o que é certo ou não para mim.
                — Paige é minha noiva e não tem nada a ver com isso. — mas uma vez eu vou de encontro a essa mentira.  
                — Noiva? Quem é essa mulher? — Richard me encara espantado. — E Patrice?
                Porra era só o que me faltava. Charles está mesmo me perguntando isso, depois de tudo o que havia acontecido?
                — Patrice é a porra de uma cadela que me traiu. — grito furioso para ele.
                — Bem isso acontece. — Charles parece um pouco constrangido. — Deve superar isso.
                — Faça o seguinte Charles... — respiro fundo. — Pegue a estupida da sua mulher com outro, tente lidar com isso e depois venha conversar comigo.
                Acho que minhas palavras deve tê-lo atingido de alguma forma, pois ele abaixou o olhar e ficou em silêncio.
                — Eu nunca faria isso! — Britney se defende. — E não sou estupida.
                 — Claro que não querida. — minha mãe olha carinhosamente para ela e me encara com determinação. —Não vai ficar com essa mulherzinha, Patrice disse que ela...
                — Já me cansei disso aqui.
                Eu não posso ficar aqui nem mais um minuto. Estou cansado da minha mãe e de Charles querendo me controlar o tempo todo como uma marionete. O fato de cogitarem que eu volte para Patrice me deixa decepcionado além de enojado. Como eles podiam ser tão frios e calculistas? Que tipo de sangue corre em suas veias?
                Eles precisam de uma lição e eu daria isso a eles.


                

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