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  • Por você eu faço tudo - Capitulo 3




    Sedução


    Essas duas últimas semanas longe de tudo e todos foram tudo o que precisei. Ficar em casa sentindo pena de mim mesmo seria um desperdício de tempo. Afastar-me de casa, da família e dos amigos foi essencial neste momento. Embora tenha conduzido tudo a minha volta de forma automática e fria eu não aguentava mais os olhares piedosos, os conselhos irritantes de minha mãe e principalmente a insistência de Patrice. Mesmo eu tendo trocado o número do celular sempre encontrava uma maneira de se comunicar comigo.
    Suas queixas e choramingo estão me levando a beira de um assassinato e as desculpas esfarrapadas de que minha falta de atenção ou suas inseguras a levaram me trair me deixa enojado.
    O único vislumbre de paz e tranquilidade foi passar esses dias na cabana de Neil. A área ao redor é muito bonita. Há um grande lago em frente que oferece paz e tranquilidade. Além das montanhas ao redor com uma vista belíssima para os dias de corrida. Embora não costume correr, pois prefiro as facilidades de uma boa academia, aprecie a sensação de me exercitar ao ar livre e puro. Isso me lembra de que tenho um parque gigantesco perto de casa e não tenho aproveitado desse privilégio.
    Agora após duas semanas longe de todos e tudo estou pronto para enfrentar o que vier e me aventurar nessa nova jornada que idealizei para mim. E irei começar por algo que sempre desejei e nunca me atrevi a fazer.
    Verifico a casa pela última vez. Pego a mochila do chão e subo em meu mais novo bebê a moto MTT Turbine Streetfighter, é praticamente um avião, com em tração e motor de turbina, criada em 2008, possuí turbina a jato Rolls-Royce Allison – o mesmo tipo encontrado em helicópteros e pode chegar a 400 km/h com seus 420cv de potencia. A velocidade foi fator primordial para escolha. Quero viver cada dia com a emoção de que fosse o último e adoro a sensação de liberdade que essa moto me trás.
    Desde a adolescência admirava belezinhas como essa. Até mesmo cheguei a pegar emprestada a moto de um de meus amigos, mas minha mãe ficara furiosa na época e proibiu firmemente que comprasse algo parecido. E entre enfrenta-la e ter um pouco de paz de espirito optei pelo caminho mais cômodo. Agora noto como sempre fui o bom moço irritante, sempre fazendo e me comportando como as pessoas esperavam que fizesse. Sempre acatando o que os meus pais queriam. Até mesmo Charles acha que sabe o que é melhor para mim.

    Observando tudo com frieza me sinto envergonhado de como fui apático e controlado por quase toda minha vida. Tenho sorte de amar a minha profissão ao qual praticamente me obrigaram a exercer para assumir junto a meu irmão ou seria frustrado pessoal e profissionalmente.
    Mas agora estou liberto de todas as prisões e convicções que me mantinham. Meu lema agora é “viver sem limites” e comecei por essa moto.
    Prendo a mochila na moto e saio da propriedade. Dirijo com certo cuidado ate chegar à estrada. Em um instinto animal acelero até o limite permitido e deixo as emoções tomarem conta de mim. A sensação de liberdade é indescritível. Um dos meus maiores arrependimentos é não ter investido nesse sonho antes assim que me tornei financeiramente independente.
    Chego à cidade com quase metade do tempo. Vou para área comercial onde há um conjunto de galerias, deixo a moto estacionada e sorrio ao ver o olhar abobalhado de alguns garotos em direção moto. Imediatamente eles ficam eufóricos ao redor dela. Lanço um olhar ameaçador para eles, uma indicação de que podem olhar, mas nem sonhem em tocar. Se eu estivesse usando meu terno habitual tenho certeza que eles ririam da minha cara e até mesmo me chamariam de tio. Embora nossa diferença de idade não deva passar de no máximo uns dez ou doze a nos. Mas em minha calça jeans rasgada e desbotada, camiseta preta, botas, jaqueta de couro Colcci e meus cabelos bagunçados pelo vento me dão um ar de perigo a caminho. Sigo para o box Z-17, tenho hora marcada com o dono que me foi muito bem recomendado por Peter um dos meus melhores amigos. Uma jovem baixinha e rechonchuda de cabelo roxo está sentada na pequena recepção. A me ver levanta-se imediatamente abre com um sorriso e um olha sedutor em direção a mim.
    Estou acostumado com esses olhares femininos e às vezes até mesmo masculinos em relação a minha aparência. Com quase um metro e noventa de altura, olhos azuis acinzentados, cabelos claros quase loiros e maxilar quadrado, não tenho como chegar a qualquer lugar sem chamar atenção.  Minha rotina diária na academia também contribui para um corpo bem definido. Não que seja um rato de academia, apenas vejo como algo a mais para liberar a tensão causada pelo trabalho.
    — Tenho hora marcada com Steve. — informo-a.
    — Ah... — ela sorri pegando uma agenda em cima do balcão. — Qual seu nome?
    — Delaney.  – retribuo o sorriso. — Richard Delaney.
    — Ah claro. — a jovem risca o nome na agenda. — É só entrar pela aquela porta. Richard já está esperando por você.
    Vou em direção que ela me indicou e bato na porta. Abro a porta voz grave me diz para entrar. O estúdio apesar de pequeno é muito bem organizado. Há um gabinete branco próximo a uma janela.  Perto da porta no meu lado esquerdo há uma maca inclinável, uma cadeira giratória e ao lado uma mesa com rodas onde há vários equipamentos. — Peter é um cara legal. Você tem alguma tatuagem ou é a primeira? — Primeira. — respondo constrangido. Pelo seu olhar creio que ele pense que é um sacrilégio qualquer pessoa não tenha uma. — E o que quer fazer? — Steve cruza os braços me encarando como se não acreditasse que iria até o fim. — E onde quer fazer? Explico a ele qual a imagem. Percebo que fica surpreso com minha escolha. — Tem certeza? — ergue uma sobrancelha. — Irá cobri quase toda a área das costas. — Sim, eu tenho certeza. — afirmo.
    — A região em torno da costela costuma doer um pouco. — Steve me preveniu. – Algumas pessoas costumam beber algo para aliviar a dor. Temos um bar aqui se quiser.
    — Não. — recuso rapidamente. — Obrigado, mas sem bebidas ou anestesia.
    Se eu quero viver passar por todas as aventuras que seja completamente consciente. Mesmo que tal experiência possa causar algum tipo de dor. Afinal sou um homem e não um rato.
    Duas horas depois e muita dor, Steve finaliza o trabalho protegendo a tatuagem com plástico fixando-o com uma fita cirúrgica.
    — Use essa proteção por apenas uma hora, depois disse retire a bandagem e deixe que a pele respire. — ele me diz quando me levanto.
    Sinto toda região das costas queimar e me arrependo de não ter aceitado a sugestão da bebida.
    — Faça limpeza três vezes ao dia. — ele continua enquanto admiro o trabalho no espelho. – Use essa pomada para cicatrização.
    Pego a pomada que ele me estrega e guardo no bolso da jaqueta. Dou uma última olhada no espelho e visto a camiseta.
    Se minha mãe visse o desenho em minhas costas cairia dura no chão. Sinto uma alegria sádica ao imaginar a cena.
    — Você fez um excelente trabalho.
    — Que nada. – Steve parece ficar encabulado. — Você foi bem corajoso. Conheço homens cheios de tatuagens que não enfrentam a agulha sem cair de bêbedo.
    Steve me faz mais algumas recomendações e saio em seguida. Pago a garota na recepção e vou para o estacionamento. Os adolescentes já não estão próximos à moto, então eu subo e sigo em direção a meu apartamento.
                Deixo a moto na vaga reservada a mim e vou direção aos elevadores. Cumprimento o concierge assim que entro no hall. Desço na cobertura, digito o código de segurança na porta e entro.
                Tenho uma cobertura ampla e elegante, decorada em tons de bege, branco e marrom. No andar de baixo está a sala com um conjunto de sofás branco e almofadas marrons, uma mesa de centro negra, e uma TV LCD 52 polegadas. Do outro lado há uma sala de jantar com uma mesa oval. As paredes da sala de jantar são de vidro e dá acesso uma sala de estar com poltronas de madeira almofadas, uma pequena mesa quadrada e há uma vista privilegiada da cidade, além de uma piscina retangular.
                No andar superior ficam a suíte, dois quartos de hospedes e meu escritório. Vou para quarto, dispenso a banheira redonda, retiro o plástico que cobre a tatuagem e tomo uma chuveirada. Passo a pomada nas costas e vejo que o local que antes estivera muito irritado e vermelho começa a clarear. A ardência também diminuiu ou talvez esteja acostumada a ela. De qualquer forma resolvo cancelar meu encontro para essa noite.
                Maggie, uma modelo que me foi apresentada pela noiva de Liam não ficou muito feliz com a notícia, mas aceitou remarcar para dia seguinte.
                Sem disposição para cozinhar ou pedir comida pelo telefone vou até a cozinha e coloco um congelado no microondas. Agradeço aos céus por Janine a governanta tenha se lembrado de meu retorno e tenha abastecido a geladeira.
                Pego duas garrafas de Badger Gold (Cerveja inglesa), faço um prato e vou para sala. Ignoro a sala de jantar e me jogo no sofá. Ligo a Tv e sintonizo no canal de esporte. Esta passando um jogo de basquete, os Knicks estão enfrentando New Jersey Nets e estão ganhando de 34 a 28.
                Espreguiço-me no sofá e concentro-me no jogo. Já que não terei uma linda mulher para aquecer a noite, cerveja e jogo na tela plana terão que ser o suficiente.
             
    Por volta de oito horas da noite do dia seguinte paro minha MTT em frente a uma casa elegante. Uma jovem ruiva surge e me olha com espanto.
                — Onde está o seu carro? — ela faz biquinho. — Nós não vamos nessa coisa não é?
                Olho para minha moto e para ruiva em seu vestido de seda azul. Realmente a combinação parece esquisita. Mas qual o problema? Onde está o senso de aventura dela?
                — Sim. – respondo com um sorriso irônico. — Iremos.
                — Com certeza não. – Maggie bate o pé. — Nós iremos com o meu carro!
                — E onde acha quem deixarei minha moto? — Pergunto num tom irritado.
                — Ah, qualquer lugar. — ela cruza os braços. — Deixa ai mesmo na rua. Eu que não vou estragar um Prada por causa de uma moto ridícula.
    Ridícula? Minha MTT custa mais de 200 mil dólares e daria para comprar mais de vinte vestidos como esse que ela está usando. E essa esnobe e arrogante mulher chamou meu bebê de ridícula? Não! Maggie não tem nenhum espirito de aventura. Portanto não vou estragar minha noite com essa jovem fútil e suas conversas estupidas.
    — Quer saber Maggie? — Subo na moto enquanto ela me encara com olhar atônito. — Eu vou me divertir. Você pode ir para onde quiser.
    Na verdade gostaria de dizer que ela poderia ir para puta que pariu! Mas mesmo sendo um bad boy, sou educado.
    — Richard! Richard!
    Escuto sua voz ao fundo, acelero o motor e único som que posso ouvir é da minha linda MTT gemendo rua afora. Meia hora depois ainda estou muito irritado e sem saber para onde ir quando o telefone vibra no bolso de minha jaqueta.
    — Oi Peter. – estaciono e atendo.
    — Onde você está? — murmura. — Levei um fora hoje. Que tal sairmos à caça?
    Sair à caça para Peter é ir a casas noturnas a procura de mulheres lindas. Alguns meses atrás acharia aquilo imaturo, mas hoje e nesta nova fase da minha vida a ideia me parece muito interessante.
    — Estou em algum lugar entre Manhattan e o Bronx. Deixe-me ver. — Olho em volta, mais a frente há uma casa noturna. O letreiro luminoso pisca indicando o nome do clube. — Estou perto de um clube chamado Seduction.
    — Já ouvi falar. — ele responde. — Espere-me ai. Estou por perto. Se nós não gostarmos vamos a outro lugar.
                — Certo. – murmuro. — Espero você lá dentro.
                Desligo e conduzo a moto para o estacionamento privado. Há um relativo entra e sai lá de dentro. Apesar de a fachada ser um pouco cafona por dentro é aceitável. Todo ambiente é decorado em vermelho sangue e dourado. Há um enorme bar com balcão, algumas mesas em frente ao palco e os toalhetes à direita. Vou para o bar e peço um energético, na verdade gostaria de um uísque duplo, mas estou dirigindo, essa é uma das desvantagens em dispensar o motorista.
                Bebo o energético e assisto ao show. Uma garota oriental faz um show sensual enquanto alguns homens afoitos gritam em direção ao palco. Após sua apresentação as luzes se apagam. Sinto uma mão deslizar pelo meu braço de forma sensual. Uma loira platinada está sorrindo para mim.
                — Está sozinho querido? — Ela ronrona oferecendo os seios que saltam de seu enorme decote em direção a mim. — Por que não me paga uma bebida?
                Faço um sinal positivo para o barman e devolvo sorriso a ela. Apesar de muito bonita não faz meu tipo. Loira demais para mim agora. As loiras me fazem lembrar Patrice isso me dá urticaria.
                Nesse momento as luzes no palco se apagam novamente uma nova apresentação irá começar. Olho mais por curiosidade do que para apreciar o show afinal todas as mulheres ali devem fazer a mesma coisa. Afasto-me um pouco da jovem loira e vou em direção as mesas perto do palco. Sento-me em uma cadeira qualquer e observo uma jovem subir as escadas em direção ao palco. A iluminação fraca só me permite observar sua silhueta. Quando ela se fixa ao lado do mastro de pole dance as luzes se acendem em cima dela.
    Puta que pariu!
    Em minha frente está a mulher mais linda que eu já vi. Quando eu falo linda é realmente linda mesmo. E olha, estou acostumado a cruzar com mulheres lindas e deslumbrantes quase todos os dias. Desde socialites desocupadas até modelos e até mesmo atrizes, algumas das quais se preocupam apenas em manter a beleza em salões e academias. Mas essa é mais do que linda. Ela é quente!
                Seus cabelos são negros e preços em um rabo de cavalo balançam levemente conforme ela se movimenta. Um pouco mais alta que a maioria das mulheres facilmente se passaria por modelo. Suas pernas a mostra são esguias e perfeitas. Imediatamente a imagino em minha banheira e essas pernas divinas rodeando minha cintura.
                E os olhos? Jesus que olhos? Verdes como uma esmeralda, intrigantes e sedutores. Sua boca é carnuda e em forma de um coração perfeito. Boca perfeita para beijar e ser beijada. A música começa, o som da guitarra de Jimi ecoa no salão. A linda morena começa sua apresentação no pole dance.
    Caralho! Se antes apenas vendo-a com sua roupa de couro sensual eu já tinha ficado excitado. Agora a observando dançar, subir e descer em volta do mastro, sempre com os olhos cravados em mim, como se me fizesse uma apresentação exclusiva está me levando à loucura. Ergo meu copo e faço um brinde em sua direção. Lanço meu melhor olhar de: “Eu vou foder você e você vai gostar”.
    Vejo-a subir no mastro e enrolar as penas no topo. Em seguida fica de cabeça para baixo segura os seios entre as mãos e gira a cabeça de forma sensual. Mordo meus lábios para conter um gemido de desejo. Nesse momento nossos olhos se cruzam. A jovem gira em torno do mastro e fica de costa para ele se deslizando de forma erótica
    — Deseja outro drink senhor? ­— Pergunta uma voz feminina atrás de mim.
    Sem olhar para mulher peço que prepare um drink tropical e entregue a jovem morena assim que ela descer do palco. A dança e música continuam de forma frenética e alucinante.
    Estou completamente enfeitiçado por essa garota. O show termina, as luzes se apagam e ela some na escuridão. Tenho a sensação de abandono. A loira fala alguma coisa em meu ouvido, mas ignoro. Olho em direção as escadas e vejo uma mulher oriental entregar a bebida a minha musa. Nossos olhos se cruzam novamente. Vejo-a virar o copo e para minha surpresa sair correndo. Levanto-me rapidamente e vou em direção onde ela estava. Vejo-a entrar em uma porta com aviso: “Restrito não entre”.
    Pouco me lixando para isso vou em direção à porta. Uma mão macia me para.
    — Não pode entrar aí. — a jovem oriental me previne.
    — Preciso falar com a garota. — digo angustiado.
    — Paige? — Vejo-a enrugar a testa. — Foi para camarim. Você não pode entrar.
    Paige? Então esse é o seu nome. Tenho vontade de mandar a mulher a minha frente para o inferno e entrar para encontrar a linda morena. Paige. Seu nome desliza sobre meus lábios. Sinto-me frustrado e irritado pela segunda vez nessa noite.
                — Pode dizer a ela que estou aqui fora a esperando?
                — Eu posso dizer... — ela começa a dizer analisando-me de cima a baixo. — Mas Paige não sai com clientes.
                Isso me parece absurdo. Provavelmente eles apenas não haviam oferecido dinheiro suficiente.
                — Faça o que pedi. — coloco uma nota de cem dólares entre os seios dela e sorrio.
                A jovem sorri de volta e corre porta adentro. Dez minutos depois e com a paciência esgotada vejo a oriental sair com uma ruga de preocupação na testa. Segura a nota que eu dei como a própria vida.
                — Paige já saiu. — a jovem informa apertando a nota contra o peito.
                — Não vi ninguém passar por aqui? — resmungo irritado.
                — Deve ter usado a porta lateral. — ela murmura. — Procurei o camarim inteiro e ela não está lá.
                — Tudo bem. Sabe para onde foi? — digo com frustração. Talvez ainda consiga encontra-la.
    Aquela jovem não pode dançar a La Salomé exclusivamente para mim e esperar que eu fique imune a isso. Não. Aquela maldita provocadora tem que saber o que acontece quando se brinca com fogo.
    — Acho que foi para casa. — a jovem responde receosa. — Há um ponto de ônibus perto daqui.
    — Obrigado. — respondo e viro em direção à saída. — Pode ficar com o dinheiro.
    — Espere! — jovem gritou atrás de mim. — Não vai fazer mal a ela não é?
    Pergunta estupida! Ela deveria ter verificado isso antes de me passar qualquer informação. Acredito que tenho algo mais para ensinar a jovem do que apenas a brincar com fogo. Como pode ser tão descuidada ao ponto de colocar sua vida em risco? Estamos em uma das áreas mais perigosas da cidade, droga. Será que não havia se dado conto disso?
    Encontro-me com a loira parada na porta. Vejo que está alterada demais para meu gosto. Quantos copos ela já havia bebido? Isso não me importa a única coisa que quero é encontrar minha Salomé novamente.
    — Onde você estava querido? — a loira segura meu braço. — Procurei-o por toda parte.
    Ignoro sua pergunta e vou em direção à rua. Vejo logo a frente um ponto de ônibus e nele está minha musa inspiradora. Ainda mais linda se possível em uma calça jeans e camiseta. Seus cabelos negros caem em uma cascata sedutora. Livro me da loira e caminho em direção a ela. Nossos olhos se cruzam novamente. Um ônibus passa privando-me de observa-la por alguns instantes. Meu coração dispara, corro até o ponto e vejo-a entrar no ônibus. Antes eu possa fazer alguma coisa ele se põe em movimento. Vejo a jovem se sentar encarando-me com um sorriso travesso e em seguida lança-me um beijo no ar.
    Cinco minutos depois ainda me encontro estático no mesmo lugar enquanto eu encaro a rua a minha frente ainda sem acreditar no que aconteceu. A maldita Salomé havia me deixado sozinho na rua com cara de idiota.
                Meu celular vibra novamente me tirando do transe que me encontro.
                – Richard? — A voz de Peter ecoa do outro lado da linha. — Desculpe cara. Tive que fazer um favor para o Neil.
                — Tudo bem Peter. — murmuro contrariado. — Estou indo para casa de qualquer forma.
                Minha noite já estava arruinada é a culpa era de uma morena arrebatadora e provocadora.
                — Cara me desculpe mesmo. Podemos sair amanhã se quiser?
                — Claro. — caminho em direção ao estacionamento. — No mesmo lugar.
                — Nossa... — Peter começa falar com tom divertido na voz. — Então você gostou mesmo do lugar.
                — Mais do que você possa imaginar Peter. — sussurro com um sorriso maroto no rosto. — Mais do que possa imaginar.
             

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