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  • O Agente - Capítulo 8



    Gisele Alencar



    Leonardo emprestou uma de suas camisas que mais parecia um vestido em mim, enquanto eu colocava as minhas roupas em sua lavadora. Eu saía da área de serviço quando ele surgiu vestindo apenas calça jeans, esfregando uma toalha nos cabelos. Como a área era pequena, ele teve que pressionar o quadril contra minha bunda para jogar a toalha molhada no cesto de roupas sujas.

    Eu recordei da nossa última hora no banheiro e meu corpo reagiu ao tê-lo tão perto. Esfreguei o pescoço e tentei regular a respiração. Senhor, eu estava me tornando uma mulher muito fácil e dada. Bastava que ele tocasse em mim e ficasse tão próximo, que minha mente se enchia de pensamentos sensuais. 

    Consegui passar por ele e fui em direção à cozinha. 

    — O que teremos para o café da manhã? 

    — Café — ele me mostrou às cápsulas e a cafeteira no balcão do armário como se apresentasse alguém — Mas se preferir tem suco e leite na geladeira, assim como manteiga, requeijão e geleia. Tem torradas e bolachas no armário. Sirva com o que quiser. 

    O Agente - Capítulo 7


                



    Leonardo Ventura

    Ela não vai fugir!

    Eu não iria deixar que Gisele saísse sorrateiramente. Não dessa vez. Não quando eu tinha tantas perguntas a fazer a ela. Não quando eu tinha passado a porra da noite toda em claro.

     — Acredito que esteja apenas indo ao banheiro — abro os olhos quando sinto a ondulação na cama aumentar — Ou sendo otimista, indo preparar o café da manhã para nós dois.

    Encaro Gisele, nua, os cabelos caindo nas costas, sentada no colchão em uma posição rija, costas tensas, dedos cravados no lençol, respiração acelerada. Ela estava mesmo pensando em escapar sorrateiramente outra vez?

    — Você não está fugindo... — coloco as mãos em seus ombros e num gesto rápido trago-a de volta para a cama, o corpo tenso por baixo do meu — Está?

    O Agente - Capítulo 6




    Gisele Alencar

    Meu fim de semana tinha sido tenso. Meus pais passaram o sábado todo discutindo. Com meu pai negando a minha mãe que tinha uma amante e ela jogando na cara dele que a estava traindo. Além das tentativas de fugir de todas as perguntas que eu fazia, afirmando que eu não deveria me preocupar com nada disso. 
    Como eu não deveria me preocupar?
    Os jornais agora faziam acusações bem sérias contra ele, que eu estava achando muito difícil de refutar. E isso me magoava muito. Eu sabia que a política era suja, mas nunca cogitei que meu pai pudesse vender sua alma.
    Para tentar nos acalmar, meu pai sugeriu que passássemos o fim de semana em nossa casa de praia. Como eu estava em um processo de negação, precisava tirar minha mãe do clima pesado em nossa casa e buscava tirar Leonardo da cabeça, aceitei achando que poderia ser uma boa ideia.
    Até havia enviado uma mensagem convidado Luana para ir com a gente, mas além da ressaca ferrada que estava sentindo, o pai dela estava furioso por ela ter chegado bêbada pela segunda vez na mesma semana e tinha proibido que atendesse telefone, sair de casa então, nem pensar. Ele exigia que ela decidisse o que queria da vida e encarasse com seriedade a faculdade, mal conseguimos trocar meia dúzia de palavras quando ele arrancou o telefone dela. Mas no fundo, precisávamos admitir, o pai da Luana tinha toda a razão. Ela era a típica patricinha mimada. Não tinha objetivo nenhum na vida e adorava farrear e torrar o dinheiro do pai. Tirando esses pequenos defeitos que prejudicavam apenas ela mesma, no fundo era uma pessoa legal e uma amiga fiel.
    Acabei indo apenas com  a minha mãe para o litoral. Bom, acontece que nossos problemas nos acompanham para onde tentamos fugir. Minha mãe continuou a discutir com meu pai, dessa vez por ligações e mensagens de voz. O pouco de paz que tive, passei pensando no Leonardo enquanto caminhava na areia com os pés descalços. Tudo o que eu queria mesmo era voltar para o apartamento dele e me sentir reconfortada em seus braços. Cada momento que tivemos era vívido em minha cabeça. Meu corpo reagia às lembranças e às noites estavam sendo bastante difíceis.
    Compareci na sede da AL na terça e na quarta-feira. Não sabia bem o que eu estava procurando, mas queria dar uma olhada em tudo. A secretaria sempre inventava alguma desculpa para não entregar algum documento que eu pedia. Ou estavam com os advogados da empresa, ou em um cofre que ela não tinha a senha. Na sexta-feira à tarde quando resolvi procurar por conta própria, fui impedida pelos seguranças e praticamente escoltada pelos advogados do meu pai até onde ele estava.
    Ele ficou furioso que eu estivesse investigando e disse que me enviaria de volta a Europa se continuasse a atrapalhar o trabalho dele e seus advogados. Qualquer esperança que tivesse que meu pai não tivesse nada a ver com os crimes que estavam sendo ligados, começou a morrer. Esse não era o meu pai. O homem que tinha me colocado em seu colo, feito curativos em meus joelhos quando aprendia a andar de bicicleta, ele parecia um homem completamente diferente.

    O Agente - Capítulo 5





    Leonardo Ventura

    Despertei procurando o corpo macio ao lado do meu, mas o colchão ao meu lado estava vazio. Passei a mão pelo rosto e apurei os ouvidos tentando ouvir algum barulho vindo sala, como a TV ligada, por exemplo. Nenhum som além do habitual vindo da rua. Também não ouvi nenhum ruído vindo do banheiro. Apenas o som de Carro, buzinas e tudo mais que uma cidade grande presenteava.
    Sobre o lençol havia um bilhete escrito com uma letra delicada e cursiva.
    “Obrigada pela excelente noite”.
    Gisele.
    Obrigada pela excelente noite? Nada mais que isso? Nem um número de telefone? Quando eu conseguiria vê-la novamente e como?
    A filha da mãe traiçoeira tinha simplesmente escapado como se não tivéssemos mais nada a dizer um ao outro. Bom, conversar não era exatamente o que eu gostaria nesse momento. Ergui a coberta e olhei para o meu pau enrijecido. Não bastasse ter tido uma noite quente com a gata fujona, eu ainda consegui ter um maldito sonho erótico com ela.
    Acordei ansioso para deslizar meu pau pela boceta apertadinha e com o desejo de ter um incrível orgasmo matutino, mas agora a ideia estava descartada. Gisele tinha ido embora e literalmente deixado um problema em minhas mãos.
    E eu estava irritado demais para partir do cinco contra um. Então optei por um banho frio e tomar um café bem forte. A frustração com meu pau, eu consegui por hora controlar, o problema estava sendo o que acontecia em minha cabeça.

    O Preço de um amor

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